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IVC mostra queda geral na circulação

Milton Coelho da Graça (*)

A ANJ – Associação Nacional de Jornais – tem afirmado que os jornais brasileiros não estão sofrendo com a crise, mas os números do IVC de janeiro não dão razão para otimismo. Excluindo-se os números razoáveis dos gaúchos, as médias diárias de dez jornais brasileiros apontam uma tendência de queda preocupante.
 
Comparem aí em baixo:

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Papel era bom até como lanche 
João Ribeiro foi um (ótimo) editor de ÚLTIMA HORA, o jornal de Samuel Wainer nas décadas de 50 e 60. Enquanto fechava a edição, Ribeiro comia várias laudas aproveitadas de sobras de bobinas para uso na redação (naquele tempo, rapaziada, as matérias eram datilografadas!).
 
Hoje Ribeiro estaria a caminho de morrer de fome. Com o computador, o papel sumiu da redação. E, no futuro, talvez desapareça inteiramente, junto com as rotativas e as oficinas.
 
A Associação Americana de Editores de Jornais anuncia mudança de nome no próximo mês. A palavra “newspaper” (jornal) será substituída por “news” (notícias) simplesmente – “para reconhecer a crescente importância das organizações noticiosas on-line e dos bloggers”, segundo um de seus dirigentes. Mas está com jeito de preparação para um dia dizer “adeus, papel”.

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No creo em brujas pero que las hay...
Quatro diários do estado de Tennessee, EUA, fizeram um acordo de cooperação, cuja espinha dorsal é formar uma “agência” para distribuir o mesmo material editorial a todos. Aqui nossos maiores jornais do Rio e de São Paulo já fazem isso há muito tempo, distribuindo noticiário econômico, nacional etc. para jornais de outras cidades. 
 
Na negociação do Globo com os controladores do Estadão, um dos pontos discutidos – segundo uma antiga raposa do ramo - teria sido a possibilidade de um acordo semelhante com atrativa redução de custos nos dois lados. Os dois jornais fundiriam sucursais no Brasil e no exterior, mantendo redações separadas apenas para a área de opinião, noticiário local e matérias especiais. Globo e Estadão sequer confirmam qualquer conversa sobre qualquer  negociação.

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Uma curta pensata sobre nós mesmos
Esta mensagem, enviada por uma das mais competentes assessoras de imprensa, resume o que venho ouvindo de muitos outros companheiros. Não comento, apenas passo adiante porque ajuda todos nós a pensar sobre os rumos e "progressos" tecnológicos da profissão.
 
"Estou muito decepcionada com a imprensa, está muito contaminada, difícil de lidar, e voce vai entender meus motivos. O surgimento dos sites, que deveria ser um plus na comunicação, desvirtuou o contato com os leitores. A velocidade da notícia passou a ser mais importante que a veracidade. A matéria vai ao ar, dá suite em todos os outros, nos programas de tv e faz pauta para o dia seguinte, se transforma em verdade verdadeira. Não adianta desmentir, pedir retificaçào, eles ignoram, e temos de conviver com as mentiras que prejudicam, e muito, o trabalho que exercemos. Eu cansei.  Mas vamos levando, com esperança de que possa mudar"...

(*) Milton Coelho da Graça, 78, jornalista desde 1959. Foi editor-chefe de O Globo e outros jornais (inclusive os clandestinos Notícias Censuradas e Resistência), das revistas Realidade, IstoÉ, 4 Rodas, Placar, Intervalo e deste Comunique-se.

** Atualizada em 10/03.




9/3/2009
 
Cláudio Neves [16/03/2009 - 11:58]
(JORNALISTA NÃO LOCALIZADO-ALICERAMOS.COM - RJ)


Se trilharmos o caminho inverso para descobrirmos quando foi que os veículos iniciaram sua trajetória rumo à obsolescência, poderemos constatar que a ausência de criatividade é apenas consequência e não a razão desse estado de coisas. Tudo começou bem lá trás quando internet ainda era um sonho louco de uma noite de verão na cabeça de seus idealizadores. Todos os veículos de comunicação desde sempre produziram conteúdos unilaterais, cujas informações sempre seguiram a velha fórmula comunicador => receptor. Com a introdução do conceito de interatividade, os meios de comunicação tradicionais aproveitaram a internet para tentar emcapar seu próprio conceito de interatividade. Além de não terem evoluído, e nem se posicionado corretamente no século 21, cometeram a arrogância de achar que poderiam subverter as novas formas de comunicação que a internet impunha. Ou seja: queriam (e se deram mal) que neste novo século os leitores seguissem passivamente consumindo suas "verdades".
 
 
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Alberto Chammas [12/03/2009 - 22:19]
(Colunista / Comentarista / Crítico-PORTAL IMPRENSA - SP)


Fotos iguais, colunistas previsíveis, porém bons. Perguntaram o que o leitor quer?
Existe uma política de leitura? Será que os problemas da população são tratados como espera ser tratado por um jornal?
O público muda, se transforma e o jornal quando fala em mudança, muda sua cara. Plástica resolve? Talvez venda mais, mas até quando?
O jornal não está em crise, existe sim falta de criatividade de comando. Falta chefia e motivação interna.
Alberto Chammas
AQUECE COMUNICAÇÃO LTDA.
Não sou mais da ECEL faz tempo, já alterei meu cadastro, mas continua a aparecer.
 
 
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Tiago Tavares Matias [12/03/2009 - 11:19]
(Estudante)


Estamos em período de crise também nos meios de comunicação, as notícias são parecidas e os pontos de vistas estão desaparecendo, deixando as notícias sem um opinião mais diversificada. Espero que possamos recuperar a hegemonia dos tempos em que uma opinião confrontava com a outra.
 
 
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Yara Verônica Ferreira [11/03/2009 - 16:47]
(Freelancer)


Realmente anda difícil de se querer ler mais de um veículo de comunicação, porque, infelizmente, não há diversidade. Parece até, el algumas notícias, que foram feitas cópias das reportagens e reproduziram em todos os veículos. Um pouco, talvez, das repetidas encontradas nos textos pode-se culpar o famoso formato do lead, que acaba uniformizando a composição das frases. Uma pena, já que nossa língua é rica e poderia ser melhor trabalhada.
 
 
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Caro usurio, esse espao foi criado para que voc opine e discuta com outros jornalistas o artigo que acabou de ler.


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