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ARTIGO: O assessor de imprensa digital

Rodrigo Capella*

Com as novas tecnologias e ferramentas, não é precipitado afirmar que os melhores profissionais de comunicação estão inseridos em uma esfera totalmente digital, constituída, principalmente, pelo Twitter, Facebook, blog, Listal, Delicius, Orkut, YouTube e MySpace, entre tantas outras social medias.

Isso porque as marcas e empresas têm a necessidade de, inicialmente, proteger suas identidades e propriedade intelectual e, em um segundo momento, faz-se necessário manter a reputação, se aproximar dos consumidores e traçar estratégias para interagir e conquistar um novo público.

Para que isso ocorra, há um cenário totalmente favorável. Pesquisa da Nielson Online aponta, por exemplo, que no Brasil mais de 80% dos usuários de internet já frequentam redes sociais, um número maior do que a média mundial, que é de 67%.

Outros resultados deste estudo também sustentam os investimentos neste universo tecnológico. No mundo, as pessoas ficam conectadas 11 horas por dia na internet e dedicam apenas uma hora às redes sociais. Já no Brasil, o número surpreende: a cada quatro horas, uma é dedicada às social medias.

Ouvir é o mais importante
Neste contexto, o papel do assessor de imprensa é importantíssimo para que alguns eventuais desvios não ocorram. O primeiro é a falta de clareza nas mensagens e a tentativa de enganar o consumidor. Recentemente, um grande e-commerce divulgou, no Twitter, que vendia determinado produto com desconto. Quando os internautas visitaram o site, perceberam que a história não era bem assim: pouquíssimas unidades daquele determinado produto estavam em liquidação; as demais eram vendidas pelo preço habitual.

Para tentar desfazer o ocorrido, o e-commerce lançou em seguida mais uma promoção. Via Twitter, a empresa informou que poucas unidades de um determinado produto estavam escondidas no site e que quem as encontrasse poderia adquirir com desconto.

Melhor assim, né? Se tivesse solicitado a ajuda da assessoria de imprensa, esse problema, provavelmente, não teria ocorrido e os consumidores compreenderiam toda a mensagem. Nas mídias sociais, que muitas vezes limitam a quantidade de caracteres da mensagem, o conteúdo conciso e claro é imprescindível. Nesse universo, menos é definitivamente mais!

Um outro problema das empresas presentes nas mídias sociais é não ouvir os usuários. Ou seja, postar conteúdo atrás de conteúdo e não se preocupar com o retorno e sugestões dos "seguidores" do Twitter, por exemplo. Muitas empresas, infelizmente, seguem essa linha e se esquecem de que ouvir é realmente o mais importante passo no processo de aprendizagem sobre as redes sociais na web.

Conteúdo e social media
Para fazer parte deste contexto, o assessor de imprensa precisa ser digital. Ou seja, ter habilidades e competências para propagar mensagens de marcas e empresas através de mídias sociais, contribuindo para um crescimento sustentável das corporações. O comunicador precisa, portanto, compreender este universo e explorá-lo ao máximo.

É claro que os outros campos não devem ser esquecidos. O americano John H. Bell, managing director da Ogilvy PR, já defendeu mais de uma vez que o assessor de imprensa precisar ser 20% digital, 20% estratégico, 15% conhecedor de mídias e 10% conhecedor do universo boca a boca. O restante dos percentuais – com menor peso – é divido entre o poder de pesquisa e de parceria, entre outras competências.

Na prática, a Ogilvy PR já desenvolveu projetos com esse norte. Uma fundação americana levou à John H. Bell o seguinte desafio: "Queremos ter reconhecimento global, não apenas de nosso país." Para atender o cliente, a Ogilvy PR desenvolveu, basicamente, estratégias digitais, utilizando, por exemplo, blogs, Flicker, Facebook, MySpace e Twitter para propagar conhecimento e conteúdo.

O resultado foi alcançado em pouco tempo e o sucesso da iniciativa sustentou o que muitos especialistas adoram repetir: "Para ser global, use as mídias sociais." A receita é simples de se seguir: estudos indicam que os consumidores são impactados diariamente por mais de 3.000 mensagens e que buscam conteúdos atraentes e divertidos.

Mesclar esse conteúdo com as social medias é, portanto, um tarefa que ainda intriga os comunicadores, mas que se tornou a chave do sucesso para qualquer iniciativa de assessoria de imprensa.

Seja bem-vindo à era do comunicador digital!

