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Capa > Jornal da Imprensa > Primeiro Caderno
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Jornais admitem falhas na cobertura do caso Paula Oliveira
Carla Soares Martin e Sérgio Matsuura
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Mesmo antes do fim da investigação da polícia suíça sobre o caso Paula Oliveira, jornais do Brasil admitem ter cometido falhas na cobertura. O suposto ataque de neonazistas contra a brasileira foi primeiramente noticiado pelo Blog do Noblat, e repercutido por praticamente toda a imprensa do País.
“Eu acho que a Folha foi mal como todos os outros jornais e veículos de comunicação. Foi precipitada. Compramos a notícia sem confirmação própria”, avalia o ombudsman da Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva.
O diretor de conteúdo do Estadão, Ricardo Gandour, afirma que o jornal registrou a informação divulgada pelo Blog do Noblat e foi a campo, com uma entrevista com o pai de Paula Oliveira e informações do Itamaraty. Porém, admite a falta do outro lado da história. “Ficou 24 horas num pé só. Serviu como um aprendizado para o futuro”, diz Gandour.
Essa é a mesma opinião do professor e ouvidor-geral da Empresa Brasil de Comunicação, Laurindo Leal Filho: “Os fatos eram graves demais para ficar em uma só versão”. Ele também ressalta a diferença da apuração realizada por blogs e por veículos de comunicação.
“Os blogs não substituem a cobertura jornalística. Os blogueiros não têm estrutura para planejar e executar uma cobertura. Para este caso, fazia-se necessária uma equipe de reportagem", afirma Leal Filho.
Apesar das avaliações negativas sobre a forma como a cobertura foi encaminhada, o ombudsman da Folha afirma que, se tivesse que decidir se daria ou não a notícia, também cometeria o erro.
“Se eu estivesse no lugar dos editores, iria cometer o mesmo erro. Existe uma cultura no jornalismo que tem que se dar a notícia o mais rapidamente possível”, admite Lins da Silva. |
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16/2/2009
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Maurício M. Pupo
[23/02/2009 - 10:44]
(Freelancer)
TOOOOOMAAAA ESCOLA BASE!! Até quando catso?? Pau no cú da gente é isso aí, QUE VERGONHAAAA... como eu vou visitar a Suíça agora? Caro Duclós também pensava como vc, mas a Paula mentiu mesmo, comprovadamente, e agora confessou a mentira. Eh foda... Imagina o estrago que ela fez para as próximas vítimas legítimas de agressão. Isso sim é grave, mais do que todo o resto.
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Rafael Imolene Fontana
[21/02/2009 - 23:45]
(Freelancer)
O blog do Noblat está grávido de quadrigêmeos. E dá-lhe barriga.
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Joannes Lemos Santanna
[19/02/2009 - 23:55]
(Profissional Contratado)
A imprensa no Brasil e no mundo sempre vem cometendo suas barrigas em nome dos furos. Como brasileiro tem memória curta amanhã nem vai se lembrar que tal jornal, blog ou telejornal comeu mosca. Mas isso nem faz mas tanta diferença, afinal, nossa imagem está sendo mais uma vez sendo jogada na lama por causa da insanidade de alguns que vão tentar a vida lá fora. Com lupus ou barriga (de gravidez falsa ou da imprensa) o fato é que vamos mais uma vez ser lembrados com o país dos macacos.
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Alisson Perufo de Avila
[19/02/2009 - 11:54]
(Freelancer)
A barriga publicada por toda a imprensa nacional não poderia vir dentro de um contexto melhor: o de uma falsa gravidez.
