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Os blogs e o futuro da humanidade, por Odir Cunha
Odir Cunha (*)
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Um dia, todos terão seu blog. Mesmo crianças, na escola primária. Haverá um computador em cada carteira, ou os pequenos trarão o laptop de casa e serão estimulados a mostrar sua visão do mundo e da vida através do blog.
Tudo bem se não souberem manejar a língua com destreza. Bastará alguma noção do velho Português para terem um blog, pois ele é complacente com os erros, permite gírias ou palavras inventadas, é tolerante com os plágios (quem não sabe dar um control C e um control V?) e funciona melhor com textos curtos, quase telegráficos – que, em última hipótese, podem ser substituídos por imagens ou áudios.
Maravilhosamente democráticos, os blogs quebrarão tabus, derrubarão ditadores e acabarão com o radicalismo islâmico. Nenhuma instituição retrógrada resistirá à avassaladora liberdade de expressão que grassará por todos os povos, da Suíça ao Burundi.
A febre dos blogs revelará aspectos intrigantes da natureza humana. Enquanto algumas celebridades das comunicações – como apresentadores de tevê e colunistas de jornal – mal conseguirão atrair comentários de amigos e parentes, pessoas comuns mostrarão talento e vivacidade ao tocar em temas que atrairão milhares de opiniões.
Surgirão, naturalmente, grandes formadores de opinião, e poucos serão jornalistas. Pois os profissionais da palavra e da escrita continuarão com pouco tempo e esmero para manter seus blogs, enquanto muitos anônimos se dedicarão com tamanha paixão aos seus, que cativarão pela autenticidade e naturalidade que já não se vê no jornalismo.
Um menino de cinco anos se tornará sucesso mundial por falar do universo infantil com uma propriedade que nenhum professor-doutor em pediatria jamais conseguiu. Velhinhos e velhinhas conversarão sobre dores e remédios em discussões imperdíveis. Enfim, haverá blogs para todos os gostos e idades.
O hábito de blogar, de tão enraizado no dia-a-dia dos cidadãos do terceiro milênio, influenciará usos e costumes. “Bom blog!” cumprimentar-se-ão as pessoas pela manhã. E quando, diante de uma mulher deslumbrante, um homem quiser puxar assunto de forma natural e educada, poderá perguntar: “Sobre o que você blogou hoje?”.
Como tomado por excitante epidemia, a humanidade falará cada vez mais sobre blogs. E tão mais que chegará um momento em que o Inglês não será suficiente para essa comunicação. E assim, finalmente, premido pela extrema necessidade gerada pelos blogs, o homem criará um idioma único e a Terra poderá realizar o sonho de John Lennon, reunindo todas as nações numa só.
Posts, Comentários, Solidão Porém, como o poder aquisitivo, a fama e o status social serão determinados pelo sucesso dos blogs, seus proprietários se dedicarão a eles numa escala de tempo assustadoramente crescente. Seis horas por dia, oito, dez, doze, quatorze...
Os mais bem-sucedidos tomarão remédio para não dormir, para assim poder postar mais e melhor e responder a mais comentários. Muitos usarão de todos os recursos para divulgar seu blog, para torná-lo mais visto, mais famoso, mais passível de receber a dádiva do patrocínio, sempre escasso e seletivo.
Famílias se desintegrarão pela obsessão do blog. Marido e mulher, pais e filhos, irmão e irmã, não terão mais tempo um para o outro. Avós e netinhos nem ao menos se verão. Haverá ciúme e espionagem entre amigos. Serão comuns casos de morte por inanição, pois muitos se negarão a abandonar o teclado e terão de ser alimentados por sondas.
em suas casas, as pessoas analisarão as obras de arte, o futebol, os programas de tevê, mas ninguém irá mais a museus, a estádios, ou ao menos ligará a televisão. Com o tempo, sem público para aplaudi-los, artistas e atletas também desistirão de criar ou competir e se restringirão aos seus blogs.
