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A dura realidade dos salários de jornalistas
Da Redação
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O assunto é constante nas rodas de conversa dos jornalistas por todo o Brasil: o mercado paga mal. Mas será esta a realidade? Para tirar essa dúvida, o Comunique-se fez um levantamento em todos os Estados brasileiros (mais o Distrito Federal). O resultado é realmente preocupante. A média geral do salário do jornalista brasileiro pouco ultrapassa a cifra dos mil reais (R$ 1.077,10) por cinco horas de trabalho.
Paraná e Alagoas têm, hoje, os maiores pisos salariais desbancando São Paulo, que tinha os melhores índices em 2002. A base comparativa foi um levantamento feito também pelo C-se na época.
A pior média salarial é do Piauí e o piso único mais baixo é o de Roraima. Os jornalistas do Rio de Janeiro, um dos Estados de maior peso econômico no cenário nacional, ainda não conquistaram o direito ao piso. A situação se repete no Espírito Santo.
Confira os dados do levantamento, considerando o piso básico relativo a cinco horas de trabalho.
*ACRE Piso: Único - R$ 1.210,00
O sindicato iniciará, em maio, a campanha salarial. Segundo o presidente da entidade, Raimundo Afonso Gomes, “este ano, vamos pedir aumento de 15%”.
Em 2002, o piso salarial do jornalista acreano era de R$ 850,00, o que significa que, nesses quatro anos, o reajuste foi de 42,35%.
*ALAGOAS Piso: Único - R$ 1.666,45
Quatro anos atrás, o Estado não tinha nem piso salarial. Hoje, a média em Alagoas é uma das melhores do Brasil.
Neste ano, desde 11/04 o sindicato iniciou as reuniões de negociação na Delegacia Regional do Trabalho. A entidade está pedindo a reposição das perdas salariais de maio de 2005 a abril de 2006, como também um resíduo salarial de 2,07% referente a 2002/2003. Fora isso, o sindicato quer um aumento real de 5%. Para os profissionais que ganham acima de R$ 2.500,00, a proposta é de uma reposição de 8%. Por enquanto, as empresas não apresentaram contraproposta. “Esperamos fechar acordo até final de junho. Geralmente temos uma boa negociação e dificilmente entramos em dissídio”, informa o presidente Carlos Roberto Pereira Leite.
*AMAPÁ Piso: Único - R$ 800,00
O sindicato também está em negociação salarial com proposta para subir o piso para R$ 1.200,00. A entidade quer encerrar o processo até maio. “Acreditamos que vai dar certo porque temos empresas aqui que pagam bem mais”, diz Volney de Jesus Oliveira, presidente da entidade.
*AMAZONAS Piso: Único - R$ 800,00
O sindicato está em meio à campanha salarial. A proposta é de um reajuste de 10% e a contraproposta patronal é de pagar 7%. No Amazonas, o valor do piso salarial está parado há seis anos e, segundo um estudo da Fenaj, esse valor deveria estar em R$ 1.320,00. “Se eles oferecerem aumentar o piso, nós aceitamos o reajuste de 7%. Caso contrário, entraremos em dissídio”, informa o presidente da entidade, César Augusto Wanderley.
*BAHIA Piso: não tem
O Estado não tem um piso definido porque não existe um sindicato patronal. Os acordos são realizados diretamente com cada veículo. O baixo valor do piso em rádio e TV derruba a média salarial do jornalista baiano para R$ 1.025,00 (nesse cálculo não foi considerado o piso referência do assessor de imprensa que é de R$1.800,00).
- Jornal A Tarde - R$ 2.281,00 (7h) - Jornal Correio da Bahia - R$ 1.070,00 - Tribuna da Bahia - R$ 801,00 - Rádio e TV - R$ 720,00 (6h)
A campanha salarial está pedindo um aumento de 12% para cada um dos veículos. “Ano passado conseguimos muitas reivindicações e, por isso, acredito que este ano vai ser mais tranqüilo”, informa a presidente Kardelícia Mourão Lopes.
Comparado a 2002, os salários sofreram um leve aumento. Na época, um repórter da Tribuna da Bahia ganhava R$ 600. No Correio da Bahia o salário podia chegar a R$ 860 e no A Tarde o profissional recebia R$ 1.260 (5h).
Há quatro anos, os pisos de Rádio e TV baianos foram os mais baixos registrados pelo Comunique-se. O valor era de R$ 473,25.
*CEARÁ Piso: variável de acordo com o cargo.
- Assessor de Imprensa e editor de impresso - R$ 1.845,84 - Repórter, redator e fotógrafo de impresso - R$ 1.050,00
Segundo informa Deborah Lima, presidente do sindicato dos jornalistas do Ceará, o Estado sempre teve uma enorme quantidade de "falsos" profissionais. “O sindicato começou uma campanha contra isso e, como retaliação, de 2001 pra cá todos os jornalistas de rádio e TV foram obrigados a se registrar na DRT como radialistas. Quem não se filiou foi demitido”. Até hoje, o sindicato luta para representar esses profissionais, mas a categoria patronal não reconhece a entidade. “Foi uma estratégia feita para tentar legalizar o ilegal. Todo ano entramos com dissídio coletivo. Ganhamos em primeira instância e o sindicato patronal recorre ao TRT. Até agora, não conseguimos nenhuma resposta definitiva”, relata Deborah.
De acordo com a sentença normativa de 2004, o piso desses profissionais deveria ser de R$ 1.155,40 para repórter, produtor e repórter-cinematográfico, e de R$ 1.502,02 para editor.
Segundo apurado pelo Comunique-se em 2002, o piso do jornalista cearense na época era de R$ 780,00.
*DISTRITO FEDERAL Piso: variável de acordo com a mídia.
- Impressa - R$ 1.371,87 - Eletrônica - R$ 1.154,52
A campanha salarial do sindicato este ano está pedindo um piso único no valor de R$ 1.400,00. A contraproposta é de R$ 1.200,00 para mídia eletrônica e R$ 1.400,00 para impressa. O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Romário Schettino acredita que a negociação estará concluída em breve.
A tentativa de unificar o piso salarial já é antiga. “As negociações com os patrões são sempre difíceis”, declarou o então presidente, Edgard Tavares, em 2002. Na época, os valores eram de R$ 912,00 para mídia eletrônica e R$ 1.106,00 para impressa.
*ESPÍRITO SANTO Piso: não tem
O SJES estabeleceu um salário referência no valor de R$ 1.200,00. A entidade iniciou este mês as negociações para conseguir fixar o piso salarial. A presidente informou que eles vão tentar ao máximo negociar porque a Justiça no Estado é morosa. “Para você ter uma idéia, os funcionários da TV Capixaba receberam ano passado um dissídio de 1992”, alega a presidente do SJES, Suzana Tatagiba Fundão.
*GOIÁS Piso: Único - R$ 1.068,62
A campanha salarial ainda não começou. Mas o sindicato já tem pronta uma das propostas. “Vamos pedir reposição do valor do INPC + 5%. Ainda não decidimos o valor de aumento para o piso”, diz Luiz Antonio Spada (presidente). O piso salarial há quatro anos era de R$ 800,00, o que, em pontos percentuais, significa um aumento de 33,57.
