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Amaury Ribeiro: “Já tinha sido avisado de que estavam atrás de mim”
Da Redação
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Em entrevista ao telejornal Bom Dia DF, o jornalista Amaury Ribeiro Júnior afirmou ter recebido ameaças dias antes de ser baleado na Cidade Ocidental. O repórter do Correio Braziliense estava aguardando um informante que lhe ajudaria em uma matéria sobre a cooptação de menores por quadrilhas na região. Ele afirmou que chegou a sentir que o “ambiente estava diferente” antes de sofrer o atentado. “Eu já tinha sido avisado”, disse em entrevista.
“Eu acho que me arrisquei demais ao voltar ao local. O que me levou lá foi indignação”, explicou Amaury. O jornalista chegou a ser transferido de hospital e permanece sob proteção policial por 24 horas. Sobre o futuro, o repórter, com 20 anos de jornalismo investigativo, descarta novas reportagens envolvendo o tráfico e a violência. “Eu acho que é o momento de pensar em outra pauta, outras reportagens. O que pude dar nesse caso eu já dei”, desabafa.
A região do entorno do Distrito Federal, onde Amaury foi baleado, é considerada uma das mais perigosas do País. Os índices de criminalidade superaram os da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
Perícia No sábado (22/09), a Polícia Federal tentou fazer a perícia da cena do crime, mas as únicas evidências deixadas foram a camisa e os sapatos do jornalista que foram lavados pelo dono do bar onde o jornalista foi baleado. Os buracos de balas foram tapados com cimento, o que deixou os policiais surpresos.
Na sexta-feira (21/09), Amaury prestou depoimento informal à Polícia Civil do Distrito Federal, que já traçou um perfil do atirador. José Roberto Arruda, governador de DF, se disse “espantado” com as informações que o repórter apurou sobre a violência na região.
Afastamento A delegada da Cidade Ocidental, Adriana Fernandes, foi afastada do caso após afirmar que a polícia considerava a hipótese do atentado ter sido uma tentativa de assalto. A possibilidade é descartada pela Polícia Federal e pela Polícia Civil do Distrito Federal. O delegado José Luis Martins assumiu o inquérito.
Leia mais:
Polícia tenta prender líderes de quadrilha que ordenou morte de jornalista
RSF manifesta preocupação com tentativa de assassinato de repórter no DF
(*) Com informações do Portal G1 e Correio Braziliense. |
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24/9/2007
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Luiz Henrique Quemel
[31/12/2007 - 14:48]
(Estudante)
Cara Débora,
como diz o Noblat: não brigo com os FATOS....he! he!
bração e boas Saídas em 2008, pois 2007 só entramos pelo cano.
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Débora Nobre de Castro
[28/09/2007 - 19:15]
(Profissional Contratado)
Caro Marcio,
Voce viu o resultado da investigação da Policia Federal? Tudo não passou de um assalto... Não viajei... sou realista, apesar de não querer banalizar a violência... Acho que você era quem deveria ficar um pouco mais atento aos fatos e menos à paixões ilusórias sobre a nossa profissão...
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Luiz Henrique Quemel
[27/09/2007 - 23:02]
(Estudante)
Digo,
grato pelas explicações.
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Márcio Beck
[27/09/2007 - 00:16]
(Editor-JORNAL DO COMMERCIO BRASIL - RJ)
Joel Silveira contava que antes de embarcar para cobrir a Segunda Guerra Mundial pelos Diários Associados, foi convocado pelo Chatô:
- Senhor Joel, o senhor vai à Itália, mas fique vivo, que repórter não é para morrer. É para escrever.
Minhas palavras não foram uma crítica à atitude do Amaury Ribeiro Jr. Aplaudo a coragem dele. Ele fez o que sentia ser necessário para um bom trabalho. Só cabe crítica à ação covarde dos que tentaram silenciá-lo e felizmente não conseguiram. O que eu disse foi apenas para que este não seja mais um caso a vir alimentar essa fantasia do jornalista herói. Para que não fiquemos achando lindo sermos alvos de tiros cada vez que nos deparamos com as torpezas do dia-a-dia que por dever de ofício devemos expor. Se os criminosos tivessem alcançado seu objetivo, seria mais uma tragédia no jornalismo brasileiro, como foi a morte de Tim Lopes.
E Débora... não viaja. Por favor.
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Débora Nobre de Castro
[26/09/2007 - 18:29]
(Profissional Contratado)
Caro Luiz Henrique,
Você percebeu que a Força Nacional apareceu no DF menos de 5 dias após o SUPOSTO atentado?!?!?! Não era o Arruda quem estava falando que não havia dinheiro para custear a manutenção da tropa , há mais de um mês?!?!?!?! Preciso falar algo mais?!