As ruas ficarão vazias. Em uma tarde de inverno, em São Paulo, sem vento e nenhum carro na rua, será possível ouvir o soturno matraquear dos teclados. À noite, cães solitários, há tanto tempo saudosos do calor e da atenção dos humanos, talvez uivem como lobos.
No começo, os formadores de opinião, oriundos do jornalismo e do show business, reinarão também entre os blogueiros. Mas essa fase será curta. Logo, muita gente perceberá que é plenamente possível escrever melhor e gerar discussões mais interessantes do que os especialistas, e essa irreverente constatação, além de acabar com alguns mitos, criará um ambiente de extrema competitividade.
Como qualidade é algo subjetivo, o critério para se avaliar o sucesso de cada blog será o seu nível de visibilidade. “Chegar ao primeiro milhão” não terá nada a ver com dinheiro, mas sim com o número de comentários postados. Todos comemorarão essas marcas, ao mesmo tempo em que torcerão para que outros não as alcancem. A inveja será o mal do homem-blogueiro.
Mesmo unido pela mesma língua e pelos mesmos costumes, o homem do terceiro milênio não será muito mais honesto ou ético do que o de hoje. E assim, ao perceber que só pode contar com visitas esporádicas de amigos piedosos, enquanto outros blogs estão bombando, ele terá uma atitude profundamente indigna.
Este homem invejoso e medíocre, esse fracasso como blogueiro, como seria em qualquer outra profissão, este ser vil e desprezível, para não passar a vergonha de ter um blog invisível e impotente, gastará horas intermináveis entrando e saindo de seu próprio blog e, infâmia das infâmias, criará infinitos e-mails e com eles postará uma profusão de comentários, predominantemente elogiosos.
Dizem que notícia ruim corre mais rápido. Pois hábitos ruins também. Em pouco tempo a fabricação de visitas e comentários a seu próprio favor se tornaria um hábito comum entre blogueiros mal-sucedidos, a maioria.
Tamanha dedicação ao seu próprio e ridículo blog demandaria muito tempo e afastaria definitivamente a maior parte dos blogueiros dos blogs bem feitos, que de uma hora para outra se veriam esvaziados. Confusos, alguns donos desses bons blogs não entenderiam porque estariam sendo abandonados e, tentados pela vaidade, também criariam e-mails falsos para manter as aparências.
Finalmente, a evolução da equação binária homem-blog chegaria à sua fórmula final: nas ruas desertas e perigosas, tomadas pela hera, habitadas apenas por errantes e maltrapilhos sem-net, só se verá desolação e decadência. Há muito os homens terão perdido a habilidade de fabricar carros ou manter a luz elétrica.
Olho o futuro distante e vejo, fechados em quartos sujos e malcheirosos, com a pele escurecida pela poeira, seres humanos que tamborilam freneticamente em teclados ensebados. Postam, copiam, colam, postam, copiam, colam, abrem seus outros e-mails, comentam, respondem, comentam, respondem, atualizam, começam tudo de novo...
Sorriem sozinhos, com seus dentes esverdeados, e soltam sons guturais de prazer quando alcançam marcas múltiplas de um milhão. Fingem brigar com seus heterônimos, imaginam o que os outros vão pensar quando lerem o seu blog – mas na verdade há anos não são lidos por mais ninguém, a não ser por si mesmos.
Esqueceram a língua falada. Estão condenados a se comunicar pelo idioma sintético que um dia foi chamado de “O Esperanto que veio dos blogs”, mas não passa de um código rústico e inculto, que amputou as belezas da língua. Não podem mais definir a multiplicidade das sensações. Faltam imagens, adjetivos. Tudo que é ruim, de saudade a assassinato, é “maus”, tudo que é bom, de amor a sexo, é “belê”. Calculam quanto tempo falta para a morte e dividem pelo tempo que leva para produzir cada post.
