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O jornalista Lima de Amorim, conselheiro suplente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), renunciou ao cargo depois que a instituição decidiu revogar o artigo 44 do Estatuto Social, que vedava a eleição do presidente da entidade e de seus auxiliares para mais um mandato.
Para o jornalista, a revogação do artigo foi feita apenas para que Maurício Azêdo, presidente da entidade, permaneça no cargo. “Só renunciei por causa disso. Disseram que o Azêdo (presidente) está fazendo uma bela gestão e, por isso, não podiam tirar ele do cargo. Como pode depender de uma pessoa só? Isso é um absurdo”, contestou Amorim.
Em uma carta ao presidente da ABI, o jornalista declarou que a decisão “pode comprometer o futuro da instituição, além de ferir os princípios democráticos” da entidade.
Azêdo disse que a decisão não foi arbitrária, se deu por voto, tendo apenas três contrários à revogação. “Fizemos uma discussão, o correto é decidir no voto. O artigo 44 previa uma cassação do mandato”, explicou.
Não é a primeira crise que a entidade enfrenta. No final de 2008, o então vice-presidente da ABI, Audálio Dantas, também renunciou ao cargo por divergências sobre a gestão de Azêdo. Na época o jornalista afirmou que o presidente conduzia a entidade com “autoritarismo”. |