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Antonio Manoel Oliveira
[17/02/2009 - 16:17]
Também acho que ainda é muito cedo para uma análise definitiva dos fatos. Devem acontecer novas revelações. E entre elas as razões para que tantas interrogações ainda não tenham sido respondidas e por que certas perguntas óbvias não tenham sido feitas. Vou ver se consigo algumas destas informações que podem fechar o quadro tão sério que levou o imprensalão a publicar com tanto alarde a informação que motivou até o Presidente Lula a preciptar-se numa declaração, apesar da excelente assessoria que tem para aconselhá-lo de como agir nestas horas. O imprensalão não é tão irresponsável assim, não. E não me venham com esta história de que está tudo bem, foi um erro comum, etc. Foi um erro gravíssimo e deve ter razões profundas para que ele tenha sido cometido e ter dado tanta repercussão. Temos que descobrir qual foi a orquestra que tocou esta música, gente. Por que ninguém saiu atrás das informações até agora ?
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José Tadeu Gobbi
[17/02/2009 - 13:25]
(Empresário)
Profissional da notícia é vítima da própria notícia. Vivemos uma revolução silenciosa nas estruturas do poder. O quarto poder mostra sua fragilidade. A realidade contrasta com suas versões. Os ícones caem um a um. O leitor e a audiência tornam-se mais críticos. Fazem o impensável. Começam a pensar com a própria cabeça. A ver com seus próprios olhos. O desafio é imenso. A notícia chega por várias fontes e multiplas plataformas. Ninguém mais tem o poder de manipular a informação. O receptor da notícia passou a ter o poder de interagir com ela, de questioná-la, de comentá-la e posicionar-se criticamente. Não é mais passivo. O jornalista vê-se diante de um gigantesco desfio. Compreender que o seu mais humilde leitor não vive mais numa aldeia. Que para credenciar-se como fonte de informação para este leitor é preciso respeitá-lo e entregar um jornalismo de excelência e qualidade. Isto vale para o Noblat e para todos nestes novos tempos.
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Gercyley Batista de Sousa
[17/02/2009 - 07:49]
(Profissional Contratado)
Vou esperar mais uma semana ainda. Tudo anda tão surpreendentemente dinâmico que vou começar a assistir mais C.S.I para acompanhar as notícias dos jornais; é preciso fazer uma verdadeira perícia em imagens e fatos antes de crer em alguma coisa. Isso vale para todo mundo daqui e das demais fábricas de notícias. Atire a primeira pedra quem nunca errou feio assim?
Certo era meu pai, Seu Gercy: "A verdade é do governo, dos jornais e da TV, o resto é espectador meu filho."
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Luiz Sérgio Lindenberg Nacinovic
[17/02/2009 - 05:26]
(Freelancer)
Meus amigos. Para que tanta discussão? Nossa amiga, tendo ciência de que está num país onde a xenofobia é explícita mas não aceita, resolveu dramatizar a coisa por alguma razão íntima(QUE AINDA VAI VIR A PÚBLICO). Agora, já tem gente assinalando que ela fraudou o ultrasom onde as gêmeas mostravam a cara. Houve barriga? Houve. Houve batatada? Houve. Agora, para que ficar apurando falha? Blogs, sites e imprensa diária fazem coisas bem piores e como elas são de interesse político, elas passam batido ou com desculpas as mais chochas possíveis. Um exemplo foi o caso do iPod, no qual uma certa revista semanal tentou achincalhar com a reputação do Luiz Antonio Giron. Ele respondeu a altura e ficaram elas por elas. Ou então a campanha subreptícia que todos fazem no sentido de assinalar que Paulo Henrique Amorim enlouqueceu. Sabe quando alguém vai apurar algo? Never!
