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Queda da exigência do diploma extingue curso de Jornalismo da Facamp

Da Redação

A Facamp (Faculdades de Campinas), do interior de São Paulo, acabou com o curso de Jornalismo oferecido desde 2002 pela instituição. De acordo com a direção da faculdade, a decisão foi motivada pelo fim da exigência de diploma de jornalismo para o exercício da profissão, medida aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mês de junho.

“A recente abolição da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício dessa profissão impôs a reorientação dos cursos de jornalismo do Brasil”, afirma a nota distribuída aos alunos.

Turmas serão mantidas
A graduação em Jornalismo já foi retirada da página da instituição, que não abriu novas vagas para o vestibular 2010 na área. Apesar da decisão, as turmas atuais serão mantidas até a formação, em 2012.

No comunicado, a Facamp informou que pretende criar um curso pós-graduação em Jornalismo e ressaltou que continuará investindo na área. “A formação de jornalistas de alto nível comprometidos com o interesse público continua sendo um objetivo fundamental desta instituição de ensino”.

O curso oferecido pela faculdade chegou a obter o conceito cinco no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) em 2006, o mais alto dado pelo Ministério da Educação. Dados divulgados pelo MEC ontem (31/08), apontam a Facamp como a 12º melhor instituição de ensino superior do Brasil.

A mensalidade da graduação em Jornalismo é de cerca de R$ 2 mil. Com o fim do curso, a faculdade continua oferecendo graduações em Administração, Design, Direito, Economia, Engenharia da Produção, Propaganda e Marketing e Relações Internacionais.




1/9/2009
 
Lisandro Winckler Staut [05/09/2009 - 10:03]
(Diretor-RÁDIO NOVO TEMPO 1290 AM - SP - SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)


Caros colegas, todos nós, jornalistas formados ou não, os bons jornalistas sem formação e os picaretas que se acham jornalistas, corremos atrás de dinheiro também... o que mantém o nosso ideal profissional é a contrapartida financeira e isso também vale para as instituições que nos concedem espaço de trabalho. Todos querem ganhar! Não precisamos de hipocrisia quanto às Instituições de Ensino Superior (IES). Se queremos cursos bons e baratos (custo socializado), procuremos as públicas, se queremos apenas um diploma, procuremos as ruins e baratas e para cursos caros, deixemos quem pode pagar dar a sua opinião, se é bom ou não... não sou contra ninguém cobrar oq ue quiser por nada, desde que haja opções para todos os segmentos... absurso é pedágio. Curso, cada um faz o que quer!
 
 
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Alfredo Sternheim [03/09/2009 - 16:30]
(Freelancer)


O poder judiciário é um, autonomo, e o executivo é outro, portanto Lula não poderia interefir na questão, Lisandro. O fim do diploma,a ausência de regulamentação para a profissão do jornalista atuante (e não o colunista) fatalmente iam atingir faculdades, gerar desemprego. O ministro Gilmar mendes, de forma ironica, leu a sentença que deu um atestado de otário para aqueles que, acreditando na lei oficializada nos anos 70 em plena ditadura militar (mas atendendo a uma antiga reinvindicação dos jornalistas) investiram nos estudos, gastaram tempo e dinheiro. Para que? Para nada. Assim como no Congresso Federal que abriga muitos jornalistas (o Noblat que tem o "relevante" programa de jaz na rádio senado), nas empresas de comunicação o que vale é o QI (Quem Indica). Culpa dos jornalistas que são desunidos, que ainda reverenciam patrões tipo o mega empresário predador Nelson Tanure, o dono do JB que está devendo para jornalistas e colaboradores da Editora Peixes (eu) e Gazeta Mercantil.
 
 
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Kleber William Lourenção Gomes [02/09/2009 - 23:35]
(Estudante)


É muito engraçado ver a Faculdades e Universidades, cancelando o curso de Jornalismo. Um curso tão amplo que com a queda do diploma, vem reduzindo cada vez mais o número de alunos inscritos no vestibular.
Pra mim que sou estudante da área, não fez diferença alguma, a classe será mantida, a mídia vai continuar exigindo o diploma, as universidades tem que se tocar, e ajudar os alunis nesse momento difícil par4a os alunos. O engraçado é que pra outros cursos o diploma não cai, tem tantos médicos fazendo merda! e o diploma não cai, quer dizer então que então, que se eu souber fazer um curativo eu posso ser médico. Será que posso operar a veia coronariana de algum voluntário (rsrsrsrsrsrs) mais cedo ou mais tarde o STF vai voltar atrás, eu transpiro comunicação, e não sei fazer outra coisa além disso, e para os alunos, não se preocupem com o diploma, ele ser´EXIGIDO, preocupem-se em ser bons profissionais.

