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O jornalista Lourival Sant’Anna, repórter especial do Estadão, apagou uma velinha nesta segunda-feira. Há um ano, o jornal publicou o glorioso desfecho de sua jihad pela informação (lembro que a palavra árabe, muito usada como sinônimo de Guerra Santa, significa “esforçar-se”, “esforço”, em sua concepção primordial).
Lourival foi o único jornalista do Brasil e um dos poucos do mundo a entrar no Afeganistão e entrevistar os líderes taleban, depois dos atentados de 11 de setembro, nos Estados Unidos. Foi o primeiro jornalista ocidental a fazê-lo.
É grande a tentação de interpretarmos o feito como uma aventura insólita como os contos das Mil e Uma Noites.
Mas ninguém por aqui tem a vocação de Cheherazade. Distração, vá lá; ilusão se compra em outras tendas. A verdade é que o furo de Lourival foi construído no tabuleiro do raciocínio e do planejamento. Oriental por oriental, fico com o jogo de xadrez para ilustrar a façanha.
As paisagens e os olores exóticos só reforçaram a retaguarda moral do jornalista, fundada na disciplina tão a gosto dos guerreiros que, vez por outra, confundiam-no com um nativo do deserto.
No entanto, os movimentos do tabuleiro, por si só, seriam insuficientes para conduzi-lo ao paraíso. Era preciso mais para fazer cair o véu.
Iqbal Afridi, o guia que Lourival conheceu em Islamabad, capital paquistanesa, deixou-se subjugar pela magia do comportamento e, com a ajuda de amigos e parentes de considerável influência, aliou-se ao repórter em sua busca pela verdade. Ou, antes, como prefiro dizer, pela verdade dos taleban.
Seja em Ouro Preto, seja em Nuuk, na Groenlândia, respeito e gentileza são alimentos que satisfazem a empatia.
Judeus, palestinos, talebans, mujahedin (“combatentes da liberdade”, veteranos que participaram da expulsão dos soviéticos do território afegão), al-Qaeda, professores “moderados” das universidades, professores das madrassas (escolas teológicas onde se formaram os taleban), sunitas, xiitas, wahabitas, pashtuns (da etnia que habita o Paquistão e predomina nas terras do centro-sul do Afeganistão - corresponde a 40% da população deste país)... “Omares”, “Mohammads”, “Amires”... O espaço é pequeno e a história é muito longa para ser contada aqui.
Concedo-a, sem remorsos, ao excelente “Viagem ao Mundo dos Taleban”, livro escrito por Lourival para a coleção Vida de Repórter, da Geração Editorial.
Só digo que, naquele 11 de setembro, o peregrino calçou suas sandálias, ao calor da perplexidade de seus colegas do Estadão, e rumou para a sagrada informação que vicejava em meio às pedras de Jerusalém.
De lá, foi para o Paquistão, e ao cabo de outras andanças, para Spin Boldak, cidade fronteiriça em pleno território afegão. O ambiente era de poucos (mas fidelíssimos) amigos: em obediência a uma fatwa (decreto religioso), os afegãos deveriam matar todo e qualquer estrangeiro que cruzasse o seu sofrido caminho. O lema de Lourival: “Vamos encontrá-los antes que eles nos encontrem”.
Assim seria. Na dianteira, um comerciante da região, amigo do motorista e intérprete Iqbal. Vencida a barreira do bloqueio na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão - não sem uma primeira tentativa fracassada -, Lourival entrevistou três governantes do regime taleban: os maulanas (teólogos) Ruzi Khan Akhond, comandante militar do sul; Razak Sab, administrador de Spin Boldak; e Zaher Sab, comandante supremo da região.
O jornalismo e a história colheram, pois, os frutos melífluos plantados em solo acre durante quase um mês.
A entrevista com os líderes taleban adornou uma carreira das mais fecundas.
Lourival surpreende aqueles que só conhecem o seu labor.
É extremamente jovem para ter conquistado o que conquistou. Aos 35 anos, já pode dizer que empunhou a brida de um jornal como o Estado de S. Paulo - numa fase castigada pela tormenta, à saída do então diretor de redação, Pimenta Neves.