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Ricardo Noblat
[17/02/2009 - 00:37]
(Diretor-BLOG DO NOBLAT - DF)
Dispenso a "homenagem" daqueles que dizem que o resto da mídia se limitou a publicar o que eu havia publicado no blog. Não é verdade. TV Globo, Folha, Estadão e demais veículos importantes jamais se limitariam a republicar uma notícia de tal gravidade sem acionarem seus mecanismos de checagem. Se nos primeiros dias não foram muito além do que eu havia publicado é porque não tinha como ir muito além. A polícia negava informações até mesmo para a cônsul do Brasil em Zurique. Calado estava, calado o governo permaneceu. Ouvi o pai de Paula, a própria Paula, a cônsul, parentes de Paula no Recife, recolhi fotos dela com a barriga crescedinha, fotos da barriga retalhada, e só então publiquei. Foi o barulho provocado pela imprensa brasileira que forçou a polícia e os médicos que cuidavam de Paula a liberarem notícias nos dias seguintes. Não escrevi uma única linha no meu blog falando mal do governo suíco. Não embarquei em ataquesconytra quem quer que seja. De resto não estou em Zurique. Noblat
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André Marcel de Lima
[16/02/2009 - 23:34]
(Freelancer)
Moçada, neste caso os jornais e o blog não tem culpa alguma. A hipótese de auto-mutilação, se comprovada, será a exceção das exceções -- felizmente. Por isso, ninguém, em sã consciência, poderia duvidar de alguém que alegou ser vítima de tamanha violência. Quando a mídia faz besteira, sou o primeiro a reconhecer. Mas neste caso, tem muita gente querendo posar de politicamente correta e ser mais realista que o Rei. Afinal, ninguém tem bola de cristal para saber que alguém poderia cometer tamanho disparate. A missão dos jornais é acompanhar o desenrolar dos fatos, é é isso que devem continuar fazendo até que se chegue -- autoridades suiças --à conclusão do caso baseada em provas. É verdade que o jornalismo está muito desacreditado e mal das pernas, mas daí culpá-lo por todos os males da humanidade e transformá-lo numa Geni para se jogar pedra ou coisa pior, também já é demais.
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Cláudio Neves
[16/02/2009 - 22:39]
(JORNALISTA NÃO LOCALIZADO-ALICERAMOS.COM - RJ)
Vamos aguardar para saber qual vai ser o próximo RUMOR que o Noblat vai publicar como verdade. Assim como eu já fiz com a VEJA, que há décadas não a leio mais, por se tratar apenas de um panfleto de gosto duvidoso, daqui a pouco vou ter que excluir O Globo de minhas leituras. Esse Noblat segue por um caminho ainda pior - e sozinho. A Veja pelo menos tem uma "indústria" por trás para dar suporte as suas publicações tacanhas.
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Maura Fraga
[16/02/2009 - 22:32]
(Empresário de comunicação)
O jornal Le Matin, da Suíça, também deu ampla divulgação à notícia, sem apurar, e está sendo pressionado, pela imprensa do país, a pedir desculpas aos leitores. Sobre o assunto, temos uma boa avaliação do jornalista e escritor Rui Martins, brasileiro residente na Suíça. Um profissional que conhece bem as partes envolvidas no caso, ex-correspondente da CBN e Agência Estado na Europa. Publiquei no meu blog o texto que ele me enviou ( não faço propaganda pessoal/ ok?), uma reflexão séria sobre o papel da imprensa no episódio. Importante destacar, Rui mantém total respeito em relação à advogada.
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Paulo Azevedo Cavalcanti
[16/02/2009 - 20:49]
A maior barriga, foi do JORNAL NACIONAL, que na quinta feira, fez o maior estardalhaço, na sexta manerou, amenizando os comentários, e ontem, o Fantástico, se encarregou de limpar a barra do "editor" do JN, Willian Boner
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André Marcel de Lima
[16/02/2009 - 23:39]
(Freelancer)
Que bom que o jornalismo é como a vida: dinâmico. E o que parecia verdade ontem pode suscitar dúvidas hoje e mostrar-se o oposto amanhã.
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Wilson Moreira dos Santos
[16/02/2009 - 18:17]
Concordo com Cláudio Neves: Até quando a imprensa vai ser condecendente com as barrigadas do Noblat? Se fosse um Zé Qualquer, já teria ido para rua na primeira! Erros acontecem com qualquer profissional, mas quando esse erro é resultado de negligência, merece o errante ser punido. Noblat só ouviu uma das partes e já publicou o "furo"! E pior levou quase todo mundo com ele, inclusive o presidente da república!
