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Ana Géia foi convidada a deixar seu emprego por um diretor da Gazeta Mercantil, que lhe ofereceu o cargo de editora-chefe. Para convencê-la, além da melhoria salarial, garantiu-lhe o mínimo deum ano de permanência no jornal. Ana Géia foi demitida na semana passada, três meses apenas depois de aceitar o emprego na GZM. Só recebeu um mês de salário até agora.
E não saiu sozinha. A nova lista de demissões atinge 20 profissionais de redação e produção (alguns dos outros demitidos: Marcelo Seabra, Antonio Furtado, Eliane Bittencourt, Fernando Ribeiro, Fabiana Gitsio, Simone Cavalcanti e Sheila Horvath).
Há muitas versões sobre as razões desse novo passaralho em empresas do sr. Nelson Tanure, porque a lista da GZM coincide com outras demissões, até agora oito a dez, no carioca Jornal do Brasil, mais a desativação de várias revistas da Editora Peixes (restaram apenas cinco).
A explicação mais concatenada e oficial é a de que uma coisa nada tem a ver com a outra. A lista da Gazeta e o encolhimento da Peixes teriam o comum objetivo de ampla reformulação editorial da CBM – Companhia Brasileira de Multimídia – guarda-chuva de todas as empresas do sr. Tanure. E o JB estaria passando também por uma recauchutagem geral, com a substituição de profissionais em várias áreas tanto na redação como na área de vendas, com a criação de quatro novas unidades de negócios, cada uma sob o comando de um bamba da publicidade.
Mas há outra versão renitente sobre as mexidas no JB – que curiosamente incluem acordos e mudanças da empresa em suas relações trabalhistas, inclusive com profissionais sendo chamados para trocar a situação de PJ pela ortodoxa e legal CLT. O objetivo seria reorganizar e deixar sem problemas jurídicos o jornal porque sua venda já estaria sendo acertada com uma empresa de mídia ou de telefonia (nesta hipótese envolvendo a Interlig, também controlada pelo sr. Tanure).
Tentamos sem sucesso falar com os responsáveis pelas direções dos dois jornais. 30 ou mais novas demissões não são propriamente novidade nesses jornais, mas, em tempos de crise perversa e sem complacência com o espírito de Natal, sugerem que há algo no ar além dos aviões de carreira, como diria o barão de Itararé.
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Para O Dia, tudo bem em Casa e Vídeo O jornal O DIA, provavelmente para não perturbar os leitores, prefere levar "furo" nas histórias sobre os problemas das lojas CASA E VÍDEO com a Polícia Federal.
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Agora se admitem erros em manchete Antigamente não, mas o computador hoje assume a culpa por nossas mancadas. Um dos nossos grandes jornais mudou a geografia sul-americana carimbando o Equador, em grandes letras, como "país vizinho". Poucos dias depois, antecipou a reforma ortográfica, anunciando algo "inadimissível" na manchete esportiva.
(*) Milton Coelho da Graça, 78, jornalista desde 1959. Foi editor-chefe de O Globo e outros jornais (inclusive os clandestinos Notícias Censuradas e Resistência), das revistas Realidade, IstoÉ, 4 Rodas, Placar, Intervalo e deste Comunique-se. |