(*) Trabalhou 31 anos como jornalista. Hoje é escritor, com 11 livros publicados. |
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15/2/2008
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Odir Cunha
[20/02/2008 - 12:11]
(Editor-FOURFOURTWO - SP)
É uma ficção, Alessandro. Mas creio que já há crianças com seus blogs por aí. Wander, tô entrando no Café com Notícias. Parabéns.
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Alessandro da Mata Lemos
[19/02/2008 - 20:10]
(Repórter-LANCE! O DIÁRIO DOS ESPORTES - RJ - SUCURSAL SP)
Caro Odir, entendo que os blogs são mais um canal de comunicação, mais uma fonte de informação, bastante democráticos. Mas não creio que servirão como diários de crianças. Nem mesmo que provoquem tamanho interesse ou conquiste tal persuasão, ao ponto de fazer com as pessoas se alienem e esqueçam das famílias, como sugere. A vida vai muito além de um computador.
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Wander Veroni Maia
[19/02/2008 - 20:10]
(Freelancer)
Adorei esse texto!!! Tb tenho um blog, o Café com Notícias. Acessem: http://cafecomnoticias.blogspot.com
Abraço,
Wander Veroni - Jornalista.
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Odir Cunha
[19/02/2008 - 13:04]
(Editor-FOURFOURTWO - SP)
Suzena, Pedrinho se casou de novo e é papai de novo. Mora em Santana. Não o vejo há três anos. Devo ter o telefone dele em algum lugar. Anote o meu e-mail: odir.cunha@bol.com.br
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Odir Cunha
[19/02/2008 - 11:38]
(Editor-FOURFOURTWO - SP)
Sucena, o Caderno de Domingo só poderia ter saído da cabeça de uma pessoa generosa como o Pedrinho Autran, um jornalista acima da média, um ser humano como poucos. Senti-me honrado de ele ter confiado a mim a tarefa de tocá-lo enquanto ele ia para a primeira página do JT. Lá pude conhecer muita gente boa, como você, e tinhamos liberdade para falar sobre qualquer assunto, lembra? Era muito bom. De vez em quando encontro alguém que colaborava com o Caderno e a sensação é a mesma: de que fizemos algo interessante, relevante. Sucena, desculpe minha ignorância, mas o que quer dizer PJ? Profissional... Beijo.
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Sucena Shkrada Resk
[19/02/2008 - 12:33]
(Freelancer)
Então, Odir, o termo PJ é (pessoa jurídica). Tive de abrir minha empresa, no ano passado, em função das novas relações trabalhistas. E isso gera uma carga tributária difícil de arcar. Realmente não é fácil, principalmente quando sofremos os atrasos de pgto das editoras às quais prestamos serviço...
Quanto ao Pedro Autran, tenho uma estima enorme por ele. É uma das pessoas mais dignas no meio jornalístico, que conheci. Sempre teve uma postura amistosa, positiva e, acima de tudo, sabia valorizar os repórteres. Emanava uma corrente de energia muito boa, que fazia com que a gente tivesse prazer de trabalhar para o Caderno de Domingo, do JT. Você ainda tem ainda contato com ele?
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Odir Cunha
[18/02/2008 - 19:26]
(Editor-FOURFOURTWO - SP)
Sucena Resk, como vai? Que saudade! E saudade do Caderno de Domingo, o último trabalho prazeroso que fiz em jornal diário! Claro que o blog tem ene aspectos positivos. O artigo é mais para reflexão. A vida está lá fora, como diz a colega Luciana Oncken. Blogar é bom, mas viver é melhor. Acho que no fundo quis dizer isso. Mas blogar também é viver, pois é uma forma de se manifestar livremente. Caberá a cada um encontrar o ponto de equilíbrio. No mais, juntei um pouquinho de literatura, quase poesia, que ninguém é de ferro. Beijos!
