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Pequena viagem à história do diploma
Carlos Chaparro (*)
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O XIS DA QUESTÃO – Por boas e más razões, a obrigatoriedade do diploma moralizou a organização da profissão e se tornou ferramenta do poder sindical. Mas, atingida pelas transformações produzidas pela revolução tecnológica e pela redemocratização, a argumentação do controle da profissão pelo diploma perdeu força, principalmente depois da Constituição de 1988, a Carta das liberdades e dos direitos.
1. Contradições angustiantes
Aos 45 anos, depois de quase três décadas de percurso profissional no jornalismo brasileiro, decidi entrar na Universidade para estudar jornalismo. Fiz vestibular e entrei na ECA, empurrado pela angústia de não compreender as contradições entre o ideário simbólico da atividade jornalística, no qual a sociedade acreditava, e a rotina de comportamentos sujos, em redações e nas empresas jornalísticas. Ou seja, a contradição entre os ideais e a prática.
Do lado dos ideais e dos ideários, o imaginário coletivo trabalhava com a convicção de que o jornalismo tinha compromissos, históricos e vigorosos com valores básicos da cidadania e da dignidade humana, coisas como justiça, verdade, liberdade, igualdade, solidariedade, honestidade, fraternidade, democracia. Os próprios jornalistas articulavam esse discurso, entre si e para si próprios. E nessa crença se fundavam as expectativas sociais que atribuíam ao jornalismo, e aos jornalistas, a dignidade de instituição com o poder e o dever de investigar, denunciar e clamar contra injustiças sociais, imoralidades políticas e achincalhes da dignidade humana.
No plano das práticas, porém, a verdade era outra.
Claro que havia profissionais sérios e talentosos, assim como existiam veículos e espaços de jornalismo honesto. Alguns deles, faziam o jornalismo que ganhava Prêmios Esso, o único prêmio importante disputado por bons repórteres, nos idos anos de 60, 70 e 80. Mas, de alguma forma, a qualidade desses profissionais e desses veículos funcionava como cenário que alimentava o mito e disfarçava a realidade.
Abaixo da linha das aparências, a intimidade do jornalismo brasileiro foi, por longos anos, marcada pela vulgarização da publicidade disfarçada, das negociatas por baixo do pano, das isenções fiscais, do emprego duplo, dos empréstimos que não precisavam ser pagos, do emprego público fácil, da gratificação por fora, do alinhamento com os jogos de poder, das notícias pagas em colunas de prestígio, do “jeton” que remunerava setoristas e do “viajar da graça”. Com algo ainda pior: a tolerância em relação a tudo isso, por parte de profissionais, patrões e sindicatos . Mas a sociedade acreditava no mito do jornalismo independente, justiceiro, libertário, vigilante, honesto...
2. Argumentos em crise
Algumas das mazelas citadas foram debeladas ou amenizadas com a regulamentação profissional de 1969. Outras se agravaram, com os usos e costumes de promiscuidade que organizaram as relações entre o regime militar e os meios e processos de comunicação social pela via jornalística. Refiro-me, de modo particular, ao emprego duplo, ao fortalecimento do governo como empregador de jornalistas, ao leite generoso das tetas publicitárias das verbas oficiais e ao dinheiro fácil de outras tetas.
Reconheça-se, entretanto: ao imporem a obrigatoriedade do diploma como instrumento de controle no ingresso na profissão, e ao garantirem seriedade ao instituto do provisionamento para os que de fato trabalhavam como jornalistas, os sindicatos conseguiram expulsar da profissão quem nela estava apenas pelas benesses que a carteirinha de jornalista garantia. Não sei quantos, mas não foram poucos os advogados, os deputados, os padres e os empresários que, graças à obrigatoriedade do diploma, perderam a carteirinha de jornalista e as benesses que ela garantia.
Ocorreu, portanto, um banho de moralização na organização da profissão.
Porém, à custa de alto preço: a proliferação descontrolada dos cursos de jornalismo, muitos deles sem qualidade, sob o estimulo da enorme demanda garantida pela reserva de mercado.
Com seus aspectos positivos e negativos, por boas e más razões, a obrigatoriedade do diploma passou a ser uma eficaz ferramenta de poder sindical. Mas, atingida pelas transformações produzidas pela revolução tecnológica e pela redemocratização, a argumentação do controle da profissão pelo diploma perdeu força. A sustentação das razões pró-obrigatoriedade tornou-se particularmente difícil depois da Constituição de 1988, a carta das liberdades e dos direitos.
São conflitantes entre si várias das liberdades e vários dos direitos assegurados pela Constituição que Ulisses chamou de “Cidadã”. E os conflitos aguardam jurisprudência normativa. Enquanto a polêmica cresce.