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Luiz Henrique Quemel
[27/09/2007 - 23:01]
(Estudante)
Cara Débora,
mas quem disse que não tinha dinheiro foi o governo de Goiás, o do DF disse que pagaria a conta. Seu post realmente faz pensar, pois até hoje (27/09/07-22h58) a Força Nacional ainda não recebeu as diárias do PAN.
Mas o repórter não é do Estado de Minas? Como o Correio poderia faturar desse modo? Você estaria insinuando que o Amaury Jr. tenha aproveitado o assalto para "faturar"?
Grato pelas explicações?
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Luiz Henrique Quemel
[25/09/2007 - 21:35]
(Estudante)
Cara Débora,
o Amaury merece ganhar o prêmio Tim Lopes do Cerrado. E que HISTÓRIA é essa de fins obscuros, coleguinha.
Não serão estórias?
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Leonardo Brito**
[25/09/2007 - 19:02]
(Freelancer)
É isso que dá ficar vendo os filmes do Super-Homem... o sujeito começa a achar que todo jornalista veio de Krypton pra Terra num foguete e tem superpoderes ao chegar aqui.
Tsc, tsc, tsc... quanto ao caso, concordo com a Debora, tem coisa a mais pra ser investigada.
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Débora Nobre de Castro
[25/09/2007 - 16:50]
(Profissional Contratado)
No dia do atentado, o motorista que estava acompanhando o jornalista do Correio Brasiliense deu outra versão dos fatos e ninguem sequer levou em consideração. Ele disse que eles estavam sentados conversando com a dona do bar e um cara armado chegou e anunciou o assalto. O jornalista levantou e se atracou com o ladrão. Vocês já pararam para refletir se a versão da delegada afastada não é a correta e que esse fato esteja sendo utilizado com outros fins nem tão obscuros assim?! Essas reportagens pubicadas pelo jornal nem causaram tanta repercussão assim antes do atentado...Lembrem-se das aulas na faculdade... E o outro lado?!?!
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Fabio Leon Moreira
[25/09/2007 - 12:23]
(Freelancer)
Desculpas, Gilvan, mas o seu raciocínio é de um primarismo digno de pena, o que só ressalta o romantismo exacerbado que ainda paira sobre essa profissão.
Já subi em 4 favelas do Rio, uma delas, a Vila Vintém, na Zona Oeste da cidade.Mesmo com escolta policial acompanhando os jornalistas nas operações e nenhum tiro dado por bandidos ou mocinhos, fiquei com pânico só com a iminência disso acontecer. E olha que testemunhei uma coleguinha foca, ostentando um belíssimo colete à prova de balas, cair em prantos, desesperada apenas com as possibilidades do fato.
Ser baleado ou torturado até a morte fornece emprego somente a médicos e agências funerárias.
A investigação jornalística precisa ser feita com cautela. Quando há a chance real de atentado a vida do profissional de imprensa, a reportagem deve ser apurada até aquele momento e ponto. Bater em retirada não é covardia. Basta lembrar o que diziam os velhos piratas do mar: homens mortos não contam história....
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Morillo Carvalho
[25/09/2007 - 09:43]
(Editor-RÁDIO JUSTIÇA 104,7 FM - DF)
Concordo com o Márcio, do JC, e convido o colega Gilvan a entrar no entorno do DF para ver qual é a situação e se ele continuaria a andar por lá. Só o fato do Amaury ter conduzido várias reportagens lá, já são demonstração duficiente de coragem. Tanto, que sofreu o atentado. Até onde você preferiria que ele fosse? Até o ponto que lhe custasse a vida? No dia em que Amaury foi baleado na Cidade Ocidental, eu estava no município vizinho de Valparaízo, apurando um homicídio, para o mesmo jornal. Colega, acredite: é assustador. Ruas estreitas, escuras, vazias, dominadas apenas por olheiros do tráfico. Queria apurar uma história lá, não tomar um tiro. Quem quer ser jornalista não quer ser mártir. É impossível ser os dois, já que mártir não pode escrever, falar, denunciar.
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Danielle Simplicio Souto
[25/09/2007 - 09:01]
(Estudante)
Sinceramente, concordo com quem diz q jornalista não é mártir, e está certo mesmo, não tem q correr o risco de tomar uma bala por uma matéria isso pra mim é coisa de gente ignorante, ele fez a parte dele, jornalista não é policial nem muito menos está ai p resolver os problemas da bandidagem, temos sim q informar, e foi oq ele fez, agora o resto é com a polícia. É um apensamento antiquado esse de que jornalista tem subir morro e se meter com bandido, e outra Tim Lopes não teve medo, é não teve, mas olha bem o fim q teve, bonito o trabalho que ele fez, mas vale dar a vida por uma matéria, jornalista tb tem família, tem muito pensamento poético e utópico por ai, mas a verdade é q o jornalista de verdade pode muito bem fazer um bom trabalho longe do heroismo com cautela e zelando pelo seu bem e pela sua família. "Jornalista não é artista".
