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A Globo se rende a Brizola

Eliakim Araújo



Fonte:Direto da Redação

Eu estava na TV Globo durante o primeiro mandato de Leonel Brizola à frente do governo do Estado do Rio. Entrei em maio de 83, pouco depois da posse do novo governo, e o jornalismo da Globo passava por uma grave crise de credibilidade, com seus repórteres e carros ameaçados nas ruas pela população. Pesava sobre a emissora a acusação de, junto com a Proconsult, empresa contratada pelo TRE para apurar os votos da eleição direta para governador do Estado, em 1982, tentar fraudar o resultado para dar a vitória a Moreira Franco, o candidato do regime militar, apoiado pela família Marinho. 

Vale esclarecer, para quem não se lembra ou para os mais jovens – que volta e meia mostram curiosidade em saber o que aconteceu de fato naquela eleição do final de 1982 -, que a emissora dos Marinho não tinha simpatia por Brizola, visto pela direita como um perigoso agitador que voltava de um exílio de 15 anos, decidido a recuperar seu lugar na política brasileira que os militares de 64 lhe haviam cassado.

Pois bem. Moreira era forte no interior e Brizola dominava o eleitorado na cidade do Rio de Janeiro. A Globo passou a priorizar a divulgação dos números do interior e já no final do primeiro dia de apuração os matemáticos da Proconsult estimavam a vitória de Moreira pela apertada diferença de 60 mil votos. Só que a Rádio Jornal do Brasil (Procópio Mineiro era o diretor de jornalismo) tinha montado um esquema com estagiários que somavam os votos do interior e da capital nos próprios mapas do TRE. E, com apenas dois por cento dos votos apurados, a JB já projetava a vitória de Brizola. 

Com base nos números da Rádio JB, Brizola botou a boca no trombone e questionou, ao vivo, o então diretor de Jornalismo da Globo, Armando Nogueira, sobre a discrepância entre os números que a emissora divulgava, com base na Proconsult, e os números reais colhidos nos mapas do TRE. Quase um mês depois, o TRE divulgava os números oficiais dando a Brizola a tranquila vitória com 34 por cento dos votos.

A Globo nunca o perdoou e preparou-se para dar troco. Durante todo primeiro governo Brizola (1983/86), os noticiários da emissora sistemáticamente divulgavam os números da violência no Rio, responsabilizando o governador por um crescente fenômeno social que hoje é a maior preocupação da sociedade brasileira. Mas não importava, o negócio era responsabilizar o governador do Estado. Os leitores mais velhos devem lembrar do velho Cid Moreira, com sua poderosa voz, anunciando diariamente em manchete no Jornal Nacional: “A violência no Rio”. Sem contar que, muitas vezes editoriais do jornal O Globo contra o governador eram lidos na íntegra na TV. Um verdadeiro massacre que daria frutos em futuras eleições. 

A vingança do império veio na eleição presidencial de 1989. Brizola era o favorito nas pesquisas. A Globo abraçou firmemente a candidatura Collor, um quase desconhecido ex-governador de Alagoas. Collor, com muito dinheiro e uma excelente equipe de marketing, criou o slogan de caçador de marajás. Comprou, de pequenas legendas, dois programas eleitorais de uma hora e ganhou de presente da emissora dos Marinho um Globo Repórter inteiramente dedicado a ele e à sua “caçada implacável aos marajás”. Os institutos de pesquisa começaram então a reverter a tendência do eleitorado, e em julho de 89 Collor disparava na frente, com o segundo lugar disputado voto a voto entre Lula e Brizola. No final, Brizola perdeu para Lula o direito de enfrentar Collor no segundo turno. Para se ter uma idéia, em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, Brizola teve só meio por cento de votos. Tivesse ele tido mísero um por cento dos votos paulistas e ele estaria no segundo turno contra Collor. E aí, com certeza, a história do Brasil seria outra. 