Eis aí o território da crise que hoje põe em causa a obrigatoriedade do diploma: as colisões entre princípios, entre valores e entre direitos, numa democracia em construção. Para além da opinião de cada um, a favor ou contra, a obrigatoriedade do diploma está sob o fogo cruzado das contradições e dos conflitos de interpretação das “verdades” constitucionais. E o debate continuará, até que os mecanismos da interpretação jurídica gerem, em seus lentos processos, a jurisprudência que algum dia virá, como sabedoria nova. Aguardemos, portanto. Mas sem renunciar ao debate, mesmo que inócuo.
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Sei que frustrei a expectativa de alguns, ao não definir a minha posição sobre a questão do diploma. Afinal, sou a favor ou contra a obrigatoriedade? Deixemos isso para a próxima semana. Antecipo, porém, que repetirei o início da coluna: “Aos 45 anos, (...) fiz vestibular e entrei na ECA, empurrado pela angústia de não compreender as contradições entre o ideário simbólico da atividade jornalística, no qual a sociedade acreditava, e a rotina de comportamentos sujos, em redações e nas empresas jornalísticas. Ou seja, a contradição entre os ideais e a prática.”
Garanto que a história a ser contada tem tudo a ver com a questão do diploma.
(*) Carlos Chaparro é português naturalizado brasileiro e iniciou sua carreira de jornalista em Lisboa. Chegou ao Brasil em 1961 e trabalhou como repórter, editor e articulista em vários jornais e revistas de grande circulação, entre eles Jornal do Commercio (Recife), Diário de Pernambuco, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, Diário Popular e revistas Visão e Mundo Econômico. Ganhou quatro prêmios Esso. Também trabalhou com comunicação empresarial e institucional. Em 1982, formou-se em Jornalismo pela Escola de Comunicação de Artes, da USP. Também pela universidade ele concluiu o mestrado em 1987, o doutorado em 1993 e a livre-docência em 1997. Como professor associado, aposentou-se em 1991. É autor de três livros: "Pragmática do Jornalismo" (São Paulo, Summus, 1994), "Sotaques d’aquém e d’além-mar - Percursos e gêneros do jornalismo português e brasileiro" (Santarém, Portugal, Jortejo, 1998) e "Linguagem dos Conflitos" (Coimbra, Minerva Coimbra, 2001). O jornalista participou de dois outros livros sobre jornalismo, além de vários artigos (alguns deles sobre divulgação científica pelo jornalismo), difundidos em revistas científicas, brasileiras e internacionais. |
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4/8/2006
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Rosa Gonçalves
[10/08/2006 - 00:08]
(Freelancer)
Me orgulho de meu diploma- sou formada em jornalismo, mas assim que peguei o canudinho saí correndo e me matriculei, no ano seguinte, no curso de História. Decisão que considero acertada até hoje, pois me deu a capacidade de dar dimensão aos fatos à luz da experiência já vivida em nosso país e dos povos de tpodo o mundo. Informar é um ato multidisciplinar requer especialistas de qualidade.As empresas precisam de executivos de jornalismo, de repóeteres, editores, redatores, artistas gráficos, profissionais de imagem, analistas capazes de dar dimensão aos fatos politicos,cientificos economicos, me apontem uma faculdade capaz de formar este profissional!
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Iracema Torquato
[09/08/2006 - 02:50]
Revisão: linguagens da....
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Iracema Torquato
[09/08/2006 - 02:47]
Em todos os casos, sempre haverá divergências, e isso é ótimo. Vamos trabalhar que temos mais umas duas horas antes de descansar. Abs.
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Iracema Torquato
[09/08/2006 - 02:44]
Caro Gilberto, com todo respeito, não creio que isso seja o bastante não. Mas aceito a sua opinião.
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Iracema Torquato
[09/08/2006 - 02:42]
Marcelo, ciências humanas é diferente das biológicas/exatas. Obrigatoriedade, em relação a qualquer área de saber no campo das humanidades não defendo não, porque as fronteiras entre esses saberes, a meu ver, não podem ser delimitadas numa pesquisa. Agora, diploma é importante quando há realmente aquisição de conhecimentos que prepare o futuro profissional, dando-lhe competências e habilidades aliadas a uma cultura geral. Se isso é imponderável, paciência. Cada um opina de acordo com sua visão de mundo. Não me interesso em ser jornalista, com ou sem diploma, mas admiro os que são (com ou sem o canudo). Meu campo é a semiótica aplicada às áreas: 1.comunicação, 2.educação,direito e linguaguagens da matemática, física e biologia. A 1 foi objeto de estudo mestrado, a 2 no doutorado e as 3 últimas no meu atual projeto de pós-doc em educação. A semiótica aplicada ao direito é a disciplina que leciono atualmente. Quanto mais estudamos, maior a consciência de que sabemos muito pouco.