*MARANHÃO Piso: Único - R$ 864,18
As negociações salariais de 2006 começam em setembro.
*MATO GROSSO Piso: variado
- Jornalista – R$ 1.050,00 - Assessor – R$ 1.575,00
O presidente do sindicato, Jonas Leite, informa que, apesar do salário-base ser de pouco mais de mil reais, a média salarial dos três maiores jornais gira em torno de R$ 1.800,00.
A entidade está em meio à campanha salarial. A proposta é aumentar o piso do jornalista para R$ 1.800,00 e do assessor para R$ 2.500,00. “Sou positivo e acho que vai dar tudo certo. Acredito que até setembro teremos uma posição”.
*MATO GROSSO DO SUL Piso: não tem
O Estado não tem piso por não ter sindicato patronal. Existem acordos com três veículos:
- Correio do Estado – R$ 1.200,00 - TV Morena – R$ 1.200,00 - Jornal Progresso – R$ 900,00
A campanha salarial de 2006 já começou. O presidente Clayton Wander Nascimento espera estar com isso resolvido até o fim de maio.
Os jornalistas de Dourados também têm um sindicato. Na negociação salarial de 2006, já foi fechado um acordo. “É uma vitória porque nunca tivemos piso nenhum. Estamos em negociação com outros três veículos: Diário MS, TV Morena (local) e TV Rit. O Diário estava se recusando a negociar, então tivemos que levar o caso ao Ministério Público do Trabalho. Já tivemos três audiências e ainda não chegamos a um acordo. Nestes três veículos não abrimos mão de menos de R$ 900,00”, diz o presidente da entidade, Luís Carlos Luciano.
*MINAS GERAIS Piso: variável de acordo com a mídia.
- Rádio - R$ 900,00 - TV - R$ 1.000,00 - Jornais/Revistas - R$ 1.179,00
A reivindicação deste ano é unificar o valor do piso em R$ 1.230,00, acabando com a diferenciação. No item reajuste/aumento real, os jornalistas pedem 10% e também tíquete-refeição (poucas empresas o fornecem). O sindicato também está negociando com outros segmentos, como assessorias, jornais e emissoras do interior. Os acordos seguem as mesmas bases.
Segundo informações do SJPMG, as empresas alegam que não têm condições financeiras de atender as reivindicações da categoria. “Vamos começar nos próximos dias a fazer contato com anunciantes dos principais veículos, mostrando a situação dos jornalistas. Por último, estamos buscando promover ações conjuntas de jornalistas com radialistas e empregados na administração e ainda com os jornalistas de Brasília, que têm a mesma data-base de BH”, alega o presidente da entidade, Aloisio Soares Lopes.
Há quatro anos, o piso salarial para veículos impressos era de R$ 830,00. Rádios pagavam R$ 648,00 para iniciantes, enquanto as emissoras de TV pagavam R$ 724,00.
*PARÁ Piso: variável de acordo com o tempo de trabalho.
A - R$ 1.242,80 B - R$ 1.547,70 C - R$ 1.632,17
A - Repórteres, Rep. Fotográficos, Rep. Cinematográficos e Diagramadores com menos de 1 ano de trabalho. B - Repórteres, Rep. Fotográficos, Rep. Cinematográficos e Diagramadores com mais de 1 ano. C - Repórteres, Rep. Fotográficos, Rep. Cinematográficos e Diagramadores com dois anos de trabalho.
O piso para produtores de TV é de R$ 900,00.
O sindicato já iniciou a campanha salarial e vai pedir 20% de aumento (com o INPC incluído). Em 2002, o Estado não tinha piso salarial.
*PARAÍBA Piso: não tem.
A média dos salários dos jornalistas paraibanos fica em R$ 850,00. O presidente do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, Land Seixas, informou que as negociações são diferenciadas por veículo e cargo. “O piso salarial do editor de página chega a R$ 1.800,00”.
* PARANÁ Piso: Único - R$ 1.698,28
As negociações salariais começam em julho. Em 2002, esse valor era de R$ 1.184,63.
* PERNAMBUCO Piso: não tem piso
O sindicato estabeleceu um salário-referência no valor de R$ 1.150,00. A categoria até tinha um piso salarial, mas, há 10 anos, em assembléia, os jornalistas resolveram deixá-lo de lado. Na época, a categoria era unificada com os radialistas, fato que acabava puxando para baixo o valor do piso. Segundo o presidente da entidade, Ayrton Barbosa Maciel Júnior, “talvez não tenha sido a melhor decisão. Hoje, tentamos voltar com o piso e não conseguimos”.
* PIAUÍ Piso: variado por região.
- Capital - R$ 900,00 - Parnaíba, Picos e Floriano - R$ 630,00 - Demais cidades - R$ 450,00
Segundo informações do sindicato, o jornalista de Teresina tem o piso básico de R$ 900,00 e a cada ano trabalhado ele tem 2% de aumento sobre o salário. Esses 2% são progressivos, o que eleva o salário médio para R$ 1.000,00. “Esse nosso acordo faz a diferença no valor final do salário. Algumas pessoas ganham 30% a mais”, diz o presidente Luiz Carlos de Oliveira. A campanha foi encerrada em fevereiro.
Segundo o levantamento realizado pelo Comunique-se em 2002, os salários no interior do Piauí despencaram 24%. Há quatro anos, a média salarial era de R$ 590,00. Na capital, o piso era de R$ 670,00.
* RIO GRANDE DO NORTE Pisos: diferenciado por níveis
- Nível 01 - R$ 640,68 - Nível 02 - R$ 678,90 - Nível 03 - R$ 829,07
O sindicato informou que a diferenciação dos níveis fica a cargo do empregador. No entanto, eles garantem que ninguém é contratado com piso inferior ao primeiro nível. No levantamento do C-se de 2002, o piso salarial do RN era unificado e no valor de R$ 524,00.
* RIO GRANDE DO SUL Pisos: variável por região
- Capital - R$ 1.135,00 - Interior - R$ 960,00
Em quatro anos, o salário do jornalista de Porto Alegre subiu 37,92% (R$ 822,93) e o do interior, 43,57% (R$ 668,63). O sindicato vai iniciar a campanha salarial em junho. “Infelizmente o reajuste que pediremos será pequeno, em torno de 8%”, diz o presidente José Carlos de Oliveira Torves.
* RIO DE JANEIRO Piso: não tem
O sindicato estabelece um salário mínimo profissional no valor de R$ 3.233,00. No entanto, a realidade é bem diferente e são poucas as empresas que adotam esse valor.
O presidente da entidade, Aziz Filho informa que a principal reivindicação da campanha salarial de 2006 é estabelecer o piso único da categoria no valor de R$ 1.500,00.
O patronato já apresentou uma contraproposta. Eles oferecem: - Jornal e Revista (para empresas com até 50 jornalistas) - R$ 750,00 (5h) e R$ 1.200,00 (7h) - Jornal e Revista (para empresas com mais de 50 jornalistas) – R$ 1.000,00 (5h) e R$ 1.600,00 (7h) - Rádio – R$ 800,00 (5h) e R$ 1.312,00 (7h) - TV – R$ 900,00 (5h) e R$ 1.476,00 (7h)
O Rio de Janeiro não possui sindicato patronal para assessor de imprensa. As assessorias que têm qualquer tipo publicação podem seguir o padrão salarial de jornal e revista.