Admirável.
Lourival Sant’Anna nasceu em Goiânia, de família paulista. O Jornalismo ele fez na Universidade Federal de Goiás. Chegou a estudar Filosofia, num mestrado iniciado em Goiânia e continuado em Porto Alegre (UFRGS) e em São Paulo (USP). Deixou para trás seus estudos formais sobre a faculdade da imaginação de Immanuel Kant. “Não queria me dedicar a esse trabalho acadêmico intelectual, solitário”.
Descobre, nesse meio tempo, que há uma vaga na Folha de S. Paulo. Trabalha como repórter da Agência Folha (89) e resolve seu dilema entre o texto e a fotografia.
Agora, estamos em 1990: Lourival fica sabendo, por uma amiga, de uma oportunidade na seção de Internacional do Estadão. O editor Ernst Weber, alemão, simpatiza com o jovem que fala o idioma de Nietzsche e (lembra?) de Kant. “Weber foi meu mestre no texto jornalístico”.
A estrela sobe. Entre tantas, Lourival entrevista Yasser Arafat e, em meados de 93, passa em um teste da BBC. Em Londres, também escreve para o Estadão.
1995. Volta ao Brasil e torna-se editorialista do jornal. “O editorialismo do Estado é um centro de excelência”. Rende loas a seus mestres-colegas Antônio Carlos Pereira, Oliveiros S. Ferreira, Rolf Kuntz, Fábio Pahim Jr., Leonardo Trevisan, Márcia Guerreiro e ao coordenador do grupo, Ruy Mesquita.
Pimenta Neves convida-o, em 98, para ser repórter especial. O peixe está na água. “Não gosto de editar. Edito, mas não gosto da rotina, prefiro a reportagem”.
Dois anos depois, assume as prerrogativas de editor-chefe do Estado, logo após a saída de Pimenta Neves. Ainda em 2000, visita a cunhada em Atlanta e aproveita para dar uma passada na CNN. O jornalista Sérgio Oliveira chama-o para ser o número 2 da rede no Brasil. Lourival aceita e passa a editar. Mas, sem estímulo, permanece por apenas três meses; deixa a emissora e retorna ao ninho do Estadão.
Referi-me, linhas atrás, às surpresas que o jornalista naturalmente provoca em quem acaba de conhecê-lo. Falei da juventude, mas não é só. Também chama a atenção a grata simplicidade, a par de alguma timidez. As palavras vêm e, por alguns instantes, se assenhoreiam do ambiente, plácidas e cordiais. As pausas dão as mãos a um silêncio reflexivo. Quando a história se compõe, já não estamos lá: entrevistador e entrevistado palmilham juntos os solos sagrados, de volta à história que deverá perdurar, se o mundo o permitir. Eis a conversa com Lourival Sant'Anna:
José Paulo Lanyi - Quando você ficou na marca do pênalti, só você e o goleiro, o gol enorme ali, o que você pensou na hora?
Lourival Sant'Anna - Eu queria entender o que era o taleban. Minhas perguntas foram no sentido de tentar compreender a visão de mundo deles. Muitas coisas estavam esclarecidas, em relação ao motivo pelo qual eles não entregavam Osama Bin Laden - eles exigiam provas. A posição política estava muito bem delineada, então me concentrei em fazer perguntas que mostrassem qual era a visão de país que eles tinham, a agenda política interna deles, por que eles queriam governar o Afeganistão, que peso a religião tinha nessa visão de mundo, se eles achavam que a religião dava conta de tudo na vida...
JPL- Havia uma atmosfera de ameaça por parte dos próprios entrevistados. Em algum momento você achou que uma simples ordem deles poderia significar o fim de Lourival Sant’Anna?
LS- Não, desde o momento em que eu cruzei a fronteira, aconteceu comigo o que acontece com todo mundo nessa circunstância: eu esqueci de mim mesmo. Fiquei tão concentrado no que estava vendo que esses aspectos eu não levei em conta. Já tinha planejado tudo, tinha definido os limites da minha ação, meu objetivo, não precisava repensar, rediscutir nada, estava tudo acertado. O objetivo era entrevistar os taleban, ver o Afeganistão e conversar com quem fosse possível, sem que isso representasse o fim da reportagem.