O que vi no Jornal Nacional da última terça-feira soou-me como um pedido de desculpas da emissora ao líder desaparecido. O tempo gasto com a cobertura da morte, desde o velório no Rio aos depoimentos de políticos em Brasília, a presença de um dos Marinho junto ao caixão, tudo pareceu uma penitência por tantas injustiças cometidas. Nos textos dos repórteres da Globo encontrei expressões como “Brizola, até o último momento, foi fiel às suas idéias e ao trabalhismo”, ou esta outra “ele dedicou sua vida política ao Brasil”.  

Mais do que um comentário, a coluna de hoje é um relato histórico do que testemunhei nos meus anos de Globo. Peço que os leitores me perdoem por trazer a público os fatos acima, muitos já do conhecimento geral. Mas é importante que a história reconheça o bravo guerreiro que ousou enfrentar o império e por isso não conseguiu galgar o mais alto posto da política brasileira. Brizola tinha dessas coisas, gostava de enfrentar poderosos e respeitar os humildes e excluídos pela sociedade. Coisa de uma geração de políticos, cujo ciclo se encerra com ele.

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Resposta a Eliakim





24/6/2004
 
Paulo Cesar Lima [30/06/2004 - 12:13]
(Freelancer)


Eliakim, vou ser direto e sem floreios : Achei o seu artigo extemporâneo, rancoroso, sem pé nem cabeça para esta altura do campeonato. Imagino que nem mesmo o Brizola o teria aprovado ou se sentido homenageado com suas palavras. Talvêz por estar fora do Brasil, você não venha acompanhando as discussões que por aquí temos feito a respeito da ética no jornalismo. (Vide o Observatório da Imprensa do querido Dines !)Pois bem... uma das questões mais enfocadas, têm sido exatamente esta : - Acusaçôes abstratas, sem apresentação de provas e/ou depoimentos que a justifiquem - meras e irresponsáveis opiniões pessoais, portanto, que alimentam a boataria e a fofoca, em detrimento da notícia, do fato. Olha, o Armando Nogueira e o Edson Ribeiro - Jornalista Responsável e Editor, respectivamente, do Jornal Nacional da época, estão aí. Por que você não os ouviu para, aí sim, tentar alguma novidade no texto ? O apresentado tem ares de revanchismo... Brizola estaria fora.
 
 
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Marcelo Machado Silva [25/06/2004 - 18:53]
(Editor-Chefe / Coordenador de Conteúdo-A TARDE - BA)


Caro Eliakim, não tive intenção crítica ao dizer que seu texto não trouxe novidades. Aplaudo a sua iniciativa de tornar público os já - superficialmente - conhecidos "deslizes" da Globo. Como já disse anteriormente, espero que outros ex-globais sigam o seu corajoso exemplo. O seu conceito subiu, pelo menos na minha opinião. Sorte!
 
 
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Lúcio Perez [25/06/2004 - 13:03]
(Assessor de Imprensa-Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais - MG)


Prezado Eliakin,
Realmente procedente o seu artigo. Parabéns. Todo brasileiro deveria conhecer a trajetória de personagens do quilate do Brizola. É admirável sua história. Eu fui um dos que admirava a história de Brizola. E tive a felicidade de assistir, em 82, a entrevista do Armando Nogueira com o Brizola, ao vivo, no JN. Realmente concordo que a história do Brasil seria outra caso Brizola tivesse ido ao 2º turno e não Lula, em 89. Ele estava preparado para enfrentar o que chamava de "filhote da ditadura". No mais, um abraço,
 
 
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Marcos Simões [25/06/2004 - 10:20]
(Freelancer)


Será que o jornalismo da globo passava por uma crise de credibilidade? E hoje? É só comparar com os outros telejornais. Se os carros não são apedrejados e os repórteres não são ameaçados é porque o povo está com a mente embebida na alucinógena programação global. A mais assistida! Novelas e programas pornográficos desviam a atenção da sociedade. Duas ou três novelas, antes do telejornal, e que deixariam Calígula envergonhado, alimentam a libido dos telespectadores. Quem consegue analisar, de forma precisa, as "nutícias"? Quanto a rendição global ao Brizola, como cita Carlos Eduardo, é muita hipocrisia.
 