* RONDÔNIA Piso: variável
- Faixa 01 – R$ 975,00 - Faixa 02 – R$ 840,00 - Faixa 03 – R$ 795,00
Faixa 1 – Repórter, Diagramador, Redator, Rádio Repórter, Noticiarista, Repórter de Setor, Repórter Fotográfico e Cinematográfico. Faixa 2 – Revisor Faixa 3 – Arquivista, Ilustrador, Arquivista Pesquisador e Chargista
O sindicato acaba de iniciar a campanha salarial. Eles pedem o aumento da inflação (5,48%) mais ganho real de 2%. No ano passado, a negociação durou mais de seis meses. “Esperamos que este ano consigamos resolver isso em menos tempo”, diz o presidente Marcos Antônio Grutzmacher. “Acreditamos que vamos a dissídio com rádio e TV porque eles não reconhecem o sindicato como representante dos profissionais”, completa.
* RORAIMA Piso: Único – R$ 700,00
A campanha salarial deste ano quer o aumento do piso para R$ 1.100,00. O presidente Humberto de Andrade e Silva espera que a negociação esteja finalizada até maio.
* SANTA CATARINA Piso: Único - R$ 918,72
Em quatro anos, o piso salarial do Estado subiu 22,49%. O valor na época era R$ 750.
* SÃO PAULO Piso: variado por veículo e região
- Jornais e Revistas da Capital - R$ 1.500,00 e R$ 2.400,00 (por 5h + 2 extras) - Jornais e Revistas do Interior e Litoral - R$ 1.250,00 e R$ 2.000,00 (por 5h + 2 extras) - Rádio e Televisão da Capital - R$ 1.134,00 e R$ 1.984,50 (por 5h + 2 extras) - Rádio e Televisão do Interior e Litoral – R$ 723,00 e R$ 1.265,25 (por 5h + 2 extras) - Assessoria de Imprensa - R$ 1.667,00 e R$ 2.667,20 (por 5h + 2 extras)
Este piso está valendo até novembro de 2006. A exceção é o piso de assessor, que vai ser reavaliado em setembro.
O levantamento feito pelo Comunique-se em 2002 mostrava o Estado como tendo as melhores média salariais do Brasil. Hoje, com média de R$ 1.254,80, São Paulo perde para Alagoas, que tem o piso de R$ 1.666,45. Fred Ghedini, atual presidente do SJPSP, avalia a situação: “Alagoas é um caso à parte. É uma cidade pequena e onde jornalistas e patrões valorizam o sindicato, que, por sinal, tem uma direção lutadora, além dos profissionais serem muito unidos, o que não acontece no restante do País. No caso de São Paulo, embora hoje não estejamos mais na liderança nacional, nós tivemos, ao longo desses anos, consideráveis aumentos salariais”.
Há quatro anos, os pisos já eram diferenciados por veículo e por região. Veja os valores da época:
Para a capital: Assessorias – R$ 1.287,50/ R$ 2.060 (7h) Jornais e revistas – R$ 1.000,00 / R$ 1.600 (7h) Rádio e TV – R$ 765 / R$ 1.338,75 (7h)
Para o interior: Assessorias – o mesmo que a capital Jornais e revistas – R$ 853,00 / R$ 1.365 (7h) Rádio e TV – R$ 490,00 / R$ 857,50 (7h)
* SERGIPE Piso: Único – R$ 750,00
O sindicato encerrou este mês a negociação. Eles conseguiram um reajuste linear de 7% e de 9,6% para o piso salarial. O valor do piso subiu de R$ 684,00 para R$ 750,00. Há quatro anos, esse valor era R$ 519,04, 44,5% menor do que o valor atual. Apesar do salário do jornalista sergipano não estar entre os melhores, os jornalistas do Estado têm o que comemorar. Há quatro anos, eles eram o Estado com o menor piso salarial.
* TOCANTINS Piso: Único - R$ 1.100,00
O sindicato já enviou ofício para a DRT para iniciar a negociação. A proposta é de reajuste de 16%, com piso subindo para R$ 1.500,00.
No entanto, o presidente do sindicato reclama da dificuldade de negociar com a Organização Jaime Câmara. “Eles bateram o pé e fixaram um piso próprio de R$ 850,00. É complicado negociar com as retransmissoras da TV Globo. Elas amarram, acham que são as diferentes, as melhores. Mas vamos tentar acabar com isso na campanha deste ano”, informa a presidente Socorro Loureiro. |
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27/4/2006
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Aloísio Morais Martins
[08/06/2006 - 00:55]
(Editor - Assistente-HOJE EM DIA - MG)
Na verdade, o piso não quer dizer nada, pois trata-se apenas de uma referência. O importante é verificar a média salarial praticada. Praticamente só os iniciantes recebem o piso e olhe lá.
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Luís Delcides Rodrigues da Silva
[21/05/2006 - 19:36]
(Freelancer)
Vixi!!!! Após ler esta matéria, sempre rio dos meus colegas de classe quando falam em trabalhar em grandes empresas, emissoras de TV. Ah, se alguem se vender para conseguir um lugarzinho no céu, como conheço muitas "apresentadoras de meia-tigela" como Mara Maravilha que não sei o que faz no 3º periodo de jornalismo. Acho que é só pra pegar o canudão e continuar apresentando aquele programa gospel mequetrefe!! Fico indignado quando vejo esse piso esdruxulo e cada dia mais amadurece a vontade de fazer a pós-graduação, mas não é para estar em busca de um emprego. Porém, faço jornalismo pela vocação, pela vontade de conhecer, pela beleza e a associação tão forte com as artes que ele tem.Sonho com uma pós latu-sensu e quem sabe um mestrado. Mas esse piso é uma vergonha para quem leva o jornalismo a sério!! Não para essas manezinhas e um monte de otários que querem só ir pra TV.
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Jeison Karnal Silva
[05/05/2006 - 22:24]
Trágico, mediocre, desumano, irracional, vergonhoso, sofrivel. Palavras que devem ser banidas de um bom texto jornalístico. Quando se trata do salário do "peão da notícia", acho que essas "qualidades" devem ser entoadas com toda a força de nossa garganta. Quando vou entrevistar um político ou empresário fico envergonhado, diminuido. Quando vou "peitar" algum policial corrupto, fico pensando em como sera difícil tomar meu ônibus tranqüilo no fim de semana para sair para passear com segurança. Nossa profissão deveria ser tão bem remunerada quanto a de um juiz ou delegado. Nós também damos a cara para bater! Meu Deus, chega de filhinhos de papai nas redações, trabalhando para o próprio ego!
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Rogério Barbosa****
[04/05/2006 - 09:35]
(Profissional Contratado)
Bom nem posso falar de indignação pelo sálario, porém temos que considerar o prazer de trabalhar no que gosta. Sei que brigamos para condições do povo, e muito pouco fazemos para nós mesmo. Então posso dizer que se trabalhamos é porque gostamos. Somos profissionais de "coração". Pode ter certeza que já merecemos um Nobel antes mesmo de sermos indicados.