Kleber William - Estudante de Jornalismo na Universidade São Judas Tadeu
 
 
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Elaine Pinto [02/09/2009 - 19:56]
(Profissional Contratado)


Não entendo. Dos cursos citados e que ainda continuam na grade da Facamp, três não exigem diploma. Por que não extinguir esses cursos também?
 
 
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Paulo Sérgio Pires [02/09/2009 - 20:17]

Por que o curso é muito caro e talvez a relação custo x benefício seja desfavorável. É só olhar a tabela do piso salarial que muitas vezes é teto salarial.
 
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Fernanda Branquinho Baptista de Carvalho [02/09/2009 - 14:42]
(Estudante)


A atutide de fechar a instituição foi precipitada, afinal a guerra ainda não acabou!
Não vivemos na Europa ou EUA, vivemos no Brasil, e é preciso sim ter o curso superior de jornalismo, é através dele que qualquer cidadão vai ser um profissional da comunicação. Se for extirpado o curso superior somente quem pertence a elite econômica terá a palavra nos veículos de comunicação, afinal estudaram no exterior, pagaram escolas caras, gastaram muito para adquirir conhecimento.
E quem é pobre ou quem é da classe média, que não tem acesso a esse conhecimento pago ... terá oportunidade de escrever para jornais? Claro que não!
O governo representado pelo Ministo não está preocupado em fornecer um ensino de qualidade, formar cidadãos críticos, sua estratégia é tirar do meio jornalístico pessoas que a seu ver, não têm cultura e são mal preparadas. ESQUECEU QUE É CULPA DELE SE HÁ PESSOAS MAL PREPARADAS!
ALIÁS, ESQUECEU NADA, QUANTO MENOS INFORMADO O POVO FOR, MELHOR PARA ELE.



 
 
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Paulo Sérgio Pires [02/09/2009 - 13:50]

A medida da Facamp mostra que o futuro do ensino do Jornalismo talvez esteja nos cursos de pós-graduação como é comum na Inglaterra e nos EUA. A graduação vai ficar cada vez mais rarefeita porque os candidatos devem fazer uma faculdade no nível de bacharelado, licenciatura ou formação profissional e depois rapidamente fazem a especialização ou mestrado profissional para se tornarem jornalistas. Não vejo problema nisso, é a evolução. Infelizmente se tivesse tido essa alternativa faria filosofia e depois pós em jornalismo. Sou formado em jornalismo e publicidade, pós-graduado com especialização em gestão da Comunicação e mestre em Políticas da Comunicação.
 
 
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Camila Rossi [02/09/2009 - 13:14]
(Freelancer)


Fiz parte da primeira turma de Jornalismo da Facamp. Sinto profundamente pelo fim de um curso que reuniu professores brilhantes e admiráveis, capazes de transformar muitas mentes e corações que por lá passaram. Não concordo com a decisão da diretoria, evidentemente, muito menos com as mensalidades abusivas, que são reajustadas anualmente, mas foi uma escolha por uma formação de qualidade. Confesso que a decisão não me surpreende, pois para quem viveu por um período dentro da Facamp, sabe que a instituição é um negócio. Deixo apenas o meu respeito a todos esses professores e alunos que acreditaram nesse curso, somente a eles.
 
 
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Paulo Sousa [02/09/2009 - 12:07]

Isso é culpa de oito ministros irresponsáveis que não entendem de jornalismo, e julgam o caso de forma a atender interesses obscuros. Mas em breve o jornalismo voltará a ter o valor que a sociedade lhe deu, com a aprovação da PEC dos jornalistas.


Paulo Sousa - jornalista diplomado
 
 
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Elaine Oliveira [02/09/2009 - 11:35]
(Freelancer)


ISSO É CONSEQUENCIA DA DESVALORIZAÇÃO DO JORNALISMO PROMOVIDO PELA FENAJ. FIZERAM O BRASIL ACREDITAR QUE DIPLOMA ERA TUDO. UM VERDADEIRO TIRO NO PRÓPRIO PÉ DA ENTIDADE. ESPALHARAM CARTAZES COM COISAS ABSURDAS DO TIPO "NÃO TERÁS MAIS PROFISSÃO ALGUMA". FOI MUITA PICARETAGEM PARA MOBILIZAR POBRES ESTUDANTES SEM INFORMAÇÃO SOBRE A PROFISSÃO. MUITAS PROFISSÕES NO BRASIL NÃO SÃO REGULAMENTADAS, MESMO ASSIM AS FACULDADES PRIVADAS OU PÚBLICAS NÃO FECHAM CURSOS. PARA A FENAJ E SEUS SINDICATOS VAI UM RECADINHO: "NÃO TERÃO MAIS SINDICALIZADO ALGUM"

http://diariodebelem.blogspot.com
 
 
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Carlos Eduardo Mocelin [02/09/2009 - 11:28]
(Estudante)