 
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Otto Tesche [25/06/2004 - 00:08]
(Editor-GAZETA DO SUL - RS - SANTA CRUZ DO SUL)


Durou pouco tempo o sossego de Roberto Marinho lá no céu. Brizola terminou sua trajetória entre nós para seguir com a luta de acordo com os seus "idiais" e contra os "interésses" antinacionais, agora no outro lado. Apesar de muitos considerarem que "o último caudilho da política brasileira" estava ultrapassado no seu discurso, quem entre os brasileiros que atuam na vida pública conseguiu ir tão longe sem um único escândalo de corrupção ou outro problema que manchasse a sua vida pública? Um exemplo no qual os atuais parlamentares, governantes e detentores de cargos públicos deveriam se inspirar.
 
 
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Otto Tesche [25/06/2004 - 00:00]
(Editor-GAZETA DO SUL - RS - SANTA CRUZ DO SUL)


Durou pouco tempo o sossego de Roberto Marinho lá no céu. Brizola terminou sua trajetória entre nós para seguir com a luta de acordo com os seus "idiais" e contra os "interésses" antinacionais, agora no outro lado. Apesar de muitos considerarem que "o último caudilho da política brasileira" estava ultrapassado no seu discurso, quem entre os brasileiros que atuam na vida pública conseguiu ir tão longe sem um único escândalo de corrupção ou outro problema que manchasse a sua vida pública? Um exemplo no qual os atuais parlamentares, governantes e detentores de cargos públicos deveriam se inspirar.
 
 
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Eliakim Araújo [24/06/2004 - 23:56]
( Outros-DIRETO DA REDAÇÃO)


trazer o meu testemunho dos fatos, sobretudo para as gerações jovens. Não podemos permitir que a história seja contada por apenas um dos lados, e que lado poderoso!
Quanto à "rendição" da Globo, pretendi apenas destacar a unanimidade de virtudes de Brizola apontadas pelo JN de terça-feira. Tenho certeza de que jamais ela lhe atribuiria tais virtudes se ele vivo estivesse. Pode ser até que tenham comemorado intra muros a partida do guerreiro.
Um abraço a todos e obrigado pelos comentários.

 
 
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Basse Silber [24/06/2004 - 23:51]

Será que se rendeu mesmo? Por que então, na noite da morte, eles destacaram no Jornal Nacional os desacertos da Neuzinha no passado e o rompimento de um dos filhos com ele?
 
 
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Eliakim Araújo [24/06/2004 - 23:50]
( Outros-DIRETO DA REDAÇÃO)


Arcadio Vieira, um dos diretores da Proconsult , chegou a pressionar o nosso jornalismo. Brizola resolveu gritar antes que o suposto golpe pudesse se concretizar. E à noite, entrou ao vivo na transmissão da Globo, e deixou o diretor Armando Nogueira contrangido diante de seus argumentos. Em maio, cinco meses depois, eu estava no jornalismo da Globo, e pude testemunhar a crise de credibilidade que a emissora vivia. Carros de reportagem eram apedrejados e os repórteres ameaçados pelos brizolistas. Foi nessa época que surgiu o famoso bordão : "o povo não é bobo, abaixo a rede Globo". Foi um período dificil para os jornalistas da Casa. a maioria talentosa e com boa visão crítica do momento político que atravessávamos. Curiosamente, na redação da Globo naqueles anos de 83 a 86, talvez houvesse uma supremacia de brizolistas. Bom antes que digam que não estou trazendo nenhum fato novo, encerro por aqui. Rose Vitaly entendeu o espírito do texto:
 
 
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Eliakim Araújo [24/06/2004 - 23:39]
( Outros-DIRETO DA REDAÇÃO)