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Sucena Shkrada Resk
[19/02/2008 - 08:39]
(Freelancer)
Odir, estou bem, ainda na labuta da área jornalística, vivenciando e tentando me estruturar na nova fase de PJ, que é extremamente complexa - como você sabe. E o meu blog http://www.cidadaodomundo.blogse.com.br/ é quase uma catarse rs. Eu o abasteço, na medida do possível, com pensatas, pequenas matérias e artigos, manifestos... Na verdade, gostaria de transformá-lo no futuro em algo mais consistente, fruto de garimpagens mais apuradas na áerea de cidadania. Curto principalmente encontrar personagens anônimos, como à época do Jornal de Domingo, que foi muito gratificante em minha carreira. Enfim, o importante é iniciar e não deixar morrer na praia e, aos poucos, dar maior sustentabilidade. Bj. Até mais.
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Luciana Oncken
[18/02/2008 - 16:30]
(Editor-Chefe / Coordenador de Conteúdo-REVISTA DA APM - ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA - SP)
Tenho um blog. Mas sou muita mais chegada a minha família, ou o sol brilhando lá fora. Passo até alguns dias sem atualizá-lo. Não vou negar que não me dê uma certa angústia. Talvez tenha ficado, sim, um pouco dependente dele. Fico checando as estatísticas. Acompanho diariamente os comentários. Às vezes, fico irritada com a minha quase obsessão. O meu blog é o Viver com Diabetes (http://vivercomdiabetes.wordpress.com). É uma forma de desabafo, escrever e seguir em frente. Contar a minha história, ouvir outras histórias. O mantenho sem a pretensão de substituir a literatura, ou o jornalismo, e muito menos os consultórios médicos.
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Sucena Shkrada Resk
[18/02/2008 - 14:13]
(Freelancer)
Boa tarde, Odir! Há quanto tempo...Fico feliz em reencontrá-lo - mesmo que seja na WEB rs. Achei interessante o seu artigo sobre os blogs, que é quase um RPG. Por isso, me permiti fazer uma leitura de minha própria trajetória nesse novo espaço. Posso dizer que eu me tornei blogueira sobre cidadania no blogse do Comunique-se, há alguns meses, talvez tomada pela possibilidade de me expressar, sem tantos condicionantes - senões e poréns. Mas sinceramente ainda não estou no time de quem quer cativar a qualquer custo ibope ou leitores ávidos rs (estou ainda na fase de laboratório), tanto que não faço marketing do meu endereço. Creio que faço parte do time de centenas de outras pessoas que sentem uma certa liberdade, ao poder ser pauteiro, repórter, redator e editor ao mesmo tempo. E o conteúdo nada mais é que o termômetro de nossas convicções (sem que fira o respeito ao outro)... E é aí que considero que existe um aspecto positivo no universo dos paradoxos que envolve essa nova ferramenta
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Mara Narciso
[17/02/2008 - 23:16]
(Profissional Contratado)
Gostei da frase "será possível ouvir o soturno matraquear dos teclados." Terrível e ameaçador devaneio. Com todo o poder viciante da internet, desacredito nessa e noutras possibilidades de escravidão. Pensamento alucinado com ares de possibilidade futura, é, na verdade, um tremendo disparate. Mas por medida preventiva, melhor não arriscar e começar a reduzir o ímpeto de comentar artigos ou dar palpites em blogs. Não, eu não tenho um blog.
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Odir Cunha
[17/02/2008 - 12:54]
(Editor-FOURFOURTWO - SP)
Eduardo, pois eu acho que justamente pessoas como você deveriam ter um blog. Um blog do seu jeito. Todos apelam para o fast food? Vá pelo slow food da comunicação. Pondere as informações antes de metamorfosea-las em posts. Faltam blogs pensantes, creio. E os blogueiros típicos trocam a qualidade pela quantidade. Mas ninguém disse que precisa ser assim. Bem, também acredito mais nos livros. Prefiro a sensação de perenidade, de relevância. Grato pelas palavras. Abraço.