Que coisa esquisita, alguns profissionais aqui que defendem a decisão do STF, afirmam que o fechamento de uma faculdade, resultará em menos profissionais desqualificados no mercado.
Respondam estas perguntas:

Quem ganha com o fim da obrigatoriedade do diploma?

As empresas oligarquicas de comunicação?
Os profissionais que não possuem diploma?

Concordo quando dizem que para ser jornalista é preciso ter o dia-a-dia da redação. Mas, reflitam se as empresas que disponibilizam ensino superior de Jornalismo estão aquém de um ensino de qualidade.

De quem é a culpa?

Dos estudantes?
Dos profissionais que exercem a profissão sem diploma?
Dos professores?
Do ensino superior decadente no Brasil?
Das seríes iniciais que não preparam os jovens e adolescentes?
Do Ministério da Educação?
Do Ministro Gilmar Mendes?
Do Elefantinho Rosa?

Última pergunta.

Os motoboys são mais unidos que os Jornalistas? Alguém sabe responder porquê?

Abraços
 
 
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Maxwell Dos Santos [02/09/2009 - 12:30]
(Freelancer)


Prezado Carlos,

A classe dos motoboys é mais unida que a dos jornalistas, porque eles têm espírito de corpo e vêm de matizes mais humildes da sociedade enquanto os jornalistas, com raras exceções, desde a imposição do diploma, vêm da classe média e média alta e são altamente individualistas.
 
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Vitor Casimiro [02/09/2009 - 11:17]
(Profissional Contratado)


É verdade que muitos faziam curso de jornalismo apenas para obter o diploma.
É verdade que muitas faculdades abriam o curso apenas para vender o diploma.
Parece que essa faculdade assumiu sua posição com menos cinismo que a média. Avaliou que a decisão do STF afetou "o modelo de negócio" do curso e decidiu encerrá-lo.
 
 
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Elaine Oliveira [02/09/2009 - 10:38]
(Freelancer)


ISSO É CONSEQUENCIA DA DESVALORIZAÇÃO DO JORNALISMO PROMOVIDO PELA FENAJ. FIZERAM O BRASIL ACREDITAR QUE DIPLOMA ERA TUDO. UM VERDADEIRO TIRO NO PRÓPRIO PÉ DA ENTIDADE. ESPALHARAM CARTAZES COM COISAS ABSURDAS DO TIPO "NÃO TERÁS MAIS PROFISSÃO ALGUMA". FOI MUITA PICARETAGEM PARA MOBILIZAR POBRES ESTUDANTES SEM INFORMAÇÃO SOBRE A PROFISSÃO. MUITAS PROFISSÕES NO BRASIL NÃO SÃO REGULAMENTADAS, MESMO ASSIM AS FACULDADES PRIVADAS OU PÚBLICAS NÃO FECHAM CURSOS. PARA A FENAJ E SEUS SINDICATOS VAI UM RECADINHO: "NÃO TERÃO MAIS SINDICALIZADO ALGUM"

http://diariodebelem.blogspot.com
 
 
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Marcelo de Souza Carlos [02/09/2009 - 13:52]
(Freelancer)


Seu ddiscursinho é o mesmo de sempre e muito chato. Se atualiza.
 
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Roberto Locatelli [02/09/2009 - 09:42]
(Profissional Contratado)


A não exigência do diploma não é desculpa para o fim do curso. Há muitos cursos para profissões que não exigem diploma.
 
 
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Everton Miguel Ouhl Maciel [02/09/2009 - 09:15]
(Estudante)


A manchete deveria ser: "Menos um caça-níquel no mercado"
 
 
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Barnabé Medeiros Filho [02/09/2009 - 09:14]
(Profissional Contratado)


Olá Lisandro Winckler Staut. Acho que já vi você em algum lugar... Não, não pode ser porque você é muito jovem. Provavelmente foi seu pai quem eu encontrei trabalhando no DOI-CODI, onde todos eramos chamados de terroristas, tivéssemos ou não pegado em armas contra a ditadura.
 