Prezados, pode ser que o meu relato não seja novidade para muitos de vcs. Entretanto, quando escrevemos devemos pensar sempre que muitos, talvez a maioria dos que estarão lendo, não tiveram acesso aos fatos. Vivenciei o episódio Proconsult dos dois lados. No final de 82, durante a apuração, eu estava na Rádio JB, que armou um sistema de apuração simples mas eficiente. Contratou um monte de estagiários que foram colocados em mesas improvisadas nos corredores do prédio da Av. Brasil. Cada um tinha uma máquina de somar manual e ali iam totalizando os votos urna por urna, seção por seção, interior e capital. No final do primeiro dia de apuração, com apenas 2 por cento dos votos apurados, a Rádio JB pode projetar a vitória de Brizola. Enquanto isso, a Globo, com um super aparato montado, privilegiando os números do interior, onde Moreira Franco era mais forte, projetava a vitória de Moreira.
 
 
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Rose Vitali Ferreira de Silva [24/06/2004 - 23:10]
(Diretor-IZO Cinevídeo - SP)


Este texto do Eliakim serve para aqueles que eram muito jovens e que tinham dúvidas sobre os dois lados da história. Deixa tudo mais claro, sem dúvida! Nós que somos deste tempo, só vemos confirmado o que já sabíamos.
Não acredito é que a Globo tenha finalmente se rendido à Brizola. A Globo sempre soube o poderio que Brizola tinha "na língua". Inteligente, sagaz e bem-humorado, imagino uma próxima Eleição sem a sua irreverência nos debates e mesmo nos Programas Partidários e Campanhas Políticas. Ele dava um "quê" especial. Ladino, Brizola parecia destramelado, parecia não pensar no que falava, mas ao contrário, foi um dos mais lúcidos dentro da sua forma de fazer política. A Globo não perdeu foi a chance de fazer uma excelente matéria sobre uma das maiores figuras nacionais. Ninguém venceu ninguém. Roberto Marinho foi embora primeiro;agora Brizola e a Globo não deve perdurar para sempre, pelo menos na mesma posição. Assim é o jogo da Vida: tem começo, meio e fim.
 
 
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Maurélio Menezes [24/06/2004 - 22:11]
(Professor-UFMT - Universidade Federal de Mato Grosso - MT)


Eliakim
Duas questões sobre sobre suas lembranças:
- Será que a Globo se rendeu mesmo ao Brizola? Uma análise do tamanho da cobertura indica que sim. Uma leitura das entrelinhas do texto diz que não. Sobre 82, por exemplo, enfatizou o fato de a Proconsult, numa sindicância ter sido considerada "apenas desorganizada".
- Será que Brizola era mesmo o inimigo visceral da Globo? Numa entrevista à revista Imprensa, Roberto Marinho afirmou não e que "o engenheiro foi a pessoa que mais almoçou com ele na Globo de 83 a 86". Isso nunca foi desmentido.
Apesar disso, até os adversários devem reconhecer. Com a morte de Brizola, o Brasil perdeu seu mais legítimo contestador. Ou há alguma dúvida que neste exato momento ele está em algum lugar batendo boca com o Tancredo, Medici, Ulisses, Covas, Montoro e outros? Alias, sobre o "Brizola Contestador", Lula mostrou que tem mesmo sorte: um ano de eleição livrou-se, ele sim, de um inimigo visceral, de alguém disposto cobrar as promessas esquecidas.
 