(*) Rodrigo Capella é assessor de imprensa desde 2002, formado em Jornalismo pela Umesp, pós-graduado em Jornalismo Institucional pela PUC-SP, autor, entre outros, de "Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia".




22/6/2009
 
Mario Tadeu Gagliardi [02/07/2009 - 18:10]
(Diretor - Arte-Raphic Comunicações - SP)


Assessor de Imprensa e Diretor de Marketing adoram deturparconceitos e amam publicar livro de auto-ajuda, que raios um assessor de imprensa tem de dar palpite em publicidade? A imagem corporativa de uma empresa é função de RP, pelo menos no mundo todo, menos no Brasil dos cara de paus. Parece que jornalista virou guru e mentor empresarial, sair atrás de notícia para valer essa turma não quer de jeito nenhum, redação não dá dinheiro como fazer assessoria não é mesmo. Com isso Responsabilidade Social vira caridade, Imagem Corporativa vira retratinho bonito ao lado de gente famosa e por ai vai. Agora limpar as besteiras junto a imprensa competente que essa turma faz sobra para quem faz verdadeira assessoria, que é o de relacionamento com nossos pares no intuíto de não deixar que erros idiotas de alguns vire notícia negativa para empresa.
 
 
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Mario Tadeu Gagliardi [02/07/2009 - 17:59]
(Diretor - Arte-Raphic Comunicações - SP)


Conceitos misturados e conectados, ilegalmente claro, os textos publicados pelas assessorias, sejam digitais nos dirversos endereços e sistemas que infestam a internet, celulares e sei lá mais que andam criando pelo mundo afora ou releases que recebemos aos quilos todos os dias são invariavelmente produzidos por jornalistas e não redatores publicitários. A assessoria de imprensa e comunicação que originalmente era uma atribuição dos RPs e que foi tomada de assalto pelos jornalistas teve forte desfiguração pelos últimos, que passaram a se utilizar do falso texto de cunho informativo como um modo de fazer publicidade e propaganda pura e simples. Qualquer bom redator de publicidade não precisa de assessor de imprensa para saber o que pode ou não escrever, ele tem o CONAR (com código de ética e auto regulamentação), Código de Defesa do Consumidor, Código Civil e simancol, as vezes tenho vontade de matar alguns amigos que introduziram a assessoria de imprensa no Brasil entre os anos 70/80.
 
 
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Débora Carvalho de Oliveira [23/06/2009 - 15:17]
(Editor-Chefe / Coordenador de Conteúdo-REDE BRASIL DIÁRIO - SP)


Essa é justamente a área em que pretendo me especializar. Ao concluir a faculdade, quero fazer MBA em Gestão de Marcas - Branding. Enquanto isso, vou treinando... até já iniciei meu próprio negócio de comunicação. Está sendo uma deliciosa aventura ajudar pessoas que jamais sonhariam em ter assessoria.
 
 
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Celso Raeder [22/06/2009 - 18:06]
(Freelancer)


Olá Capella,

Concordo com você, a acho que seu próximo artigo será de grande valia, sobretudo se abordar a importância para o assessor de imprensa conhecer as ferramentas de marketing e gestão adotadas pela maioria das empresas. abs
Celso Raeder
 
 
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Celso Raeder [22/06/2009 - 15:43]
(Freelancer)


Anúncios publicados em encartes impressos também cometem equívocos como o citado neste artigo. O responsável pelo texto de propaganda é o redator publicitário, e acredito que na Internet também deva ser assim. O assessor de imprensa não tem conhecimento sobre as várias exigências legais a que as empresas estão obrigadas a seguir, por força do Código de Defesa do Consumidor. Se você vende um MP5 por R200, por exemplo, é obrigado a colocar a palavra "Cada", para mostrar ao interessado que aquele é o preço da unidade. O papel do assessor de imprensa é relevante para as empresas que estão investindo cada vez mais a comunicação digital com seu público, mas sempre focado na questão institucional. Publicidade é outra coisa.
 
 
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Rodrigo Capella [22/06/2009 - 16:00]
(Colunista / Comentarista / Crítico-ACONTECENDOAQUI - SC)


Prezado Celso,

Obrigado pelos comentários. Os conceitos de "publicidade" e de "assessoria de imprensa" estão, cada vez mais, misturados e conectados. Hoje, é difícil precisarmos o que é trabalho de RP e o que é marketing. A tendência é que, cada vez mais, essas atividades se unam e que não conseguirmos mais dissociá-las. Mas, isso é tema para um próximo artigo! Abs e boa semana, Capella.

 
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