 
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Lisandro Winckler Staut [07/09/2009 - 13:22]
(Diretor-RÁDIO NOVO TEMPO 1290 AM - SP - SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)


aliás Sr. Barnabé, não é incoerente da parte daqueles que supostamente lutaram contra a ditadura, apoiar as ditaduras de Cuba, Venezuela, Iran, Equador e Honduras? Pois esta é a posição de Lula e Marco Aurélio Garcia (aquele do gesto pornográfico quando da queda do voo da TAM).
 
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Lisandro Winckler Staut [05/09/2009 - 09:56]
(Diretor-RÁDIO NOVO TEMPO 1290 AM - SP - SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)


mais um comentário ridículo de terrorista/petista... votem na sua terrorista chefe da casa civil e continuem apoiando a falta de profissionalização da comunicação... e no fim o Lula Chaves, no seu terceiro, quarto ou quinto mandato irá fechar boa parte dos nossos postos de trabalho, tomando a força os meios de comunicação....
 
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Antonio Manoel Oliveira [02/09/2009 - 13:15]

Se ele é o filho, aprendeu bem com o pai. Pode-se ver isto no final do recado dele.
 
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Lisandro Winckler Staut [02/09/2009 - 08:40]
(Diretor-RÁDIO NOVO TEMPO 1290 AM - SP - SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)


me parece muito interessante, que em espaços de discussão como este, a maioria dos que "minimizam" a qualidade dos cursos, e consequentemente defendem o fim do diploma, são de regiões pouco desenvolvidas... se no Pará e Maranhão não existem boas instituições, sou favorável ao fim do diploma ali.. porém a tal Facamp foi a melhor do ENADE 2006 na macro-região campineira do Estado de São Paulo. Paga os 2 mil quem quiser... uma pena ter se dobrado diante da imposição do jagunço Gilmar Mendes... A gente que tem um presidente analfabeto pode esperar o que do País? Uma canditada terrorista e um líder do supremo totalmente desequilibrado... Brasil...
 
 
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Fábio José de Mello [02/09/2009 - 09:32]
(Profissional Contratado)


Quem quiser, não; quem tem condições de pagar.

E quero saber quantas publicações na região pagam esse salário.
 
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Eduardo Campos Madureira de Pinho [02/09/2009 - 08:30]
(Freelancer)


Curso caro, heim?

Bom, Desenho Industrial não tem essa regulamentação também e eles não tiraram da grade. Pra mim foi só uma questão de não querer baixar a mensalidade de um curso que devia dar um lucro absurdo. Conheço faculdades de medicina bem mais baratas.
 
 
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Fábio José de Mello [02/09/2009 - 06:05]
(Profissional Contratado)


Eu pagaria, no máximo, uns R$ 75, 50.
 
 
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Fábio José de Mello [02/09/2009 - 06:04]
(Profissional Contratado)


Dois paus? Minha nossa! Quanto sairia um curso de medicina?
 
 
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João Alvares Otero Pontes [02/09/2009 - 02:37]
(Presidente-JORNAL CENTRO OESTE REGIONAL - SP - JAÚ)


Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro (Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)
Mande esse artigo para o meu email. Parabens pela colaboração quero publica-lo em meu jornal
jauregional@hotmail.com
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:41]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[18] "A autogestão pedagógica teria o mérito de devolver à universidade um sentido de existência, qual seja: a definição de um aprendizado fundado numa motivação participativa e não no decorar determinados “clichês”, repetidos semestralmente nas provas que nada provam, nos exames que nada examinam, mesmo porque o aluno sai da universidade com a sensação de estar mais velho, com um dado a mais: o diploma acreditativo que em si perde valor na medida em que perde sua raridade. A participação discente não constitui um remédio mágico aos males acima apontados, porém a experiência demonstrou que a simples presença discente em colegiados é fator de sua moralização”.
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:40]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[17] "É aqui onde a indignidade do intelectual substitui a dignidade da inteligência. Nenhum preceito ético pode substituir a prática social, a prática pedagógica. A delinqüência acadêmica se caracteriza pela existência de estruturas de ensino onde os meios (técnicas) se tornam os fins, os fins formativos são esquecidos; a criação do conhecimento e sua reprodução cede lugar ao controle burocrático de sua produção como suprema virtude, onde “administrar” aparece como sinônimo de vigiar e punir – o professor é controlado mediante os critérios visíveis e invisíveis de nomeação; o aluno, mediante os critérios visíveis e invisíveis de exame. Isso resulta em escolas que se constituem em depósitos de alunos, como diria Lima Barreto em “Cemitério de Vivos”. A alternativa é a criação de canais de participação real de professores, estudantes e funcionários no meio universitário, que oponham-se à esclerose burocrática da instituição”.
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:39]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[16] "A separação entre “fazer” e “pensar” se constitui numa das doenças que caracterizam a delinqüência acadêmica – a análise e discussão dos problemas relevantes do país constitui um ato político, constitui uma forma de ação, inerente à responsabilidade social do intelectual. A valorização do que seja um homem culto está estritamente vinculada ao seu valor na defesa de valores essenciais de cidadania, ao seu exemplo revelado não pelo seu discurso, mas por sua existência, por sua ação. Ao analisar a “crise de consciência” dos intelectuais norte-americanos que deram o aval da “escalada” no Vietnã, Horowitz notara que a disposição que eles revelaram no planejamento do genocídio estava vinculada à sua formação, à sua capacidade de discutir meios sem nunca questionar os fins, a transformar os problemas políticos em problemas técnicos, a desprezar a consulta política, preferindo as soluções de gabinete, consumando o que definiríamos como a traição dos intelectuais".
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:38]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[15] "Diferentemente, constitui, um legado da filosofia racionalista do século XVIII, uma característica do “verdadeiro” conhecimento o exercício da cidadania do soberano direito de crítica questionando a autoridade, os privilégios e a tradição. O “serviço público” prestado por estes filósofos não consistia na aceitação indiscriminada de qualquer projeto, fosse destinado à melhora de colheitas, ao aperfeiçoamento do genocídio de grupos indígenas a pretexto de “emancipação” ou política de arrocho salarial que converteram o Brasil no detentor do triste “record” de primeiro país no mundo em acidentes de trabalho. Eis que a propaganda pela segurança no trabalho emitida pelas agências oficiais não substitui o aumento salarial. O pensamento está fundamentalmente ligado à ação. Bergson sublinhava no início do século a necessidade do homem agir como homem de pensamento e pensar como homem de ação".
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:37]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[14] "Enquanto este encontro de educadores, sob o signo de Paulo Freire, enfatiza a responsabilidade social do educador, da educação não confundida com inculcação, a maioria dos congressos acadêmicos serve de “mercado humano”, onde entram em contato pessoas e cargos acadêmicos a serem preenchidos, parecidos aos encontros entre gerentes de hotel, em que se trocam informações sobre inovações técnicas, revê-se velhos amigos e se estabelecem contatos comerciais. Estritamente, o mundo da realidade concreta é sempre muito generoso com o acadêmico, pois o título acadêmico torna-se o passaporte que permite o ingresso nos escalões superiores da sociedade: a grande empresa, o grupo militar e a burocracia estatal. O problema da responsabilidade social é escamoteado, a ideologia do acadêmico é não ter nenhuma ideologia, faz fé de apolítico, isto é, serve à política do poder".
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:35]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[13] "Uma universidade que produz pesquisas ou cursos a quem é apto a pagá-los perde o senso da discriminação ética e da finalidade social de sua produção – é uma multiversidade que se vende no mercado ao primeiro comprador, sem averiguar o fim da encomenda, isso coberto pela ideologia da neutralidade do conhecimento e seu produto. Já na década de 30, Frederic Lilge acusava a tradição universitária alemã da neutralidade acadêmica de permitir aos universitários alemães a felicidade de um emprego permanente, escondendo a si próprios a futilidade de suas vidas e seu trabalho. Em nome da “segurança nacional”, o intelectual acadêmico despe-se de qualquer responsabilidade social quanto ao seu papel profissional, a política de “panelas” acadêmicas de corredor universitário e a publicação a qualquer preço de um texto qualquer se constituem no metro para medir o sucesso universitário. Nesse universo não cabe uma simples pergunta: o conhecimento a quem e para que serve?"
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:34]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[12] "O problema significativo a ser colocado é o nível de responsabilidade social dos professores e pesquisadores universitários. A não preocupação com as finalidades sociais do conhecimento produzido se constitui em fator de “delinqüência acadêmica” ou da “traição do intelectual”. Em nome do “serviço à comunidade”, a intelectualidade universitária se tornou cúmplice do genocídio, espionagem, engano e todo tipo de corrupção dominante, quando domina a “razão do Estado” em detrimento do povo. Isso vale para aqueles que aperfeiçoam secretamente armas nucleares (M.I.T.), armas químico-biológicas (Universidade da Califórnia, Berkeley), pensadores inseridos na Rand Corporation, como aqueles que, na qualidade de intelectuais com diploma acreditativo, funcionam na censura, na aplicação da computação com fins repressivos em nosso país".
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:33]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[11] "O conflito entre o técnico e o humanismo acaba em compromisso, a universidade brasileira se prepara para ser uma “multiversidade”, isto é, ensina tudo aquilo que o aluno possa pagar. A universidade, vista como prestadora de serviços, corre o risco de enquadrar-se numa “agência de poder”, especialmente após 68, com a Operação Rondon e sua aparente democratização, só nas vagas; funciona como tranqüilidade social. O assistencialismo universitário não resolve o problema da maioria da população brasileira: o problema da terra. A universidade brasileira, nos últimos 15 anos, preparou técnicos que funcionaram como juízes e promotores, aplicando a Lei de Segurança Nacional, médicos que assinavam atestados de óbito mentirosos, zelosos professores de Educação Moral e Cívica garantindo a hegemonia da ideologia da “segurança nacional” codificada no Pentágono”.