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Yvonne Rangel
[16/02/2009 - 18:10]
(Freelancer)
Na Folha, Um "erramos" a menos, um a mais, não faz diferença se o autor da besteira for da panelinha. Se não for, está demitido.
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PAULO CESAR MOZZONE
[16/02/2009 - 18:01]
(Freelancer)
Uma pergunta que fiz quando vi as fotos. Seria possível as siglas do partido serem escritas linearmente no corpo da jovem? É no mínimo suspeito quando uma pessoa esta se debatendo em luta corporal com outra etc. A cultura da imprensa brasileira é baseada no show, no espetáculo circense e ilusionista. Fiquei sabendo semana passada que Recife é a cidade Brasileira que mais mata, sendo que assisto quase todos os telejornais e leio quase todos os jornais on line e, não foi nesses meios que fiquei sabendo da informação. Motivo provável é que o "show" quando se refere a Recife é menor que quando é feito no Rio ou São Paulo. Afinal qual é o papel da imprensa? Informar ou fazer show? Sugiro que deixem o show para os artistas, eles fazem bem melhor, enquanto que a imprensa perde a credibilidade que ainda restava.
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Ivan Roubier
[16/02/2009 - 17:56]
(Freelancer)
Em primeiro lugar, as postagens "compassivas" representam exceção no tópico. Em segundo lugar, independente de as partes estarem certas ou erradas na análise da questão, o que importa é defender ideias, posições e não, colegas, sejam eles de raias miúda, média ou grande. O que considero inaceitável é ser COMPASSIVO com o "oficial". Apurações malfeitas acontecem diuturna e sistematicamente em todos os órgãos de imprensa; é um mal crônico que não será extinto com conclusões análogas a esta deficiência.
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Cláudio Neves
[16/02/2009 - 17:48]
(JORNALISTA NÃO LOCALIZADO-ALICERAMOS.COM - RJ)
Eu até entendo que alguns profissionais queiram defender os colegas. Mas acho que estamos aos poucos mudando de foco. Estamos discutindo o que foi publicado na matéria acima, e não os possíveis desdobramentos do episódio. A questão do Noblat é séria sim, pois ele é reincidente. Lembram do que ele noticiou recentemente sobre a prisão do Bispo Macedo? Ele dá uma barrigada atrás da outra e todos são condescendentes? Se o mesmo acontecesse com a raia miúda do jornalismo duvido que seriam tão compassivos. O pelotão de fuzilamento existe sim, mas ele só atua quando se trata de alguém de escalão menor nas redações, e por muitíssimo menos. Vamos deixar de hiprocrisia gente!
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Ivan Roubier
[16/02/2009 - 17:34]
(Freelancer)
É tragicômico como o "pelotão de fuzilamento" comete o mesmo erro atribuído a quem divulgou, ou seja, não tem a menor preocupação com a apuração completa, uma vez que aceita incondicionalmente a versão do "país amigo". Ora, está mais do que evidente que os suiços iriam negar; tentar desmanchar a repercussão negativa da notícia. Por que dar credibilidade inabalável ao "desmentido oficial"? Por acaso ficou provado indiscutivelmente que a moça não sofreu a agressão? Que não estava grávida? Então, daqui por diante fica assim: as autoridades desmentem e todos abaixam a cabeça. O princípio da apuração pormenorizada fica a cargo tão-somente do jornalista. É o máximo da apologia à chapa branca, e o que é mais grave: de outro país. Foi institucionalizado o linchamento corporativo.