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Joanatha Moreira
[25/09/2007 - 08:20]
(Freelancer)
A "aura" de heroismo do jornalismo é mitológica e precisa ser desconstruida. A ausência do Estado deve ser denunciada, mas não podemos fazer o papel de polícia ou justiceiros. Não temos o poder coercitivo, apenas o simbólico (nas palavras de Thompson). Admiro o jornalista Amaury, mas o aconselho realmente a não arriscar sua vida por conta das imposturas de um Estado frágil. Sou de Goiás e o nosso secretário de segurança pública, Enerst Roller, anunciou o aluguel de viaturas para fazer patrulhamento no Entorno (mostrar serviço à imprensa). Medida paliativa e pouco planejada. Sinto-me envergonhado neste momento, mas nem por isso quero passar perto da periferia do DF.
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Luiz Sérgio Lindenberg Nacinovic
[25/09/2007 - 00:02]
(Freelancer)
ele tá certo.
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Márcio Beck
[24/09/2007 - 21:23]
(Editor-JORNAL DO COMMERCIO BRASIL - RJ)
Se o companheiro em questão dissesse aqui que tem toda intenção de continuar cavando essa pauta, atrapalhando a vida da bandidagem local, eu até veria algum risco nessas matérias. Podiam até dar foto dele, os bandidos que cometeram o crime já sabem como é, provavelmente há mto tempo.
No mais, prezado Gilvam, jornalista não é mártir, nem salvador da pátria. Não é a prova de balas nem imune a "acidentes" misteriosos. Não recebe salário para sacrificar a própria vida por uma pauta, por mais que ela seja importante para a sociedade.
O número de jornalistas mortos é baixo se comparado com o de vítimas aleatórias da violência urbana, mas essa comparação é inadequada, porque ignora que os casos em questão são decorrentes diretamente do exercício da profissão. Como, já disse, um policial que é executado por ter investigado um determinado tipo de crime, ou um juiz que deu sentença pesada ou tirou regalias de um traficante.
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Gilvan Marques Queiroz Jr.
[24/09/2007 - 20:39]
(Estudante)
Jornalista que se amedronta diante de ameaças não merece ser classificado como o mesmo. A imprensa mal tocou no assunto, mas Tim Lopes -- profissional da TV Globo morto em uma favela carioca -- recebeu diversas ameaças de morte de narcotraficantes. No entanto, jamais desistiu de levar a público fatos absurdos. Lhe custou a vida, porém, quantas vidas TIM teria conseguido salvar com as suas reportagens??? De acordo com o relatório divulgado por uma organização não governamental o Brasil é o 11º país onde mais se mata jornalista. O México seria um dos mais violentos. Diante da agravante situação da violência urbana no Brasil, o número de jornalistas mortos parece ser pouco, o que não justifica, é claro!
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Marcelo Moreira*
[24/09/2007 - 14:55]
(Editor-BLOG ADVOGADO DE DEFESA - PORTAL ESTADÃO.COM.BR - SP)
Que bacana, agora vamos ficar nos censurando com medo da bandidagem e dos informantes do tráfico. É o toque de recolher na internet. Só faltava essa.
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Marco Antonio De Souza
[24/09/2007 - 14:21]
(Profissional Contratado)
E quem sabe, Candice, quem foi que alertou os traficantes sobre as andanças do Tim Lopes? Traficantes têm espias por todo lado. Alguns empinam um papagaio para alertá-los. Outros usam a internet.
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Candice Marques de Lima
[24/09/2007 - 13:34]
(Freelancer)
O medo da Betina é impressionante!
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Betina Gonçalves Dias
[24/09/2007 - 12:39]
(Profissional Contratado)
Não é perigoso ficar publicando matérias sobre o Amaury por aqui? Isso não vai alertar o pessoal do tráfico? Depois ele aparece "suicidado" e tem gente que ainda vai escrever por aqui um "eu não disse".
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Maria Aparecida Beca
[24/09/2007 - 12:30]
(Freelancer)
Força Amaury!
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Will Borghi
[24/09/2007 - 12:20]
(Freelancer)
A região é mesmo uma balaria só! O Amaury se arriscou muito! Por muito menos eu quase morri lá quando fazia pesquisa eleitoral. Ouvi muitos boatos horripilantes e sempre que havia conivência com autoridades da região! Na Cidade Ocidental os rumores sempre eram mais fortes. Para o Amaury, minhas saudações por ter avançado no criminoso, o que permitiu ter escapado com vida, e minha alegria por te-lo novamente na luta!
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Tânia dos Santos Martins de Miranda
[24/09/2007 - 12:05]
(Editor-Chefe / Coordenador de Conteúdo-DESTAQUE RJ - RJ)
Esse é o nosso Brasil? o que mais podemos esperar? lamentável mesmo. Forças para o coleguinha Amaury...
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