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:32]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[10] "Isso levou os estudantes da época a realizarem programas extracurriculares, onde Emerson fazia-se ouvir, já que o obscurantismo da época impedia a entrada nos prédios universitários, pois contrariavam a Igreja, o Estado e as grandes “corporações”, a que alguns intelectuais cooptados pretendem que tenham uma “alma”. Em nome do “atendimento à comunidade”, “serviço público”, a universidade tende cada vez mais à adaptação indiscriminada a quaisquer pesquisas a serviço dos interesses econômicos hegemônicos; nesse andar, a universidade brasileira oferecerá disciplinas como as existentes na metrópole (EUA): cursos de escotismo, defesa contra incêndios, economia doméstica e datilografia em nível de secretariado, pois já existe isso em Cornell, Wisconson e outros estabelecimentos legitimados”.
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:31]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[9] "A “delinqüência acadêmica” aparece em nossa época longe de seguir os ditames de Kant: “Ouse conhecer.” Se os estudantes procuram conhecer os espíritos audazes de nossa época é fora da universidade que irão encontrá-los. A bem da verdade, raramente a audácia caracterizou a profissão acadêmica. Os filósofos da revolução francesa se autodenominavam de “intelectuais” e não de “acadêmicos”. Isso ocorria porque a universidade mostrara-se hostil ao pensamento crítico avançado. Pela mesma razão, o projeto de Jefferson para a Universidade de Virgínia, concebida para produção de um pensamento independente da Igreja e do Estado (de caráter crítico), fora substituído por uma “universidade que mascarava a usurpação e monopólio da riqueza, do poder”.
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:30]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[8] "O exame é a parte visível da seleção; a invisível é a entrevista, que cumpre as mesmas funções de “exclusão” que possui a empresa em relação ao futuro empregado. Informalmente, docilmente, ela “exclui” o candidato. Para o professor, há o currículo visível, publicações, conferências, traduções e atividade didática, e há o currículo invisível – esse de posse da chamada “informação” que possui espaço na universidade, onde o destino está em aberto e tudo é possível acontecer. É através da nomeação, da cooptação dos mais conformistas (nem sempre os mais produtivos) que a burocracia universitária reproduz o canil de professores. Os valores de submissão e conformismo, a cada instante exibidos pelos comportamentos dos professores, já constituem um sistema ideológico. Mas, em que consiste a delinqüência acadêmica?"
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:29]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[7] "Não se trata de discutir a apropriação burguesa do saber ou não-burguesa do saber, mas sim a destruição do “saber institucionalizado”, do “saber burocratizado” como único “legítimo”. A apropriação universitária (atual) do conhecimento é a concepção capitalista de saber, onde ele se constitui em capital e toma a forma nos hábitos universitários. A universidade reproduz o modo de produção capitalista dominante não apenas pela ideologia que transmite, mas pelos servos que ela forma. Esse modo de produção determina o tipo de formação através das transformações introduzidas na escola, que coloca em relação mestres e estudantes. O mestre possui um saber inacabado e o aluno uma ignorância transitória, não há saber absoluto nem ignorância absoluta. A relação de saber não institui a diferença entre aluno e professor, a separação entre aluno e professor opera-se através de uma relação de poder simbolizada pelo sistema de exames – “esse batismo burocrático do saber”.
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:28]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[6] "Isso se realiza através de um processo que chamarei de “contaminação”. O curso catedrático e dogmático transforma-se num curso magisterial e crítico; a crítica ideológica é feita nos chamados “cursos críticos”, que desempenham a função de um tranqüilizante no meio universitário. Essa apropriação da crítica pelo mandarinato universitário, mantido o sistema de exames, a conformidade ao programa e o controle da docilidade do estudante como alvos básicos, constitui-se numa farsa, numa fábrica de boa consciência e delinqüência acadêmica, daqueles que trocam o poder da razão pela razão do poder. Por isso é necessário realizar a crítica da crítica-crítica, destruir a apropriação da crítica pelo mandarinato acadêmico. Watson demonstrou como, nas ciências humanas, as pesquisas em química molecular estão impregnadas de ideologia".
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:27]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[5] "Cabia à sua função professoral, acima de tudo, inculcar as normas de passividade, subserviência e docilidade, através da repressão pedagógica, formando a mão-de-obra para um sistema fundado na desigualdade social, a qual acreditava legitimar-se através da desigualdade de rendimento escolar; enfim, onde a escola “escolhia” pedagogicamente os “escolhidos” socialmente. A transformação do professor de “cão de guarda” em “cão pastor” acompanha a passagem da universidade pretensamente humanista e mandarinesca à universidade tecnocrática, onde os critérios lucrativos da empresa privada, funcionarão para a formação das fornadas de “colarinhos brancos” rumo às usinas, escritórios e dependências ministeriais. É o mito da assessoria, do posto público, que mobiliza o diplomado universitário. A universidade dominante reproduz-se mesmo através dos “cursos críticos”, em que o juízo professoral aparece hegemônico ante os dominados: os estudantes".
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:26]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[4] "A pretensa criação do conhecimento é substituída pelo controle sobre o parco conhecimento produzido pelas nossas universidades, o controle do meio transforma-se em fim, e o “campus” universitário cada vez mais parece um universo concentracionário que reúne aqueles que se originam da classe alta e média, enquanto professores, e os alunos da mesma extração social, como “herdeiros” potenciais do poder através de um saber minguado, atestado por um diploma. A universidade classista se mantém através do poder exercido pela seleção dos estudantes e pelos mecanismos de nomeação de professores. Na universidade mandarinal do século passado o professor cumpria a função de “cão de guarda” do sistema: produtor e reprodutor da ideologia dominante, chefe de disciplina do estudante".
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:25]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[3] "Em suma, trata-se de “um complô de belas almas” recheadas de títulos acadêmicos, de um doutorismo substituindo o bacharelismo, de uma nova pedantocracia, da produção de um saber a serviço do poder, seja ele de que espécie for. Na instância das faculdades de educação, forma-se o planejador tecnocrata a quem importa discutir os meios sem discutir os fins da educação, confeccionar reformas estruturais que na realidade são verdadeiras “restaurações”. Formando o professor-policial, aquele que supervaloriza o sistema de exames, a avaliação rígida do aluno, o conformismo ante o saber professoral".
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:23]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