JPL- Mas havia um perigo que envolvia sua própria vida. Nesses momentos, você se distancia do Lourival Sant’Anna “com RG” e passa a ser o repórter custe o que custar, sem pensar em outra coisa?
LS- É a mesma pessoa, não existe nenhum conflito entre essas duas pessoas. O repórter Lourival Sant’Anna é movido pela curiosidade do homem Lourival Sant’Anna. Eu só sou repórter porque tenho essa curiosidade. Com relação à segurança, eu acredito muito em planejamento. Tive três semanas para discutir com os meus guias como é o temperamento dos taleban, como eles reagiriam numa condição como essa. Agora, a população local era uma coisa muito mais imprevisível. Por isso mesmo, não tive contato com ninguém desconhecido. Só tive contato com um comerciante que era conhecido, de confiança. Claro, sempre existe o imponderável, mas isso existe aqui em São Paulo...
JPL- Você é uma pessoa calma?
LS- Muito calmo.
JPL- A sua formação filosófica contribuiu para isso?
LS - Ao contrário. Porque eu tenho um lado bastante reflexivo é que eu busquei a filosofia. Tinha uma curiosidade intelectual muito grande em relação a como ordenar o pensamento e colocar as coisas na ordem em que elas devem estar. A causa antes do efeito, saber o que é causa e o que é efeito, e não misturar as coisas.
JPL- Você tem alguma orientação religiosa?
LS- Não, eu não acredito em Deus.
JPL- Como é que você se confronta com isso no contato permanente com pessoas tão arraigadas na religião, como é o caso dos taleban?
LS- Isso me ajudou porque, não tendo nenhuma convicção em relação a isso, eu não me inflamava. Eu tenho uma enorme curiosidade pelas religiões (...) Aliás, o fato de eu não ter grandes convicções, nem políticas, nem ideológicas, nem religiosas, nem de qualquer outra coisa, tem sido uma vantagem para mim. Porque eu não me inflamo, mantenho uma distância das coisas, sou bastante cético. A única coisa que gera mais emoção para mim é a situação do homem comum. Por exemplo, os pais que eu vi no Afeganistão zanzando de um lado para o outro, uns indo para um lado, outros indo para o outro, procurando uma saída, porque as fronteiras estavam seladas e o bombardeio ia começar. Isso me toca.
O Mundo
JPL- Como está o mundo hoje, um ano depois da publicação daquela entrevista histórica?
LS- Eu acho que o mundo está mais parecido consigo mesmo. Porque os ressentimentos que existiam naquela região se aprofundaram. A tendência deste atual governo americano rumo ao unilateralismo também se aprofundou. O conflito árabe-israelense se acirrou. Portanto, não houve uma mudança de rumo. O mundo caminhou, talvez a passos mais rápidos ainda, para a mesma direção para onde estava indo. O bombardeio americano no Afeganistão consolidou a sensação que os afegãos têm tido nas últimas décadas, de que o seu destino tem sido moldado pelos interesses primeiro da União Soviética, depois dos Estados Unidos, que disputaram a influência sobre aquela região. Não vejo nenhuma mudança fundamental em relação a esse assunto.
JPL- Qual deverá ser o grau de comprometimento dos países do Oriente Médio em vista de um possível ataque dos Estados Unidos ao Iraque?
LS- Eu acho que o presidente George W. Bush não encontrará a receptividade que o pai dele encontrou dez anos atrás no mundo árabe e no mundo muçulmano em geral, porque havia um motivo dez anos atrás, que era a invasão do Kweit, de um outro país árabe. Hoje, para os árabes e para os muçulmanos o motivo parece vago. Esse tema da inspeção das armas de destruição maciça é pelo menos polêmico, controverso. Não é como uma invasão num país vizinho, que é algo inquestionável. Parece muito um pretexto. Existe uma agravante que é a situação em que está o conflito árabe-israelense, a linha seguida pelo governo israelense, cujo primeiro-ministro procurou aproveitar justamente o 11 de setembro para destruir a infra-estrutura do governo palestino. Isso é visto com muita indignação pelos árabes e muçulmanos.