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Flávio Tiné
[16/02/2009 - 17:32]
(Editorialista / Articulista-MEDICINA SOCIAL - SP)
Não houve precipitação do Noblat, nem da Folha de S. Paulo, tampouco do Estadão. Eles simplesmente noticiaram um espisódio contado pelo pai da vítima. Está mais para história de pescador do que para história de bacharel em Direito, que nem consegue provar a própria gravidez. A culpa é da imprensa? A precipitação é da imprensa? O erro é da imprensa?
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Cláudio Neves
[16/02/2009 - 17:24]
(JORNALISTA NÃO LOCALIZADO-ALICERAMOS.COM - RJ)
Complementado: O próprio ombudsman da Folha admitiu que faria a mesma coisa por causa da "cultura" no jornalismo. O que prova que jornalistas de longa data NÃO cometem erros quando não apuram. Eles decidem deliberadamente NÃO fazer. Só que tem alguns que não acreditam que possa dar problemas, e outros até presumem, mas enfiam a cara assim mesmo. O motivo não importa. Ficou claro, ou quer que eu grave em áudio também?
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Cláudio Neves
[16/02/2009 - 17:16]
(JORNALISTA NÃO LOCALIZADO-ALICERAMOS.COM - RJ)
Pronto! Chegaram as "marias vão com as outras", e os inocentes-úteis. Estavam demorando. Quem está na profissão um "trocilhão" de anos comete erros inadvertidamente quando abre mão da apuração. É deliberado. Seja qual for a motivação. A menos que seja completamente incompetente. Ao contrário dos estudantes, os senhores doutores que estão a frente das redações não precisam de aprendizado para o futuro quando o assunto é APURAÇÃO. Eles já sabem. Contudo lucra quem sai na frente, em vários aspectos. Mas isso não deveria ter servido para fazer as matérias com tamanha desconsideração com o público, com os envolvidos e a própria imprensa. As dúvidas expostas aqui não são sobre os baluartes da moral e da ética, pois isso infelizmente não existe. As dúvidas são oriundas da má formação acadêmica, e de vivência (que não possui). A perplexidade com os textos de quem toca na ferida reflete bem a natureza imberbe das opiniões.
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Nei Duclós
[16/02/2009 - 17:14]
(Freelancer)
Quem garante que foi um erro? Foi divulgada uma denúncia, uma atrocidade. Então quando há um massacre vamos todos esperar a versão policial para dar a notícia? E se a versão da vítima estiver correta? Pelo visto aqui, a assessoria de imprensa da polícia da Suíça é infalível.
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Nei Duclós
[16/02/2009 - 16:59]
(Freelancer)
Quem garante que foi um erro? Foi divulgada uma denúncia, uma atrocidade. Então quando há um massacre vamos todos esperar a versão policial para dar a notícia? E se a versão da vítima estiver correta? Pelo visto aqui, a assessoria de imprensa da polícia da Suíça é infalível.
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Cláudio Neves
[16/02/2009 - 16:59]
(JORNALISTA NÃO LOCALIZADO-ALICERAMOS.COM - RJ)
Se um blogueiro não tem infra-estrutura e nem equipe para veicular uma informação desse porte, pelo menos deixe claro o amadorismo na confecção de tal conteúdo. Apesar do veículo ser um blog não justifica essa avacalhação. Mesmo porque o blog é no GLOBO. Não se trata de um livre aventureiro independente. Qual é a desse sujeito, o Noblat? Agora vão querer livrar a cara dele com a desculpinha que Blog não tem estrutura de equipe de reportagem? Pensasse nisso antes de escrever a abobrinha. Vou te dizer: eu acompanho blogs independente de muito maior qualidade, credibilidade, que esse blog do Noblat. Existem conteúdos muitos primorosos em blogs por aí que não estão ligados a sites da apelidada grande imprensa.
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Gilberto Bazarello Caires de Lima
[16/02/2009 - 16:51]
(Estudante)
E tem comentarista caindo no mesmo erro ao afirmar que determinados jornalistas preferem o show para que atraia mais patrocinadores e anunciantes. Aprendizado para o futuro sim senhor! O tolo nunca aprende; o inteligente aprende com os próprios erros; o sábio aprende com os erros dos outros! Tenho sérias dúvidas em relação a profissionais implacáveis, baluartes da moral e da ética, como se os erros jamais os atingisse...
