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Para professor da USP, Rede TV! poderia ter concessão cassada
Carla Soares Martin
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O professor da pós-graduação em Jornalismo da ECA-USP, da Cásper Líbero e autor do livro "Vozes de Londres: Memórias Brasileiras da BBC", Laurindo Leal Filho, diz que a Rede TV! poderia ter sua concessão cassada, por conta da transmissão ao vivo de uma entrevista com o jovem Lindemberg Fernandes Alves, que mantém a ex-namorada refém em São Paulo. “Acompanhei a transmissão da Rede TV! (quarta-feira, dia 15/10). A emissora poderia ter sua concessão cassada”, disse o professor.
Laurindo Leal Filho não acompanhou a transmissão da entrevista nas outras emissoras, mas acredita que, de qualquer modo, fizeram uma “intervenção ilegal”. “Na hora do crime, não se entrevista um criminoso. Ali, a intervenção deveria ser do Estado, da Polícia. As emissoras fizeram uma intervenção indevida”, afirmou.
Para o ouvidor-geral da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), que administra a TV Brasil, as emissoras que fizeram entrevista com o seqüestrador agiram de forma inconstitucional. “Cabe a uma emissora que tem concessão pública atuar de forma a informar, entreter e educar a população, como está na Constituição. As emissoras saíram da informação e passaram a interferir”.
Laurindo Leal Filho afirma que o Ministério Público poderia entrar com uma representação contra as emissoras, alegando que elas feriram um dispositivo constitucional, o artigo 221, que determina:
"A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.”
Leia também:
Para PM, entrevistas com seqüestrador em SP atrapalharam negociações |
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17/10/2008
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Sandro Cajé
[03/11/2008 - 14:18]
(Freelancer)
Caro Marcelo Moreira, seria desnecessário dizer que discordo totalmente do seu ponto de vista, mas o faço como reafirmação do meu modo de entender a comunicação. É óbvio que minha posição se refere ao trabalho dos comunicólogos, entre os quais os jornalistas. Mas estou deixando de me preocupar com o "jornalismo", pelo menos esse "jornalismo" que o senhor e o Leite Neto defendem. Ainda no meu modo de entender a comunicação, os senhores já estão no campo da ficção. Infelizmente, por causa de outras demandas, estou respondendo seu comentário com muito atraso. Espero que alcance entender os meus comentários.
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Marcelo Moreira*
[19/10/2008 - 18:33]
(Editor-BLOG ADVOGADO DE DEFESA - PORTAL ESTADÃO.COM.BR - SP)
A julgar pelo que escrevem alguns professores de faculdade por aqui, estão tentando formar comunicólogos, e não jornalistas. Respeito os primeiros, mas a faculdade de jornalismo não é lugar para formá-los.
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Felipe Nunes Corrêa
[19/10/2008 - 14:18]
(Empresário de comunicação)
É claro que a concessão da REDE TV não será cassada. Devemos lembrar que moramos em um país onde pessoas que matam outras pessoas não permanecem presas, que políticos que desviam verbas públicas não chegam nem a ir para a cadeia, vivemos em um país onde o único crime que leva uma pessoa para a cadeia é o não pagamento da pensão alimentícia. O fato é que mais uma vez uma emissora vendo a vida de uma pessoa por uma pequena audiência (a audiência de qualquer programa da REDE TV é sempre pequena), para mim a família deveria entrar com um recurso contra a emissora, afinal, foi uma atitude anti-ética e totalmente irresponsável da emissora, de alguns profissionais da mesma, e da apresentadora rídicula Sônia Abrão.
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Sandro Cajé
[19/10/2008 - 04:43]
(Freelancer)
Não creio que a Rede TV tenha qualquer problema com a sua concessão, por causa deste evento. Mas seus profissionais erraram em atuar de maneira errada no momento errado, assim como outras emissoras. Precisamos refletir profundamente sobre o limite do papel do jornalista.
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Sandro Cajé
[19/10/2008 - 04:34]
(Freelancer)
Caro João Leite, o professor Laurindo tem razão. Quando interferimos somos co-autores dos fatos. Esta tragédia tem a co-autoria da imprensa. Cada câmera, cada celular, cada microfone que fizeram parte daquele cerco ridículo têm responsabilidade sobre o que aconteceu. A respeito do que os estudantes aprendem nas faculdades, é certo que o ensino não é dos melhores, atualmente. Mas me parece que tampouco foi melhor em tempos idos. E pra que entrar numa redação para lecionar? Pra ensinar o beabá homogêneo e tendencioso dos profissionais engajados em causas "políticas" ou "financeiras" em benefício próprio? É melhor ficar longe das redações, lendo as bobagens que nelas se produz e criticando-as. E pedindo encarecidamente aos alunos que abandonem os exemplos que vêm das redações. Já não há nenhum Drummond nelas; não há poesia. A ética do jornalismo apodreceu há algum tempo. Nosso trabalho, como professores, é ressuscitá-la para que ninguém mais tenha de sacrificar-se em rede nacional. Abs.