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Marcelo Cortez de Sousa
[08/08/2006 - 23:44]
(Profissional Contratado)
Caro Jonas, professora Iracema, pergunto: pra quê faculdade, né? Mas nos seus planos de saúde (caso tenham) existe algum médico sem diploma? Faria uma consulta com ele? Se vocês precisarem de defesa na Justiça ou forem processar alguém contratariam um "advogado" sem formação? Alugariam ou comprariam um imóvel depois de o corretor informar que a construção foi projetada e calculada por um "engenheiro" muito bom, mas que não passou perto da faculdade? Não estou afirmando que o diplomado é bom e o sem diploma é ruim, meus caros... Em um país que as autoridades só fazem cortar nossos direitos, aumentar impostos, etc., o fim do diploma seria um retrocesso em uma carreira que já foi "bico" no início do século passado. Claro que exigir diploma para comentarista, locutor, etc. é uma bobagem. Temos, sim, de exigir qualidade de ensino em TODAS as profissões. E toparia fazer uma prova, tipo exame da OAB, para mim, que sou jornalista. Um abraço a todos!
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Gilberto Gonçalves
[08/08/2006 - 10:27]
(Diretor-CLICKNOTICIA - SP - CAMPINAS)
É assim que se mata cobra e mostra o pau! Fausto José Macedo o fez com clareza e dignidade. Parabéns. Por outro lado Iracema Torquato desce ao nível do imponderável. O correto e que precisa ser mantido é a obrigatoriedaqde do diploma para Jornalista. Assim certificado ele pode ser o que quiser da vida, até comentarista em sites jornalísticos ou não. Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa. Para ser JORNALISTA é obrigatório o diploma de curso superior, isto basta!
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Luiz Oscar Matzenbacher
[08/08/2006 - 10:11]
(Freelancer)
Atenção, senhor Ricardo, o Lula entrou aqui, apenas por ter sido o presidente da República responsável pelo veto ao projeto que já tinha sido aprovado na Câmara de Deputados e no Senado. Só por esse pequeno detalhe, que o amigo, talvez por ser muito lulista deve ter esquecido. O PT já é governo há quase quatro anos, não é mais oposição, senhor Riicardo. Então, pode e deve ser criticado pelos jornalistas quando erra, e principalmente quando atenta contra a liberdade de imprensa, como é o caso que está sendo discutido ao pé dessa coluna.
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João Alvares Otero Pontes
[08/08/2006 - 02:52]
(Presidente-JORNAL CENTRO OESTE REGIONAL - SP - JAÚ)
FENAJ pense seriamente em como neutralizar a censura imposta aos jornalistas pelos donos de jornais que tambem e sem diploma podem se credenciar, mandando 30 exemplares etc e tal. Vamos fortalecer a categoria, vamos legar ao país um jornalismo forte, independente, claro, objetivo, vamos lutar para sairmos da origem feudal que nos envergonha, vamos acabar com o castro, com a imposição, vamos parar de defender as burras dos donos da faculdades de Comunicação Social e defender sim um jornalismo de alto nivel, vamos fazer leis para garantir a informação sem distorção e vamos acabar com a censura dos proprietarios de jornais e outros veiculos que mandam e desmandam nos coitados dos jornalistas, os com diplomas mais ainda, porque vem despreparados e torna-se garotos de recados ou pauteiros da mediocridade. Fala sério, voces estão gozando com a noss cara né. Ou estão pensando que somos idiotas ou menosprezando a nossa capacidade de dicernimento. O jornalismo no Brasil é uma vergonha.
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Bruno Barreira
[08/08/2006 - 01:54]
(Profissional Contratado)
Ofereço mais uma vez o artigo “Uma visão a favor da obrigatoriedade” (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=388DAC002) para quem realmente estiver interessado em debater sobre o assunto.
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Bruno Barreira
[08/08/2006 - 01:53]
(Profissional Contratado)
Pois bem, o excesso de cursos atualmente não justifica o fim do diploma. O que falta é mesmo uma regulamentação rígida sobre este setor. Uma regulamentação capaz de proibir a abertura de novos cursos, medir o conhecimento dos alunos através de um OJB e punir, se necessário com o fechamento, qualquer curso picareta de jornalismo. Mas para moralizar ainda mais o jornalismo brasileiro, também é importante uma regulamentação rígida sobre a distribuição de concessões de Rádio e TV. Estas são distribuídas apenas para religiosos ou políticos. São propriedades cruzadas, com poucas famílias com o total domínio sobre a informação em nosso país. Por fim, um Conselho Federal de Jornalistas é importante para entregar nas mãos dos próprios profissionais o direito de decidir sobre os rumos da profissão, lutar por melhores salários e, sim, punir corruptos e desonestos.