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Sabrina Sandoval
[03/05/2006 - 14:25]
Assim como uma colega citou, também trabalho mais de 8 horas, ganho menos de R$1.000,00, e não tenho perspectiva nenhuma para cuidar da minha casa e da minha filha. A frustração é enorme em pensar que eu estudei, me formei e me especializei para morrer na praia...
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Eduardo Basttos
[02/05/2006 - 17:59]
(Estudante)
Excelente pauta! Evidencia uma realidade não muito clara para quem não convive com ela!
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Michelle Teixeira Lima Silva
[02/05/2006 - 11:45]
(Freelancer)
É inadmissível o Rio de Janeiro não ter piso salarial para jornalistas.
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Renon Fernandes da Silva Jr.
[30/04/2006 - 23:33]
(Editor-TV GLOBO - PR - TV COROADOS - LONDRINA)
Baixíssimos salários, como se já não bastasse a falta de empregos.... Só pra informar: motorista de ônibus aqui em Londrina/PR tem piso de R$ 1000,00 e cobrador de R$ 700,00...
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Sebastião Faustino Pereira Filho
[30/04/2006 - 12:32]
O piso salarial do jornalista, apontado na pesquisa acima, demonstra não só a triste realidade da remuneração desse profissional, mas também, a falta de organização da categoria quanto ao assunto. O poder de articulação dos jornalista e sindicatos nos parece mórbida, enquanto outras categorias trabalhistas reinvidicam seus direitos e os conquistam através das negociações, greves etc, a nossa nunca se quer pensou em realizar uma greve. Imaginem os jornalista em greve durante uma semana, como ficaria a "sociedade da informação"? E imaginemos uma paralisação articulada em todo país? É, mas isso parece utopia, a classe não demonstra tal interesse. Uma pena. Por outro lado, os motoristas de transportes coletivos, merecidamente, aqui de Natal, tem piso salarial em torno dos R$ 800. E os jornalista? Bem como mostra a pesquisa, no Estado esse profissional, no último nível, não passa dos R$ 829. É o preço pela desorganização da classe, que se acha a mais consciente e bem informada. Será?
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Sylvio Lincoln Almeida Jr.
[29/04/2006 - 22:32]
VALE QUANTO PESA.....
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Rafael Coelho Machado dos Santos
[29/04/2006 - 15:49]
(Editor-INFOGLOBO COMUNICAÇÃO - RJ)
Em um país onde jogadores de futebol ganham milhões sem precisar enconstar em um caderno, o talento e a arte do jornalismo vale essa miséria. Mas é nessa situação que médicos e vários profissionais de outras áreas estão vivendo. Na verdade, é a situação do nosso "bom" e velho Brasil! O país do futebol...
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Rodrigo Sampaio de Sousa
[29/04/2006 - 12:46]
(Repórter-REVISTA VIVAMUNDO - SP - SANTO ANDRÉ)
O piso salarial em alguns casos, é menor do que a mensalidade de uma faculdade de jornalismo. Atualmente sou estudante de jornalismo e trabalho numa empresa de automóveis na produção de carros mesmo. Já ganho mais do que alguns salários que vi na matéria. O interessante é que pretendo exercer a profissão e terei (provavelmete) que me submeter a receber menos. O sindicato dos metalúrgicos é sempre referência quando se fala em luta sindical. Jornalistas cobriram suas greves que entraram para a história. Ou seja, o jornalismo chega a ajudar outras classes de trabalhadores, mas não temos ninguém pela nossa causa, parece que nem nós mesmos infelizmente.
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Ivia Carolinne Oliveira Ribeiro
[29/04/2006 - 05:27]
(Estudante)
O mais engraçado dessa história tragica é que corremos risco as vezes..ralamos muito..não temos feriados..fins de semana..nossa casa é a redação..sofremos pressão em triplo..estresse em doblo..E no fim do mês não conseguimos ver quer valeu apenas..Somos jornalistas somente por AMORRRR..Assim é fácil falar mal da nossa profissão..No dia em que formos unidos e fizermos uma grande greve de pelo menos uma semana..deixando o país desinformado..Talvez sim valorizem nosso trabalho..pq verão a importancia...de uma noticia.
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Dirceu Plates
[29/04/2006 - 05:18]
(Freelancer)
Muito mais do que leis ou decretos, o que estabelece o valor do trabalho de um profissional é a sua disponibilidade no mercado de trabalho. Infelizmente não há como fugir dessa realidade. Existem jornalistas demais e a conseqüência natural disso é a desvalorização do seu trabalho. Isso também acontece em outras atividades e para cada pessoa empregada existem dezenas querendo tomar o seu lugar, e por qualquer salário. Não vislumbro qualquer possibilidade de mudanças nessa situação uma vez que a cada ano milhares de novos habilitados em jornalismo disputam uma vaga. A maioria dificilmente obterá sucesso.
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Sylvio Lincoln Almeida Jr.
[29/04/2006 - 02:10]
Vale quanto pesa...
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Dina Cleise de Freitas
[28/04/2006 - 21:31]
(Editor-JORNAL IBIÁ - RS - MONTENEGRO)
Infelizmente o salário da categoria realmente está de passar fome. Cursos e simpósios, só com muita economia e esforço. Penso que meu estado tenha salários baixos, mas vi que outros ganham de nós. Aliás, tem um engano na pesquisa. O piso para o interior, no Rio Grande do Sul, é de R$923 e não R$ 960.
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Cahê Mota
[28/04/2006 - 19:41]
(Assessor de Imprensa-Appear Assessoria - RJ - Campos Dos Goytacazes)
Essa história de teto salárial e sindicatos é toda muito bonita, mas a gente sabe que a realidade em grande parte do mercado de trabalho está longe disso. Com a mão de obra cada vez maior a tendência é que exista aquele leilão e quem aceite receber menos em muitos casos acaba empregado. Me formei em 2004 e já desisti de ser jornalista de redação, tenho procurado me especializar cada vez mais e estou atuando por conta própria no ramo de assessoria de imprensa. No entanto, ao invés de ter apenas um ou, no máximo, dois clientes para poder viver bem, temos que nos matar com inúmeros clientes, muitas vezes gente que não conhece a realidade do setor e a forma de trabalho. Essa é a realidade.
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Karina Gomes Melo
[28/04/2006 - 17:11]
(Estudante)
Com um salário deste, como participar de eventos da área como o Congresso que acontece agora no inico de Maio em SP? Onde o custo apenas do Congresso, fora Workshops e visitas técnicas, fica em torno de R$1.200,00?
Fico indignada.
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Janine Mendes do Prado
[28/04/2006 - 17:09]
( Outros-Bradesco - SP - Osasco)
Nessas horas eu me pergunto:"Por que escolhi o jornalismo?" Apesar de todos os percalços e amo esta profissão. Infelizmente não trabalho na área, mas daria tudo para excercer minha profissão. Acredito fielmente que jornalismo é paixão!