[2] "Para obscurecer esses fatores ela desenvolve uma ideologia do saber neutro, científico, a neutralidade cultural e o mito de um saber “objetivo”, acima das contradições sociais. No século passado, período do capitalismo liberal, ela procurava formar um tipo de “homem” que se caracterizava por um comportamento autônomo, exigido por suas funções sociais: era a universidade liberal humanista e mandarinesca. Hoje, ela forma a mão-de-obra destinada a manter nas fábricas o despotismo do capital; nos institutos de pesquisa, cria aqueles que deformam os dados econômicos em detrimento dos assalariados; nas suas escolas de Direito forma os aplicadores da legislação de exceção; nas escolas de Medicina, aqueles que irão convertê-la numa medicina do capital ou utilizá-la repressivamente contra os deserdados do sistema".
 
 
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro [02/09/2009 - 01:21]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)


O doutor Maurício Tragtenberg, já falecido, foi professor de importantes universidades paulistas e escreveu, em 2002, um ensaio intitulado Delinqüência Acadêmica, no qual critica a concepção capitalista do saber e aponta a saída, através do que ele classificava como pedagogia libertária. O tema continua atual e não se enquadra apenas no caso específico do jornalismo, mas na crise da universidade como um todo. Vale a pena auscultar as palavras de Tragtenberg.

[1] “A universidade está em crise. Isto ocorre porque a sociedade está em crise; através da crise da universidade é que os jovens funcionam detectando as contradições profundas do social, refletidas na universidade. A universidade não é algo tão essencial como a linguagem; ela é simplesmente uma instituição dominante ligada à dominação. Não é uma instituição neutra; é uma instituição de classe, onde as contradições de classe aparecem".
 
 
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Diego Luiz Bellizzi Villela [01/09/2009 - 23:25]
(Freelancer)


“No comunicado, a Facamp informou que pretende criar um curso pós-graduação em Jornalismo”

Lamentável. Tomou uma patada pela queda do diploma e ainda toma uma medida que vai ao encontro da decisão do STF, como quem diz que “uma pós já basta mesmo”.
 