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Bruno Barreira
[08/08/2006 - 01:51]
(Profissional Contratado)
Contudo, não nego que o diploma virou motivo para enriquecimento de faculdades picaretas. Algo que ocorre por falta de uma regulamentação rígida sobre este setor. Temos uma lei irresponsável, que permite a abertura de cursos de maneira criminosa, que forma uma quantidade de profissionais muito acima do que o mercado é capaz de absorver. Contudo, é claro, óbvio e lógico que esta situação vergonhosa não justifica o fim do diploma. Antes de continuar, é interessante uma observação: muitos do que defendem o fim do diploma como solução criticam a Fenaj por não “brigar” contra o excesso de cursos de jornalismo. Mas ao mesmo tempo criticam os dirigentes dessa entidade por querer criar “reserva de mercado”, com a defesa do diploma. Ora, fechar cursos não seria uma forma de criar reserva de mercado? Percebam aí o discurso ilógico, confuso, míope e, até mesmo, obtuso de alguns que se escondem atrás de interesses próprios para acabar com o diploma. (continua)
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Bruno Barreira
[08/08/2006 - 01:49]
(Profissional Contratado)
Sempre escrevi neste site que poucos argumentos levam em consideração a realidade histórica e social do Brasil para debater a questão do diploma de jornalismo. O modelo primeiro-mundista certamente não serve de parâmetro para nós. Bastou o Chaparro lançar um breve olhar sobre esta questão para ver o óbvio. O diploma, certamente, moralizou a profissão. Não podemos esquecer a experiência de vida de professores como Nilson Lage, entre outros mestres defensores do diploma. A regulamentação do jornalismo no Brasil é de 1938 – o que não impediu que o jornalismo continuasse sendo encarado como bico. Fato que só começou a mudar após o decreto de 1969. Desde então, o jornalismo passou a ser profissão de nível superior, com estimulo a produção científica específica em nosso país. Acabar com o diploma e ficar só com uma regulamentação fajuta são passos que nos levarão de volta a 1938.
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro
[07/08/2006 - 22:43]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)
Jonas, já existe o curso superior para formação de escritores no Rio de Janeiro. A defesa da não-obrigatoriedade do diploma de jornalismo não implica, como acreditam alguns, no fechamento das escolas, sindicatos, associações e federações. Significa que uma parcela de profissionais está insatisfeita com a representação (e não com as entidades) e defende a permanência de outros profissionais competentes e éticos que, embora não possuam o diploma, contribuem para a qualidade do jornalismo. Essa parcela insiste, a exemplo de Delmar, Talis e outros colegas experientes, nos comitês de redação. Não é uma parcela de malandros, mas de gente culta, honesta, laboriosa e que acima de tudo ama o jornalismo. Do calor dos debates extraímos lições. Aprendemos com as diferenças e descobrimos que temos muita coisa em comum, apesar de algumas vezes defendermos posições contrárias. Chega. Não encho mais o saco de ninguém.
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Lizoel Costa
[07/08/2006 - 22:17]
(Profissional Contratado)
Jonas, o Brasil é a terra das faculdades e dos analfabetos. Aqui em Campo Grande, pasme! Tem uma faculdade de "Ciências Imobiliárias" ou seja: Curso superior para aprender a ser corretor de imóveis (e consideram isso uma ciência, imagine!). e Tem formado falando em só dar o Creci para quem for formado! É o fim da picada!
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Iracema Torquato
[07/08/2006 - 18:14]
É, acho que vão pedir também diploma para comentar em sites jornalísticos. Se pudessem, com certeza.
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Dirceu Martins de Oliveira
[07/08/2006 - 16:03]
(Profissional Contratado)
A coisa não poderia ser vista por outro ângulo? Libere-se a obrigatoriedade do diploma. Evidente que os diplomados competentes serão preferidos aos competentes sem diploma que apresentem vícios por falta da formação universitária. Quanto aos patrões... O jornal escrito (principalmente) se debate contra a Internet (como antes se debateu com o rádio e a televisão). Sem qualidade, sem leitores. A Internet vive de "visitas". Sem visita, sem anunciante. E por ai vai... Toda essa discussão deveria passar pelo entendimento das peculiaridades de cada região. Os proprietários e aos senhores que eles servem, o mercado de trabalho, os interesses regionais. Coisa para um tratado sociológico. Que se discuta permanentemente essa questão e, ai sim, é necessária e imprescindível a Fenaj e os sindicatos. O resto, é fechar os olhos para o óbvio e fazer nome em cima das penas que voam.