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José de Souza Castro
[28/04/2006 - 16:30]
(Freelancer)
Em Belo Horizonte existe uma empresa de clipping que não se identificou, talvez por vergonha, que está anunciando nesta sexta-feira no newsletter Pão de Queijo Notícias (PQN): tem vaga para um jornalista (curso superior completo) e um ano de experiência, para fazer as seguintes tarefas: "clipping, monitoramento e leitura diária de jornais impressos de Belo Horizonte e principais veículos do eixo Rio-São Paulo, leitura de jornais de site, com as indicações de matérias para serem clipadas". Horário de trabalho: 5 às 10 h, diariamente, inclusive fins de semana e feriados, com uma folga semanal. Salário: 900 reais, ou seja, o piso que vigora há um ano para jornalistas que trabalham em rádio e menos que o piso para os que trabalham em TV (mil reais) e jornais e revistas: 1.179 reais. Ou seja, a exploração dos jornalistas se amplia para outras áreas... Se não me engano, ela não pagou nada ao PQN pelo anúncio, que em troca edita uma revista sem pagar um tostão a jornalistas. O sindicato dorme
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Alfredo Sternheim
[28/04/2006 - 13:43]
(Freelancer)
Concordo, é dura a realidade dos salários dos jornalistas. Mas existem categorias com remuneração mais aviltante. Policiais, professores, enfermeiros de hospitais públicos e muitos outros profissionais ganham salários incompatíveis com suas atuações. Porém, o mais grave no jornalismo é o nepotismo, ou o protecionismo. É comum ver em publicações e sites filhos de publicitários, parentes de políticos ou de gente ligada a política, amante de editor (caso Pimenta), filhos de anunciantes, de donos, mulher de apresentador de TV, por exemplo, ganhar bem e ainda ter amplo espaço em detrimento de outros profissionais. Isso sem falar no mundo de gente que escreve de graça, aviltando ainda mais o mercado. Na ótica do dono do site ou da publicação, tendo alguém escrevendo de graça para se exibir é bem melhor do que alguém remunerado. Depois, tem gente aplaudindo canetada de juiz contra a regulamentação profissional, o diploma. Pois é.
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Mário Bittencourt*
[28/04/2006 - 13:28]
(Repórter-A TARDE - BA - SUCURSAL BA - EUNÁPOLIS)
Quem produz jornalismo de qualidade não o faz pensando que assim ganhará melhores salários e sim porque ama a profissão e quer vê-la cada vez mais respeitada.
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Montezuma Cruz
[28/04/2006 - 12:49]
(Diretor-AGÊNCIA AMAZÔNIA DE NOTÍCIAS - DF)
Aline Virgínia, estudante, indignou-se, no dia 27: "Isso é inadmissivel!!!!!!!!!!!!Como um profissional que lida com o bem intriseco ao ser humano,que é a comunicação pode ser tão mal remunerado???????????". Estimada: tão angustiante é receber com 10 ou 15 dias de atraso. Aqui vos fala um pobre visconde dos tempos da linotipo e da máquina de datilografar (Remington Rand, Olivetti etc). Aos 53 anos e 32 de profissão e com alguns anos de plena dedicação aos povos de Rondônia, Mato Grosso, Maranhão, DF e Paraná, não sei se prossigo — porque ainda tenho algum entusiasmo e alguma dose de ousadia e perseverança. Ou se encerro para balanço — balanço contábil, no bom sentido, porque aposentadoria, ah! Em todo caso, desejo-lhes luz, saúde e prosperidade.
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Barbara Arruda
[28/04/2006 - 12:38]
(Freelancer)
Parabéns pela pesquisa, mas a realidade está muito aquém do que os sindicatos divulgam, pelo menos no Estado de São Paulo. Apesar dos pisos estarem fixados na sua maioria acima dos R$ 1.000,00, a realidade que nos cerca é bem outra. Trabalho como freela e ganho para fazer uma revista inteirinha de 64 páginas R$ 500,00. E vou dizer que não sou a única. E infelizmente denunciar não adianta nada, porque aí eles te dispensam e encontram outro para fazer o seu serviço por menos até. Para mudar esta realidade falta tudo: sindicato unificado, mudança de mentalidade dos patrões e regulamentação da profissão adequadamente. Infelizmente a profissão de jornalista dnão é valorizada. Muitos acham que qualquer um pode escrever!!!
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Mariana Biazoto Fulep
[28/04/2006 - 12:25]
(Redator-CVC Turismo - SP)
É realmente difícil ler algo assim... uma vez que o trabalho do jornalista é voltado para a sociedade e o baixo salária acaba sendo uma forma de não reconhecer este trabalho.
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Rafael Oliveira
[28/04/2006 - 12:06]
(Estudante)
E ainda por cima muitos querem impedir a atuação dos jornalistas nas assessorias de comunicação. Onde vamos trabalhar? As redações estão cada vez mais enxutas. Jornalismo empresarial permite ao jornalista horário regular (em muitos casos) e salários fixados fora do mercado
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Rafael Oliveira
[28/04/2006 - 12:03]
(Estudante)
E ainda por cima muitos querem impedir a atuação dos jornalistas nas assessorias de comunicação. Onde vamos trabalhar? As redações estão cada vez mais enxutas. Jornalismo empresarial permite ao jornalista horário regular (em muitos casos) e salários fixados fora do mercado.
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Fábio Mendonça
[28/04/2006 - 11:45]
(Profissional Contratado)
O que se deve fazer é parar de encarar o jornalismo como uma arte, feita por pessoas que têm talento, que nascem com o dom, como já escutei muitas vezes. Temos de encarar como uma profissão como qualquer outra, com curso superior obrigatório, devidamente regulamentada, com sindicato ou Conselho Federal forte, que lute. Se tudo estiver devidamente regulamentado, junto ao Ministério do Trabalho, não havendo como outros recorrerem, será muito fácil lutar. Nós estipularemos o preço do trabalho, se os patrões não aceitarem, não poderão colocar outro que não estejam regularizados no Conselho FEderal. Assim, ou nós pagam bem ou deverão fechar as portas.
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Antonio Carlos Oliveira
[28/04/2006 - 11:17]
(Freelancer)
Parabéns ao Comunique-Se pela pesquisa. O material é extremamente válido para nos dar uma idéia do que se passa em nossa profissão. Mas há muito mais a ser exposto nos bastidores do jornalismo brasileiro. Sou jornalista desde 1999 e sempre tive um salário inferior ao dos colegas mais antigos, não importava se eu trabalhava mais do que a maioria. Tive o meu melhor salário na área na TV, mas ao custo da falta de horário para sair e da desistência dos fins de semana. Cheguei em São Paulo em 2002 e fiquei surpreso. As grandes redações chegavam a pagar R$ 500 aos novatos (garotos que entravam no jornal via cursos de foca etc.) por 8 horas diárias. Entre 2002 e 2003, todo mundo demitiu em massa, dos impressos à TV. Segui para a publicidade e estou nela até hoje. Tenho um salário muito bom e os fins de semana estão todos lá. Mas a mão coça bastante, todos os dias. Tentei voltar às redações, mas os salários não compensam. O que a pesquisa mostra não é a realidade mesmo. É tudo muito pior.
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Érika Carvalhosa
[28/04/2006 - 11:12]
(Freelancer)
É a nossa triste realidade! Fora a falta de emprego no mercado os salários são ridículos!