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Marcelo Moreira*
[19/10/2008 - 18:29]
(Editor-BLOG ADVOGADO DE DEFESA - PORTAL ESTADÃO.COM.BR - SP)
Agradeço ao João Leite Neto pela referência. Eu discordo totalmente do Cajé. Ele endossa uma corrente de comunicólogos que acredita que a mídia influencia decisivamente nos fatos que são narrados. Isso não existe, é querer desviar o foco das verdadeiras discussões a respeito de como se faz jornalismo. O tipo de jornalismo que está sendo pregado pela maioria que escreve no C-se é aquele anódino, incolor e oficialesco, lembrando a "emoção" e "vida" dos jornais oficiais dos países comunistas. É coisa de gente que nunca fez jornalismo e, pelo jeito, nem fará. É o mesmo pessoal que criticou o "sensacionalismo" do caso Isabella, bradando contra a quantidade de tempo e espaço da repercussão - para esses, não era o caso, afinal, todo dia uma menina de 4 anos é jogada pela janela.
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João Leite Neto
[18/10/2008 - 23:38]
(Freelancer)
Lí todas as jnelas do Portal. Estou simplesmente PASMO!! UYm verdadeiro festival de idiotices. Com raríssimas exceções!!! O Marcelo Moreira, por exemplo, é o mais lucido. Profissional experiente ,sabe os limites da tão decantada "ética"...E os nossos futuros jornalistas?Meros repetidores das mal comprendidas aulas, ministradas por professores que - em alguns casos- nunca entraram em uma redação...O Laurindo Leal, aliás meu comtemporâneo, mudou muito depois que se tornou jornalista "chapa Branca"...Não resistiu a uma "CENSURAZINHA"...Lamentável...Não morro de amores pla Rede Tv, aliásnunca trablhei lá, mas daí para pedir cassação..me cheira um pouco ,os anos de chumbo que viví intensamente, como profissional sob constante perseguição e até prisão...É lamentável !!!
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José Carlos Silvares
[18/10/2008 - 11:23]
(Diretor-Z Consultoria de Comunicação - SP - Santos)
Uma pergunta para ajudar na reflexão:
Qual a diferença, na ação jornalística, da TV que entrevistou o Lindembergue da TV que entrevistou o casal Nardoni, o Marcos Valério, o deputado Genoíno, o juiz Lalau, o PC Farias, o Bandido da Luz Vermelha, o Zé Dirceu, a Richtoffen?
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Fabiano De Souza
[18/10/2008 - 16:42]
(Freelancer)
A midia brasileira adora exaltar esses tipos que existem por aqui. Em breve, certamente teremos um filme contando essa história, assim como já existem "Ônibus 174", "Bandido da Luz Vermelha", "Pixote", "Lúcio Flávio", entre outros por aí... Pode aguardar!
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Everaldo Vilela dos Santos
[18/10/2008 - 16:35]
(Estudante)
Olá José Carlos,
Creio que a diferença está no fato das entrevistas citadas por você não terem acontecido no momento em que o crime era realizado.
Isto não redime, mas atenua de forma considerável, afinal, a entrevista não poderia interefeir no crime já consumado. No caso de Lindembergue não, o fato estava no calor dos acontecimentos e poderia interferir no andamento do caso. Não cabe ao jornalismo inteferir e sim informar.
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Fabiano De Souza
[18/10/2008 - 06:35]
(Freelancer)
A Rede TV já passou da hora de ter sua concessão cassada! Acho que o lobby do Clodovil (que foi eleito a serviço da Rede TV) tem que ser um pouco mais forte. Porém, pergunto a este mestre do artigo: onde ele vai enfiar os profissionais que ficarão desempregados com a extinção da Rede TV? Ou ele vai comprar as licenças do governo, se isso acontecer? Cada um prá falar merda!... E depois querem cobrar diploma de jornalista...
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Simone Moreira Arruda
[17/10/2008 - 23:53]
(Estudante)
Um jornalismo que desrespeita a ética não pode ser considerado como tal. Acredito que não precisamos de censura, mas de regulamentação, a fim de que emissoras e profissionais que não tenham compromissos morais com a população brasileira sejam banidas dos meios de comunicação. Se isso será feito através da perda da concessão da emissora ou do registro profissional dos envolvidos é mero detalhe, importa-nos que o jornalismo tenha a função de informar, não de entreter. É isso que se espera da TV aberta.
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João Pequeno Bandeira de Mello
[17/10/2008 - 18:03]
(Freelancer)
Esse autoritário crônico poderia ter a suposta importância cassada por este site - já que fora daqui e do OI, felizmente ele recebe toda a atenção que merece: nenhuma.
Infelizmente, apesar disso, ele é alimentado com dinheiro público de empresa estatal criada por decreto.
De acordo com a lógica dele, o Caco Barcellos deveria ser proibido de exercer o jornalismo por ter acompanhado "os negócios" do traficante Marcinho VP. William Waack, que fez matéria em um acampamento das Farc, também...