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Tiago Cordeiro Ferreira
[16/02/2009 - 16:31]
“Se eu estivesse no lugar dos editores, iria cometer o mesmo erro. Existe uma cultura no jornalismo que tem que se dar a notícia o mais rapidamente possível"
Sim. Então vamos mudar essa cultura. O fato de todo mundo errar não justifica novos erros.
Dessa vez a coisa piorou porque a classe política só reclama da imprensa quando lhe interessa. Agora, a imprensa brasileira está sendo julgada pelo mundo todo. E quando houve a cobertura dos acidentes aéreos já deveríamos ter aprendido essas lições.
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Cláudio Neves
[16/02/2009 - 16:28]
(JORNALISTA NÃO LOCALIZADO-ALICERAMOS.COM - RJ)
Vejo muita irresponsabilidade e condescendência criminosa rolando solta. Esse vale tudo da imprensa só podia acabar mal. Agora vamos abrir mão da apuração em nome do show? Estão colocando as coisas como meras falhas, "aprendizado para o futuro" e outras baboseiras, mas não se trata disso não. Se não aprenderam como fazer jornalismo até agora NÃO vão aprender mais. E depois não tem ninguém dessa patota interessado em apurar nada direito. Para sair no lucro (e aqui significa: furo a qualquer preço = audiência = anunciantes = grana), joga-se meias verdade no ar, e depois vão acertando as coisas. Dando uma desculpinha ali, um release aqui, um comunicado acolá, um blá-blá no Comunique-se. Não vem com esse papinho Cerca-Lourenço que aqui não cola. Pode colar com os leitores desses jornais, mas não comigo cara-pálida.
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Gilberto Bazarello Caires de Lima
[16/02/2009 - 16:22]
(Estudante)
Aprendi na faculdade que a melhor notícia não é a que se dá primeiro, mas a que se dá melhor... O clichê "apressado como cru" se encaixa perfeitamente nas redações e em todo cipoal de meios de comunicação. Devemos aprender com tudo isso. Foi uma dura lição.
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Nei Duclós
[16/02/2009 - 15:38]
(Freelancer)
Houve agressão, houve o fato. A autoria está sendo investigada. Mas existiam provas visuais (o corpo retalhado), havia uma vítima e seu pai, duas fontes para sustentar uma denúncia grave, importante para ser noticiada em primeira mão. O fato noticiado era a agressão com vítima comprovada. O que não pode é, diante da versão oposta da polícia suíça, dar completamente para trás e cobrir-se de vergonha por ter noticiado o fato. E imediatamente abraçar a versão policial, apoiada pelo governo e a imprensa da suiça. Diante do que chamam de "barriga", muito mais grave foi a suspeição jogada para cima da vítima, apresentada como fato comprovado, e digerida pela mídia brasileira cheia de culpa.
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Fernando Leme
[16/02/2009 - 15:32]
(Profissional Contratado)
Realmente. Essa é uma falha constante no nosso jornalismo. Outro caso parecido é a do famoso "castelo" pertencente ao deputado Edmar Moreira. Ontem, dia 18, no programa dominical, Fantástico, a jornalista Patrícia Poeta entrevistou o filho do deputado, Leonardo Moreira Filho... muito bom... conseguiram uma exclusiva... notícia em primeiro lugar, porém, não foi entrevistado nenhuma autoridade para falar sobre a investigação, o motivo da investigação... ouviram apenas um lado. Por mais que os jornais impresso, a web, as rádios e a própria Tv tenham divulgado... é sempre bom mostrar os dois lados... Precisamos tomar cuidado com o que e como noticiamos.
Fernando Leme Jornalista e professor de jornalismo
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