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Ruy César Ferrari
[28/04/2006 - 11:03]
(Profissional Contratado)
A pesquisa revela a tradicional falta de mobilização da categoria, que se acha muito poderosa, mas está sempre de bolsos vazios. Que tal seguir o exemplo dos médicos e dos metalúrgicos, onde ninguém tasca e eles são muito bem remunerados...
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Sabrina A. L.
[28/04/2006 - 10:50]
(Profissional Contratado)
Acrescentando dados: sou jornalista, moro no Rio de Janeiro, trabalho 8 horas diárias e recebo menos de R$ 1.000,00 mensais. Fazer o que?
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Simone Colombo Lopes
[28/04/2006 - 10:38]
(Profissional Contratado)
Descobri há pouco tempo que Jornalismo é utopia; é sonho; é pseudo-glamour; é ideologia, enfim, pode ser muitas outras coisas, mas passa longe de ser sinônimo de enriquecimento.(Salvo os destaques da grande mídia, que pod sinal dá para contar nos dedos). Uma notícia como esta do site comunique-se deveria ser impressa em formato poster e colocada nas entradas das faculdades de jornalismo que cobram quase a média salarial com a mensalidade para se obter o diploma. Jornalismo se faz porque gosta...o ideal seria ser dignamente remunerado por esse ofício tão importante para a sociedade em geral. Será que um dia a sociedade irá reconhecer a importância dessa profissão para a vida de cada um e que sem os jornalistas sérios e comprometidos com a verdade a vida seria um caos?
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Ronaldo Saldanha
[28/04/2006 - 10:26]
(Freelancer)
uma retificação,
Na minha mensagem anterior eu levanto uma questão: E no interior?
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Ronaldo Saldanha
[28/04/2006 - 10:24]
(Freelancer)
A situação me parece bem pior.Isso porque a pesquisa mostra a realidade das grandes capitais, e no interior dos estados. Moro em Petrópolis, investi uma grana preta na minha formação profissional, horas e mais horas de estudo e, quando você encara a realidade, as portas estão fechadas. Me desculpem a expressão "quem está roendo o osso não quer largar" e os grandes empresários não valorizam a categoria. Exploram os estagiários, que em muitos casos trabalham de graça e, principalmente, não investem na mão de obra qualificada. É bem mais prático e econômico tarbalhar com release e subordinado a interesses políticos e econômicos.
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Ana Maria Morau
[28/04/2006 - 10:23]
(Freelancer)
João Bosco,
quer dizer que o governo Lula é o culpado pelos baixos salários de jornalista? engraçado, estou na profissão há 20 anos e o piso sempre foi ruim. Que eu me lembre, o PT não governou o país durante esse tempo. Mas posso estar enganada, claro.
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Oldon Machado
[28/04/2006 - 10:18]
(Assessor de Imprensa-Empresa de Pesquisa Energética - EPE - RJ)
Belo trabalho o do Comunique-se, louve-se. Ajuda a colocar no centro do debate algo muitas vezes relagado a discussões periféricas, de maneira até mesmo reprimida pelas próprias empresas. Mas, a despeito das disparidades que ocorrem aqui e ali, vale a reflexão: comparado a outras classes de igual importência numa sociedade, como médicos, professores e policiais, estamos (nós, jornalistas) realmente mal? Ou mal estamos todos nós, independentemente da profissão?
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Roni Machado
[28/04/2006 - 09:53]
Todos têm o direito de cursar jornalismo. Mas é preciso acabar com o modismo e com os glamours entorno da profissão. Talvez, assim, acabamos ou diminuímos os monstros que nos aflige(desemprego, baixos salários, desrespeitos à categoria etc.).
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Karina Kalil
[28/04/2006 - 09:46]
(Freelancer)
Realmente é um absurdo! O jornalista é um cara que te que correr muito atrás para conseguir criar matérias e reportagens ou como editor e tal e ganhando isso dá para desanimar viu. Aqui no ES é sinistro!!!
Agora tenho que discordar de alguns colegas, ao dizerem que estudantes da área estudam muito.
To no segundo curso de comunicação e só venho vagabundo. Ninguém quert estudar, ninguém lê droga nenhuma, um bando de preguiçosos.
Fiz RTV e me formo em Jornalismo ano que vem ....pelo menos aqui em Vitória/ES a realidade dos estudantes é só reclamar e reivindicar. estudar mesmo é a minoria!
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Sérgio Luís Domingues
[28/04/2006 - 09:40]
(Freelancer)
O problema também é o excesso de mão-de-obra desqualificada. Lendo os comentários percebemos erros de regência e concordância, inadmissíveis a jornalistas. O governo autoriza a abertura de verdadeiros botecos educacionais que despejam na praça infelizes que pensam que sabem escrever. Junte-se a isso, a famigerada desvalorização de profissão, pelos próprios profissionais, adicione a safadeza dos patrões e pronto. Nas bancas, no ar, na tela, produtos de péssima qualidade editorial, sem profundidade alguma, sem análise contextualizadora, ou seja, sem nada. Nos Estados Unidos já existe a figura do Media Worker, que seria o trabalhador da mídia, é o jornalismo deixando de existir. Aqui no Brasil o jornalismo existe, mas é um lixo. Vamos aos exemplos: Mensalão, Valerioduto. Dois neologismos que abrandaram os crimes de corrupção, desvio de dinheiro público entre inúmeros outros cujas denominações são muito piores que os "apelidos" infantis que a nossa imprensa os deu favorecendo a pizzaria.
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Jonas S. Marcondes
[28/04/2006 - 09:34]
joão Bosco Strozzi. Você tem razão, a culpa é do Lula, foi ele quem inventou os pobres. Antes não existiam.
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Elias de Souza Jr.
[28/04/2006 - 09:23]
(Estudante)
Primeiramente,parabenizo -os pela pesquisa.Esses importantes dados devem ser levados em consideração destacando alguns pontos,como necessidade de unificação sindical,conforme observados na pesquisa.Há lugares em que nem há sindicato. Segundo,um xeque para elucidar se na prática alguns jornalistas ingressam com valor incial e assim permanecem por tempo indeterminado. Parece que a categoria anda bem desunida ,mas assim não conseguirá nada.
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Bruno Barreira
[28/04/2006 - 09:17]
(Profissional Contratado)
É exatamente por isso que sou corporativista. E se todos fossem estaríamos muito melhor. Sou contra qualquer imbecil que queira exercer a profissão na base do “oba oba”; sou completamente a favor do Conselho Federal de Jornalismo; denuncio qualquer empresa que não esteja cumprindo a Consolidação das Leis de Trabalho a uma Delegacia do Trabalho; encho o saco dos sindicatos com vários e-mails etc. Sejam corporativistas sim e lutem, denunciem, não desistam, pois a nossa batalha é digna, honesta e necessária. Deveríamos começar uma campanha para multiplicar as concessões de rádio e televisão, em nome da pluralidade da informação, envolvendo toda sociedade. Chega de concentração de poder. Aliás, neste país, a elite consegue concentrar tudo.
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César Henrique de França Romeiro
[28/04/2006 - 09:10]
O que digo eu, meus colegas de cruz? Estou no sexto período de jornalismo em Maceió, pagando 480 reais de mensalidade, esperando me formar para mudar pra cidade de Aracaju, onde minha mulher e meus filhos já estão morando desde 2005. Sinceramente, estou pensando em fazer outra faculdade. Depois do jornalismo, é claro! Ou então, trabalhar com minha esposa no ramo de iluminação, esperando que Deus me dê uma luz! Amém!