Pessoalmente, considero tais trabalhos - de entrevistas com criminosos - muito mais importantes em finalidade informativa do que o desejo de censura do professor.
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Marcelo Moreira*
[17/10/2008 - 17:08]
(Editor-BLOG ADVOGADO DE DEFESA - PORTAL ESTADÃO.COM.BR - SP)
Todas as emissoras fizeram jornalismo, umas com mais, outras com menos sensacionalismo, mas conseguiram o que todo jornalista busca nesse instante: falar com o criminoso. Tirando a pieguice da Sonia Abraão, todas as entrevistas ficaram dentro do limite da ética. Foram bem. Defender a cassação da concessão das TVs é uma estultície, um atentado à inteligência. É querer punir o mensageiro, como no caso dos grampos. É cada vez mais revoltante ver supostos jornalistas passarem por aqui defendendo a censura e restrições à liberdade de imprensa e opinião.
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Marcelo Moreira*
[17/10/2008 - 17:01]
(Editor-BLOG ADVOGADO DE DEFESA - PORTAL ESTADÃO.COM.BR - SP)
A miopia do professor é aterrorizante. Esse cidadão não tem a mínima noção do que seja jornalismo.
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Everaldo Vilela dos Santos
[18/10/2008 - 16:40]
(Estudante)
o professor é o mesmo que criticou o willian bonner no episódio do homer simpson.
http://blogdoeveraldo.wordpress.com/2005/12/10/e-viva-a-subjetividade/
Considero que deve haver, sempre, um bom senso. Coisa que faltou neste caso.
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José Rodolfo Pereira
[17/10/2008 - 16:22]
(Estudante)
Que a concessão das emissoras que entrevistaram o Lindemberg sejam cassadas. Mas eu duvido muito, pois sabemos como é o nosso país
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Marcelo Simões Damasceno
[17/10/2008 - 16:17]
(Profissional Contratado)
Tudo na TV brasileira deveria ser revisto.
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Yvonne Rangel
[17/10/2008 - 14:39]
(Freelancer)
A Globo pode tudo.
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Yvonne Rangel
[17/10/2008 - 14:36]
(Freelancer)
Marcelo, a Globo é diferente, a Globo é a dona do Brasil
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Edson Pereira Filho
[17/10/2008 - 14:30]
(Freelancer)
A ética no Brasil é não ter ética. Ou melhor, a moral no Brasil é não ter moral. A Revista Trip, tempos atrás, publicou um texto de um tal de Goldman, em que ele fazia a narração de um estupro de uma empregada doméstica. Se juiz dá emprego para filho que queima Pataxó, o que posso dizer. E os rapazinhos que espancaram a empregada doméstica no Rio, necessitam de tratamento psicológico, outros jovens desprovidos do mundo de aparência são executados nas periferias, sem sequer terem passagem na polícia. A Gimenez só mostra o masoquismo deste culto moral, uma espécie de sadismo que permeia nossa elite e se espalha pelas pessoas de classe inferirores, sádicas também. Fosse o contrário, programas populares (violentos, inclusive) não teriam a audiência que têm, inclusive, com gente endinherada assistindo. A Rede TV é apenas o espelho daquilo que insistimos em dizer que não é o retrato de nossa sociedade. Incluo-me nesta história, pois mantenho a sintonia com este submundo para me proteger.
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Iuri Lammel Marques
[18/10/2008 - 01:58]
(Estudante)
É difícil acreditar que há tantas pessoas que tenham interpretado de forma literal o texto de Goldman na revista Trip, como se o autor tivesse narrado o estupro apenas por narrar, como se fosse uma mera narrativa literária. Minha sugestão é que leia novamente e busque interpretar melhor a mensagem naquela crônica.
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Tânia dos Santos Martins de Miranda
[17/10/2008 - 14:24]
(Editor-Chefe / Coordenador de Conteúdo-DESTAQUE RJ - RJ)
Marcelo, todas são abusivas, no sentido de informar pensando nos lucros da audiência...
é o fim...
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Marcelo de Souza Carlos
[17/10/2008 - 14:16]
(Freelancer)
Só uma pergunta: a Globo também entrevistou o cara. Ela também merece ter a concessão cassada, ou a Globo pode entrevistar o seqüestrador e as outras não?
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Yvonne Rangel
[17/10/2008 - 14:04]
(Freelancer)
A Rede TV! é o que há de pior. Anteontem, na hora do almoço, mostraram um atropelamento horrível que aleijou três pessoas. Um canal que tem na Lucianta Gimenez sua grande estrela tinha que ter a concessão cassada. É só apelação o tempo todo. Eu odeio a Rede TV!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Tânia dos Santos Martins de Miranda
[17/10/2008 - 13:01]
(Editor-Chefe / Coordenador de Conteúdo-DESTAQUE RJ - RJ)
Um verdadeiro absurdo. Isso é qualidade jornalística? Digo e afirmo: a ética no Brasil depende do interesse pessoal e profissional de quem a aplica...
Quero meu OBAMA tupiniquim...
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