 
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Marcelo Machado Silva [24/06/2004 - 19:55]
(Editor-Chefe / Coordenador de Conteúdo-A TARDE - BA)


Apesar de não trazer nenhuma novidade, o texto de Eliakim Araújo vale pelo (talvez) ineditismo: um ex-global botando a boca no trombone, de certa forma. Ele poderia relatar outros fatos, e outros ex-globais poderiam seguir o seu exemplo. Seria bacana para analisarmos e debatermos o negro passado da Globo, que mereceu até aquele documentário da BBC. Na última eleição presidencial, a referida emissora adotou uma linha relativamente sutil. Sabia que deveria maneirar com Lula, o virtual eleito. No fundo, no fundo, pouca coisa mudou. O que importa é estar abraçado ao poder. Sobre os áureos tempos do Império do Mal, duas observações: Brizola foi uma voz solitária e corajosa contra os Marinho; é triste constatar que Armando Nogueira participou das passagens mais vergonhosas da Globo (Hoje, não passa de um cronista esportivo piegas, metido a poeta. E tem gente que gosta...)
No mais, que Brizola descanse em paz. Ele merece!
 
 
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Delmar Marques [24/06/2004 - 18:07]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)


Brizola...ah... Brizola... nosso governador, o mais jovem do Brasil, engenheiro de 40 anos, que faria reforma agrária no Rio Grande latifundiário e privatizaria a Light depositando simbólico Cr$ 1,00 pela empresa. Kennedy teve um chilique, recebeu Jango de cara amarrada enquanto liberava recursos para financiar o golpe que o derrubaria. Do resto vcs já sabem, a História do Brasil mudaria a partir do seu gesto provocador. Ele simplesmente fez as contas e mostrou que a empresa já tinha remetido ilegalmente para o exterior recursos em valor superior ao seu valor patrimonial. Então, estava paga. Ele só tomou posse. Se um Presidente da República ousasse imitá-lo nossa dívida externa seria zerada e tomaríamos conta da maioria das empresas estrangeiras operando no país. Mas como enfrentar os porta-aviões com seus jatos equipados com mísseis nucleares, cada uma dessas máquinas de guerra avaliada US$ 60 bilhões? Um país dominado pelo medo lhe negou o poder. A ele, nunca faltou coragem.
 
 
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Carlos Eduardo Pestana Magalhães [24/06/2004 - 16:47]
(Profissional Contratado)


É, é mais fácil e politicamente correto se render a alguém que já morreu. Continuar inimigo de um cara como Brizola seria transformá-lo num ente divino, uma espécie de deus. E aí, a Globo não poeria fazer mais nada. Não se mata um deus. Che Guevara que o diga. Hoje é o maior líder popular da América Latina, mais forte do que quando era vivo. Politicamente falando, foi o maior erro da "inteligência" ianque matá-lo. Se tivesse sido preso, não haveria lenda, talvez a história fosse outra. Vai saber. Com essa atitude, a Globo sai por cima, mostra um respeito que ela nunca teve por Brizola e por todos que lutaram e morreram na luta contra a ditadura. Uma hipocrisia tão grande quanto o politicamente correto. Pura manipulação da informação, como sempre ...
 
 
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Tiago Aramayo Cruz [24/06/2004 - 15:56]
(Estudante)


É uma pena a morte do Brizola. Fico imaginando como estaria a minha vida hoje, se ele tivesse sido eleito para presidente. Apesar de ser meio radical, ele tinha uma boa intençao (ao meu ver)....
 
 
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Gloria Maria Figueiredo [24/06/2004 - 11:55]
(Freelancer)


ELIAKIM, você me tirou um grande pêso do coração ; a sua palavra prá mim sempre foi respeitada e muito, eu lhe agradeço por essa matéria tão bonita, tão justa !palavras essas que enobrecem quem as diz, você acaba de sossegar a dor de alguns, que sentirão saudades de homens como Brizola,que possuia algo muito raro : convicção ,- no que dizia, no que falava e naquilo que fazia . Não importa que haja concordância ou discordância, ele se foi para sempre e ,pelo que se vê,ainda vai aparecer (?) alguem, algum herói,quem sabe ? que possa obter o amor do povo brasileiro,porque, com certeza, só através desse amor essa pessoa poderá obter vitórias...para nós, brasileiros ! Pra você,grande amigo, meu abraço e meu desejo de felicidade ! GLORIA
 
 
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