JPL- A resistência européia pode conter essa guerra, pode conter George W. Bush?
LS- Eu acho que não, o ímpeto americano é incontível. Os únicos que podem conter o Bush são os próprios americanos. Se ele sentir que um ataque ao Iraque possa representar um revés político interno, só por isso é que ele não o faria. E é o que ele está medindo nesse momento. Nos Estados Unidos, hoje se especula que o ataque pode ocorrer só depois da eleição. Demonstra que no momento, ele [Bush] acredita que falar do ataque é bom eleitoralmente, para essa eleição, mid-term election, agora em novembro, no congresso americano. Falar de guerra é bom eleitoralmente, mas fazer a guerra talvez não seja, porque uma coisa é você bombardear de cima, outra coisa é você se engajar num conflito no terreno, uma guerra de guerrilha que pela própria estimativa americana produz 30% de baixa.
JPL- E eles já não têm experiências tão favoráveis assim...
LS- Exatamente, desde o Vietnã, passando pela Somália, eles tiveram traumas. Para os americanos vai ser difícil explicar porque é do interesse do país ver soldados americanos morrendo num país distante. Os Estados Unidos estão tentando estabelecer a ligação entre o que aconteceu no dia 11 de setembro do ano passado com a chamada ameaça iraquiana, mas essa ligação é tênue, não está provada, e disso depende a decisão do Bush de levar adiante esse plano.
JPL- Se os Estados Unidos realmente empreenderem essa guerra à revelia da ONU...? Como é que fica a ordem mundial? Seria apenas um atropelo a mais?
LS - Seria apenas um atropelo a mais. Israel, desde 1967, tem ignorado as resoluções da ONU que exigiram a sua retirada dos territórios ocupados. Em 67 e em 73. Israel é um grande aliado dos Estados Unidos, que têm feito muitas coisas usando as resoluções da ONU como pretexto, como no caso da Bósnia, do Afeganistão e do Iraque, mas quando é interessante os Estados Unidos ignoram as resoluções, como no caso de Israel.
JPL- Mesmo que haja um veto do Conselho de Segurança?
LS - O que vai acontecer, caso eles não cheguem a um acordo nas negociações que estão acontecendo neste momento, é que os Estados Unidos não vão se submeter ao Conselho de Segurança, para não chegar a um veto. Na pior das hipóteses, os Estados Unidos não terão o respaldo de uma nova resolução da ONU para atacar o Iraque, mas terão respaldo de outras resoluções que não falam em ação militar, mas que obrigam o Iraque a facilitar as inspeções. Não vai ser uma coisa frontalmente contrária ao desejo do Conselho de Segurança. O que o presidente Bush acredita, e os seus estrategistas, é que, ao ampliar a ameaça para o mundo todo (...), um eventual ataque ao Iraque servirá como um fator de dissuasão para qualquer outro país que ouse enfrentar os Estados Unidos. Seria um ataque para não ter que atacar mais. Essa seria a doutrina. Você faz uma coisa que serve de recado para todos os outros. Se o recado for firme o suficiente, você não precisará recorrer a isso mais. Agora, a sensação que a gente tem, pelas atitudes do presidente Bush, é a de ele realmente quer atacar o Iraque.
JPL- Ele está seguindo os preceitos do pai?
LS- Como disse uma vez o ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia, numa entrevista, o Saddam Hussein é um espinho atravessado na garganta da família Bush. Então ele tem esse motivo pessoal, mas tem outros também. Ele tem conseguido, ao longo desses últimos meses, desviar a atenção da opinião pública doméstica em relação aos problemas econômicos americanos, que inclusive são problemas que o constrangem, a ele, ao seu vice-presidente [ Dick Cheney] e ao seu ministro de Defesa [Donald Rumsfeld], que têm tido ligações com empresas e têm estado sob suspeita... O establishment empresarial corporativo americano está em crise, por problemas contábeis e tal. Então ele tem conseguido desviar a atenção da opinião pública doméstica e também da opinião pública internacional. Eu estava lá cobrindo a Rio+10, em Joanesburgo, e os Estados Unidos, que não ratificaram o Protocolo de Kyoto e não queriam o compromisso com metas específicas nessa conferência, estavam todos os dias soltando balões de ensaio sobre planos do Pentágono para atacar o Iraque, e com isso a própria imprensa européia dava muito mais destaque ao tema iraquiano do que ao tema de Joanesburgo, onde o Collin Powel foi vaiado.