 
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Aloísio Morais Martins [01/09/2009 - 23:19]
(Editor - Assistente-HOJE EM DIA - MG)


Também, com uma mensalidade de R$ 2 mil não há tatu que aguente. Tem mais é que fechar mesmo. Certamente não vai deixar saudade. Abaixo a exploração comercial do ensino!
 
 
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Alzimar Rodrigues Ramalho [01/09/2009 - 22:47]
(Professor-FEMA - Fundação Educacional do Município de Assis - SP - Assis)


E pessoal, que tal contextualizar um pouco mais, entender os fatos cfazendo a boa e velha reportagem?

Uma dica de pauta (básica, mas não apareceu ainda nas discussões: De quem é a A Facamp?
Ninguém falouaqui que funciona no campus da Unicamp. Quais são suas relações? E por aí vai. Que venha a pesquisa pornalística. Senão é só falação.

Abraços a todos, desculpa a pressa,

Alzimar



 
 
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João Alvares Otero Pontes [01/09/2009 - 22:45]
(Presidente-JORNAL CENTRO OESTE REGIONAL - SP - JAÚ)


Realmente é uma situação que preocupa. Acredito que para exercer a profissão não seja necessário o diploma, entendo que o jornalistas ou é formado numa boa escola, ou nas redações. Acredito que o mercado não será contaminado por profissionais incapacitados, mas a não exigência do diploma, vai forçar as escolas a realmente formar o profissional, ela vai ter que aplicar mais na sua grade, no currículo para dar formação necessária para o mercado de trabalho. O fechamento dessa escola considerada de alto nível, mostra que os cursos de jornalismo no Brasil, não estão ha altura da formação dos profissionais que saem das redações. Eles os responsáveis pelo curso não querem investir, não querem melhorar pois uma mensalidade de 2 mil reais é pra formar editorialista para os grandes jornais. Lamento esse desestimulo, mas com certeza é que a escola não quer investir no curso de jornalismo e não por falta de alunos que vai fechar. É o lucro fácil, o baixo custo, política encetada no Brasil .
 
 
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Amarildo Barbosa [01/09/2009 - 22:41]
(Freelancer)


Acoooooorrrrrrrda Oberdan. As grandes empresas de comunicação foram as principais interessadas na extinção do "canudo". Nem precisaram fazer força porque Gilmar "amém"des ficou vermelho sozinho.
 
 
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Tiago Cordeiro Ferreira [01/09/2009 - 21:56]

Uma faculdade que cobra DOIS MIL reais e depende de uma obrigatoriedade constitucional pra se manter não deveria nem ter sido aberta. Lamento pelos alunos que acreditaram em um curso tão novo, mas não vai fazer mais falta.

O diploma pode não ser mais obrigatório, mas não deixa de ser um diferencial. Se a faculdade não conseguir tornar o seu curso um diferencial atrativo é sinal de que jamais valeu a pena.
 
 
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Oberdan Leite Cosme [01/09/2009 - 21:35]
(Profissional Contratado)


Atitudes como essa é que faz a não exigência do diploma ganhar força, se as faculdades oferecerem um curso de qualidade, com várias disciplinas novas e interessantes, com as quais o aluno saia com bom embasamneto, é claro que terão mais chances no mercado. Contudo, cabe às empresas de comunicação boicotar a infeliz decisão do STF e exigir, cada
 
 
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Flávio Henrique Barros [01/09/2009 - 21:31]
(Freelancer)


Num sei não! Só vendo se havia declínio nas inscrições no referido curso ou se era um curso cada vez mais procurado.
 
 
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Fábio José de Mello [02/09/2009 - 06:02]
(Profissional Contratado)


Ótimo!Menos gente despreparada no mercado de trabalho.
 
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Ana Claudia Marques Govatto [01/09/2009 - 21:21]

Iniciativas tristes como a da Facamp, que é reconhecidamente uma instituição de qualidade, só reforçam a falsa ideia de que não há a necessidade de qualificação para exercer a profissão. Se não for por meio de uma universidade, como os jovens ingressarão no mercado de trabalho sem nenhum conhecimento técnico? Só se acessa uma pós-graduação tendo uma graduação. Portanto, a pós é para profissionais um pouco mais maduros. Um diploma de curso superior não é garantia de emprego, mas configura-se como uma passagem importante para o exercício da profissão.
 
 
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Pedro Vinicius Ferraz [01/09/2009 - 21:15]
(Profissional Contratado)


Deveria exigir diploma para deputados,senadores e vereadores...Mas se nem o presidente tem,que exemplo é esse né...
 
 
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