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Geraldo da Conceição Lopes
[28/04/2006 - 08:57]
(Freelancer)
Geraldo Lopes - Constatação lamentável feita pelo Comunique-se. É só uma cofirmação porque nós, jornalistas, há sabemos há décadas que smos super hiper explorados. Pior: tem muita gente de outras áreas exercendo o jornalismo e ganhando muito bem. Veja exemplo de O Dia, diário do Rio de Janeiro que contrata famosos a peso de ouro e para os jornalistas a preço de bananaO mercado e frustrante, injusto e cruel.
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Branca Azeredo de Andrade
[28/04/2006 - 08:53]
(Produtor-TV SBT - RJ)
Ainda sou estudante e estou perplexa frente a esses dados. Como uma classe responsável pela comunicação não tem representatividade em tantos estados? Sem os sindicatos não há luta para melhorias e, consequentemente, as faixas salariais ficam estagnadas. Se eu levar em conta o quanto é pago nas faculdades chego a fácil conclusão: se por sorte, após me diplomar, eu conseguir um trabalho na área de jornalismo, não estarei sequer reembolsando o dinheiro investido nas mensalidades da faculdade. Que absurdo!
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Bruno Barreira
[28/04/2006 - 08:51]
(Profissional Contratado)
É exatamente por isso que sou corporativista. E se todos fossem estaríamos muito melhor. Sou contra qualquer imbecil que queira exercer a profissão na base do “oba oba”; sou completamente a favor do Conselho Federal de Jornalismo; denuncio qualquer empresa que não esteja cumprindo a Consolidação das Leis de Trabalho a uma Delegacia do Trabalho; encho o saco dos sindicatos com vários e-mails etc. Sejam corporativistas sim e lutem, denunciem, não desistam, pois a nossa batalha é digna, honesta e necessária. Deveríamos começar uma campanha para multiplicar as concessões de rádio e televisão, em nome da pluralidade da informação, envolvendo toda sociedade. Chega de concentração de poder. Aliás, neste país, a elite consegue concentrar tudo.
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Fábio José de Mello
[28/04/2006 - 06:25]
(Profissional Contratado)
Categoria que não tem entidade representativa é assim. A última greve que os jornalistas paulistanos fizeram foi em 79. Tomaram uma piaba dos patrões e ficaram pianinho. Só existe uma forma de virar esse jogo: unificar os sindicatos dos gráficos, jornalistas e radialistas (se possível, incluir o Sated).
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Demóstenes Brito
[28/04/2006 - 03:31]
(Empresário de comunicação)
Mes amis,
Estamos num país em que o trabalhador é medido de duas formas: Pequeno ou grande Pequeno: Ganhando pouco, pagando muito, muitos impostos, engessada para o crescimento, pagando as dívidas do governo e sem dinheiro para investir em si mesma, contratando profissionais de diversas áreas, inclusive de comunicação, para cuidar de sua imagem e para conversar com o seu público-alvo, principalmente o consumidor. Grande: Ganhando muito, pagando pouco, muito pouco para o governo, para muitos subordinados, enxugando cada vez mais verbas de comunicação e não deixando aquele jornalista trabalhar, expor a empresa ou ajudar aquele jornal ou veiculo progredir, ter mais verba para ter melhor cobertura dos fatos e um maior volume de informações para a população, que precisa e muito. Precisamos de mais proteção na CLT! Ao mesmo tempo, pagar menos impostos, e ter um Governo mais justo e auto-sustentável, para não ser tão dependente dos impostos e aproximar o pequeno do grande.
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Aline Zapp
[28/04/2006 - 03:19]
(Freelancer)
Isto porque estamos falando de uma minoria, porque a grande maioria sequer teve a "sorte" de entrar para o mercado para ganhar...essa MISÉRIA!!! Quiçá citar os clipadores, assessores, assistentes, analistas de mídia e afins, cuja média salarial não passa dos R$ 600,00 (experiência própria!). Sinto-me aviltada quando sou obrigada a dizer a minha profissão, tão glamourizada pelos leigos! Enquanto a classe não se mobilizar com o intuito de regulamentar os limites entre um estagiário e um profissional formado, infelizmente continuaremos sendo subjulgados. Quantos perdem o emprego assim que se formam? Quantos passam 5 ou mais anos na faculdade para continuarem ganhando "algum" como estagiários? Estou cada vez mais convicta de que mudar de área é a melhor opção! Isto é surreal! Exponho aqui a minha indignação, já que não há mais nada o que fazer do que procurar, buscar, sonhar com oportunidades que não se consumam!
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Márcio Miranda*
[28/04/2006 - 02:32]
(Freelancer)
Lendo esta reportagem me senti triste por ver a nossa profissão tão desvalorizada, se levarmos em conta que precisamos de 4 anos em média para nos formar. Muitos conseguem com sacrifício e mesmo assim o diploma na mão não é garantia de nada. Para piorar o nosso piso é menor do que qualquer concurso público de 2º grau. Nós temos também a nossa parcela de culpa, quando aceitamos estágios oportunistas que procuram mão-de-obra barata. Isto ajuda também a desvalorizar o nosso trabalho, tive a oportunidade de trabalhar em vários locais com pessoas qualificadas que não entendem a profissão de jornalista e muito menos de assessor de imprensa. Todos acham que são jornalistas e qualquer celebridade instantânea se acha capaz de fazer em 5 minutos o que demoramos anos para aprender. O nosso sindicato deveria ter pulso forte e cobrar condições dignas de trabalho. Desculpem, mas não podia deixar isto passar quieto...
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João Bosco da Rocha Strozzi
[28/04/2006 - 02:03]
(Empresário)
Caros jornalistas: Sejam todos bem vindos ao Governo Lula. Aquele que é eleito pelos pobres e, portanto, para se perpetuar, necessita que os pobres também se perpetuem. Esta média de salário é compatível com uma vida de chevette e miúdos de galinha. Como fazer uma defesa sobre o direito daqueles que ganham bem, se não há nem a possibilidade de fazer uma boa carrinhada de supermercado? Eles estão minando os formadores de opinião, para achar que votar no PT é votar pelos pobres. Eu digo, é votar para os pobres continuarem a ser pobres, para poderem votar neles. Se os pobres acabarem, quem irá votar no PT?
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João Bosco da Rocha Strozzi
[28/04/2006 - 02:03]
(Empresário)
Caros jornalistas: Sejam todos bem vindos ao Governo Lula. Aquele que é eleito pelos pobres e, portanto, para se perpetuar, necessita que os pobres também se perpetuem. Esta média de salário é compatível com uma vida de chevette e miúdos de galinha. Como fazer uma defesa sobre o direito daqueles que ganham bem, se não há nem a possibilidade de fazer uma boa carrinhada de supermercado? Eles estão minando os formadores de opinião, para achar que votar no PT é votar pelos pobres. Eu digo, é votar para os pobres continuarem a ser pobres, para poderem votar neles. Se os pobres acabarem, quem irá votar no PT?