JPL- Os Estados Unidos conseguiram controlar a configuração do terrorismo mundial, conter todo o processo terrorista a ponto de a gente não ter atentados, como se esperava que haveria?
LS - De jeito nenhum, o Afeganistão era importante para al-Qaeda, ali ela tinha um santuário, tinha campos de treinamento e bases de operações. Mas a tomada do Afeganistão não representa o fim da al-Qaeda, uma rede muito horizontal. Ela não tem uma estrutura vertical, não tem um centro de comando no sentido militar. Portanto, nesse sentido não havia nada de muito físico para destruir. Al-Qaeda é uma rede de pessoas, de veteranos da guerra do Afeganistão que se encontraram nas mesquitas do mundo inteiro e levam mensagens entre si, geralmente dessa maneira, pessoalmente. Nunca usou muita comunicação eletrônica, nunca fez nada muito ostensivo, e continua operando assim.
JPL- Você acha que o Bin Laden está vivo?
LS- Eu acho que ele está vivo, na área tribal ao longo da fronteira, uma área autônoma. Está tecnicamente em território paquistanês, mas é autogovernada pelos pashtuns que estão lá e que têm uma lealdade absoluta. Não adianta você oferecer milhões de dólares para uma pessoa delatar o Osama Bin Laden, porque ele está cercado de homens que juraram morrer antes que ele morresse, morrer por ele, e qualquer pessoa que o delatasse não sairia viva para gastar esses milhões de dólares. É fútil oferecer dinheiro.
JPL- O dinheiro seria a única forma de se chegar ao Bin Laden?
LS - Eu acho que sim. É uma sociedade em que a informação é muito controlada, a lealdade é muito forte. Você não sobrevive fora dessa sociedade. O controle familiar, mais que social, é muito forte. Os laços familiares valem tudo, definem com quem você vai se casar, o que você vai ser. Tudo o que você vai fazer são seus pais, seus tios que definem. É como um passarinho, se você tirá-lo da gaiola ele não sobrevive. Os pashtuns do meio rural não fazem rupturas com a sua família, ainda mais por um motivo torpe como esse, porque eles realmente admiram Osama Bin Laden, que exerce muito carisma sobre a população. É uma traição muito difícil de se consumar.
JPL - A gente esperava muitos ataques terroristas depois da reação dos Estados Unidos aos atentados. Por que esses ataques não sobrevieram?
LS - Porque a infraestrutura da al-Qaeda estava sob um pesado fogo. Eles precisam se reestruturar agora. E os Estados Unidos estavam num altíssimo nível de vigilância, os terroristas acreditaram que não valia a pena desperdiçar operações, as chances eram muito pequenas. Uma característica do terrorismo é o elemento-surpresa, eles preferem esperar a guarda baixar, e vai baixar porque nenhum país, principalmente um país democrático e livre como os Estados Unidos, tolera um nível de alerta, de vigilância permanente e indefinidamente. (...) Mais cedo ou mais tarde os terroristas vão encontrar a oportunidade. Depois de terem refeito a sua rede, eles vão voltar a atacar, com certeza.
É isso, leitor. Cá comigo e com os ecos de meu juízo sobre as religiões e os nossos preconceitos, penso que os muçulmanos que seguem a pia doutrina do Corão - e tão-somente esses- deverão desejar , conforme nos ensina Malba Tahan, na apresentação de As Mil e Uma Noites, em um belíssimo trabalho da Ediouro: “La, la, la, stagfer Allah!” (Não, não, não, Deus não consentirá!). Schoolfellow kersey colposcope soliped poikilopicria grading multiaddress micropulsation transloading homelike; disruptive. bextra
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