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Eduardo Castro*
[17/02/2008 - 12:37]
(Profissional Contratado)
Colega Odir, belo texto. Não sei por quanto tempo resistirei, mas não tenho e não quero ter blog! Tenho muito receio de sair por aí dizendo o que penso, tirando conclusões em segundos, a partir de informações que, na maioria das vezes, são apuradas no mesmo espaço de tempo. Sem falar no "esperanto que veio dos blogs". No narcisismo exacerbado. Na pretensão em ser "Arauto da Paz na Terra". Ou da "Verdade Indiscutível Vista Por Mim Mesmo". Prefiro a insignificância de ninguém saber o que penso. Só o que apurei. Prefiro 11 livros a um blog. Parabéns, Odir.
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Odir Cunha
[17/02/2008 - 12:23]
(Editor-FOURFOURTWO - SP)
Juarez, agradeço por gostar e espalhar. Sinto-me honrado. Nada realiza mais quem escreve do que simplesmente ser lido, você sabe. André, o blog é mesmo o futuro. Cada um será uma Rede Globo individualizada. Rsss. Mas não se esqueça nas necessidades vitais, hein. Rsss. Abraço.
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André Sampaio
[17/02/2008 - 11:14]
(Freelancer)
Excelente! O texto comporta muitas verdades possíveis, faz boas reflexões. Não sei precisar, mas uma grande fatia do que leio na internet vem dos blogs. Essa ferramenta é incrível mesmo, tanto é verdade que muitas empresas já se preocupam em rastreá-los.
Abraço!
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Juarez Barbosa Correia
[17/02/2008 - 08:02]
Os blogs não serão unicamente o nosso futuro mas o texto futurista do Odir Cunha é perfeito. Vou arquivá-lo, encaminhá-lo a conhecidos, republicá-lo em um ou dois jornais a que tenho acesso, reproduzi-lo em "meu futuro blog" e até recitá-lo pelas mesas dos bares... Bom blog !, Odir.
juareizcorreya@hotmail.com
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Odir Cunha
[16/02/2008 - 15:40]
(Editor-FOURFOURTWO - SP)
Amigo José Paulo: sim, nos nosso sonhos, estaremos, eternos, fechando edições de esportes do Jornal da Tarde. Estou vendendo suas Olivettis pesadonas. Foram substituidas pelo laptop, que remédio! Gilberto, que beleza, cara, nunca recebi um comentário tão genial. Luiz, manda brasa no seu blog - mas nao se esqueça de comer, dormir, e da família... Rsss Beijos e abraços. Bom blog!
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José Paulo Alves Borges
[16/02/2008 - 12:17]
(Freelancer)
Nem tudo está perdido, meu bom Odir. Acredite. Sorrateiramente (adoro esta palavrinhona), a minoria anônima dos sem-blog - olivettis em punho - avança. Aos poucos, essa gente estranha (eles ainda se cumprimentam com o velho bom-dia, veja só) vai ocupar os espaços deixados pra trás pelos blogueiros insanos e seus posts desvairados. As "pretinhas" das máquinas imensas, pesadonas, que eles matraqueiam (eis aí outra palavrinha adorável, Odir) vão devolver às redações aquela estridência única que as redações assépticas de hoje em dia desconhecem. E aí, aos domingos, vamos brincar outra vez de fechar a edição de esportes do Jornal da Tarde.
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Gilberto Scofield Jr.
[16/02/2008 - 05:20]
(Correspondente - Internacional-O GLOBO - RJ)
Genial.
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Luiz Sérgio Lindenberg Nacinovic
[16/02/2008 - 02:55]
(Freelancer)
Eu tenho o meu blog(http://popmuzikrocknroll.blogspot.com/). [E nele que eu escrevo todo o besteirol musicaal que meus editores sempre podaram. Tem coisa que eu gosto e coisa que eu detesto. Escrever sempre foi comigo e delirar também, eh!eh!eh!
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