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Renato Klajner
[28/04/2006 - 01:35]
(Estudante)
Tudo o que mais queria era poder voltar no tempo. Perdi 4 anos da minha vida e aproximadamente R$30.000 em mensalidades. Fora o custo de se manter bem informado. Tudo isso para, agora, aos 26 anos, ter de estudar como um condenado para ser aprovado em algum concurso público, tentar viver com um mínimo de dignidade e quem sabe, poder arcar com a mensalidade de uma nova faculdade. Desta vez, uma que preste!
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Luiz Rafael Federico
[28/04/2006 - 00:58]
(Estudante)
Concordo, em parte, com o Cimino. O piso de R$ 2.400,00 para iniciantes não é baixo, mas o problema reside na falta de perspectivas de se ter aumentos de salário, um plano de carreira, ser estimulado e apoiado a estudar mais e mais...
Com exceção de algumas grandes empresas, a maioria não valoriza minimamente o profissional, além de submetê-lo diariamente a humilhações. Isso sem falar das péssimas condições de trabalho.
Por outro lado, nós, jornalistas, temos que concodar que somos uma classe desunida e totalmente desmobilizada para lutar por condições melhores de trabalho.
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Jurandir Siqueira
[28/04/2006 - 00:50]
(Profissional Contratado)
E olha as centenas que saem das Faculdades todos os semestres... Imaginando que terão fama, dinheiro, sucesso!!! O Piso é "vendido" para quem está iniciando, mas acaba ficando eterno. Com míseros aumentos arrancados com muito suor pelo Sindicato, de 4,5% no máximo. Isso anual. Abram o olho crianças... Existem profissões mais lucrativas.
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Euclides Gonçalves de Oliveira
[28/04/2006 - 00:15]
(Profissional Contratado)
Estou em Marabá, no Pará, como editor-adjunto, com um salário muito bom para a realidade do jornalismo do Estado. Melhor do que se estivesse em SP.Sou de Jundiaí (SP), estava em Minaçu (GO) e agora resolvi tentar a vida aqui, para não abandonar a profissão. Em locais distantes, como esse onde estou, falta mão-de-obra qualificada e dá para se garimpar salários melhores. Os empregos existem sim, as oportunidades também. Basta correr atrás dela. Agora, que ganhamos bem menos que outros profissionais, não tenham dúvidas. Eu aceito trabalhar em qualquer lugar do Brasil...
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André Jofre
[27/04/2006 - 23:29]
(Freelancer)
É a catástrofe da valorização do profissional. você faz 4 anos de faculdade, pagando muito caro e ganha muito pouco pelo que pagou. Aí entra aquilo, devemos trabalhar por amor à profissão e não somente pelo dinheiro, senão... realmente desisitimos de nossos sonhos! Procuremos ser não apenas profissionais, mas ótimos profissionais, quem sabe um dia seremos mais valorizados.
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Alessandro Dantas*
[27/04/2006 - 23:10]
E ainda tem outra ... Nossa economia não nos favorece em nada ! Aumenta gasolina, uma série de taxas, o supermercado há muito nos dá nos nervos e o salário é sempre o mesmo, e ainda assim temos q nos submeter a jornadas d trabalho exaustivas q nos comprometem a saúde. Aí vai a pergunta: trabalhamos pra viver (bem, usufruindo um pouco da nossa honesta e suada atividade) ou vivemos pra trabalhar ( pra não passar fome e não q ter morrer nesse capitalismo selvagem) ?
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Adriana Fátima Ferronato
[27/04/2006 - 22:47]
Cansei de ser explorada, esta área já se tornou prostituída!!! Mudei de ramo!
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James Cimino
[27/04/2006 - 21:35]
(Redator-FOLHA DE S. PAULO - SP)
Acho interessante que se fale tão mal dos salários, mas não acredito que o que se ganha seja pouco, O PROBLEMA É QUE SE TRABALHA DEMAIS. Não acho que um piso de R$ 2400, como é aqui em São Paulo, para trabalhar 7h diárias seja pouco. No entanto, ninguém fala da carga horária extenuante, dos plantões não remunerados, das horas-extras não pagas, das humilhações, do assédio moral e da chantagem psicológica em torno do emprego, como se as empresas fizessem o favor de nos empregarem e como se o nosso trabalho não fosse mais que a nossa obrigação.
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Silvia Marcondes Bolívar
[27/04/2006 - 21:20]
(Colunista / Comentarista / Crítico-TRIBUNA DE INDAIÁ - SP - INDAIATUBA)
Há! E vocês não fizeram levantamento em "jornais de interior". Raramente pagam o piso. Aqui na região de Campinas saem centenas de formados todos os anos. Onde vão trabalhar. Perto de casa, de preferência. Aí os donos de jornais inventam registros esdrúxulos como "conferente gráfico", desestimulando o recém-formado. Uma humilhação. E se o coitado estiver insatisfeito - mesmo os antigos - a porta está logo ali. Essa é a triste realidade.
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Aline Virgínia Almeida da Silva
[27/04/2006 - 20:47]
(Estudante)
Isso é inadmissivel!!!!!!!!!!!!Como um profissional que lida com o bem intriseco ao ser humano,que é a comunicação pode ser tão mal remunerado???????????Pode parecer praxe,mas eu digo:é por isso que esse pais não vai pra frente!!!
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André Luis Vitoriano Rabello
[27/04/2006 - 20:38]
(Profissional Contratado)
desiti da profissão..virei micro-empresário. Mas a imprensa não precisa de gente, jornalistas como eu, e sim de marionetes ou de personalidades instantâneas. Chega!
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Joel Jacintho Santos Lopes
[27/04/2006 - 20:18]
(Colunista / Comentarista / Crítico-JORNAL PEQUENO - MA)
Maranhão que terra boa. Terra abençoada pelos políticos que detêem os canais de comunicação. De Sarney a Lobão. Eles sabem como ninguém tirar proveito dos jornalistas. Talvez por isto que não estão nem aí. Vou Levar para esta tabela para os futuros jornalistas. AquelEs que ainda estão sonhando em Serem apresentadores de TV, ou então falar no rádio, ou então serem locutores de rádios FM, bitoladoS e manipulados para darem horas e anunciarem músicas. UMA VERGONHA....ôooooo DERROTA!!!
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Patrícia Alencar
[27/04/2006 - 18:59]
(Profissional Contratado)
O pior é que ainda existem empresas que atrasam o nosso salário, como se o nosso trabalho fosse um favor. É uma vergonha esse salário, principalmente para as redações que exigem dedicação excluisva, sugando o nosso sangue mais de 10h por dia. Isso não é vida!
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Vera Lucia Felix
[27/04/2006 - 18:54]
(Profissional Contratado)
É triste, o jovem estuda tanto, muitas vezes trabalhando ao mesmo tempo, sai da faculdade cheio de sonhos e planos, para ver seu trabalho tão pouco valorizado... Esse país é anormal, mais do que possamos imaginar. Valorizamos quem não vale nada e não valorizamos quem batalhou para ter um emprego digno. Uma grande injustiça!
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Jonas S. Marcondes
[27/04/2006 - 18:53]
São os salarios da fome, das dívidas, dos divórcios, das bebedeiras e dos suicídios. Jornalista é louco.
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