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Jonas S. Marcondes
[07/08/2006 - 14:51]
Não vai demorar muito vão inventar faculdade para escritor , romancista, poeta, locutor de rádio, apresentador de programas de calouros e preparador de goleiros.
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Conceição July de Lima Araújo
[07/08/2006 - 14:51]
(Estudante)
Há dias venho acompanhando as discussões sobre este assunto. Alguns se posicionam a favor outros contra. Direito de todos em um país "democrático" como o nosso. Agora, é cansativo ouvir o tempo inteiro a respeito do fracasso das faculdades brasileiras, e sobretudo, isso ser o motivo para não se ter diploma de jornalista. Tenho lido dobre o assunto, sei os prós e contras, mas cheguei a conclusão de este ser um debate de luta por interesse. Quem é jornalista ou tem amigo jornalista, porém não se formou nas tal das "facul", defende o diploma por interesse próprio ou do amigo. Quem faz facul de... da mesma forma, quer competir em pé de igualdade no mercado de trabalho, com os iguais. E, vem alguns poderosos usar argumentos de autoridade, quando se trata de apenas opiniões corporativistas. Concordo com o comentário do colega, todos podem comentar. Ou os ditadores vão proibir. Pior, com arrogância.
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Ricardo Luiz Guimarães Ribeiro
[07/08/2006 - 12:54]
(Editor-FOLHA MARIANENSE - MG - MARIANA)
O Lula não deveria ser o alvo dos comentários sobre o texto de Chaparro. Atenção, Comunique-se, estão extrapolando. Lula é o Presidente da República porque foi sufragado nas urnas através do voto de milhões de brasileiros pobres e excluídos de tudo. Cultura, erudição e escolaridade não são pré-requisito para ingresso na carreira política. Para comentar no portal também não. Qualquer um pode comentar, sabendo ou não escrever, tendo ou não alguma erudição ou cultura.
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Luiz Oscar Matzenbacher
[07/08/2006 - 10:48]
(Freelancer)
Estudar não mata. Esse discurso de entrar no jornalismo pela porta de trás, sem diploma é coisa de malandro. Mas se o próprio presidente da República dá o exemplo, já que passou 12 anos sem trabalhar e sem estudar. E, como incansável candidato à presidência da República nem um cursinho de administração pública o Lula fez, então minha gente o negócio é a União, os Estados e Municípios deixarem de gastar dinheiro com educação. Que se fechem todas as escolas públicas do país. Se, para ser jornalista, a profissão que diariamente reproduz a cultura, a história e as tradições de um povo e da humanidade não precisa mais diploma, então ninguém precisa mais aprender a ler e escrever. Vamos todos cair na gandaia da ignorância, de uma vez por todas!
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Luiz Oscar Matzenbacher
[07/08/2006 - 10:46]
(Freelancer)
Estudar não mata. Esse discurso de entrar no jornalismo pela porta de trás, sem diploma é coisa de malandro. Mas se o próprio presidente da República dá o exemplo, já que passou 12 anos sem trabalhar e sem estudar. E, como incansável candidato à presidência da República nem um cursinho de adminitração pública o Lula fez, então minha gente o negócio é a União, os Estados e Municípios deixarem de gastar dinheiro com educação. Que se fechem todas as escolas públicas do país. Se, para ser jornalista, a profissão que diariamente reproduz a cultura, a história e as tradições de um povo e da humanidade não precisa mais diploma, então ninguém precisa mais aprender a ler e escrever. Vamos todos cair na gandaia da ignorância, de uma vez por todas!
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Jonas S. Marcondes
[07/08/2006 - 10:32]
Neste assunto o Delmar sempre está com a razão.
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Marcelo Cortez de Sousa
[07/08/2006 - 10:31]
(Profissional Contratado)
Cintia, concordo com você. É a única profissão que conheço em que os próprios profissionais (além de pessoas que estão "doidas" para serem jornalistas desde que não precisem cursar a faculdade) querem afundá-la. Repito sempre nesses debates: por que os engenheiros, médicos, advogados, veterinários, etc. não têm esse tipo de discussão? Será que alguém aqui deixaria sua saúde entregue a alguém com talento, "currículo fragmentado", etc., etc., mas que não fosse graduado em medicina??? Minha nossa...
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Cintia Zaché Theodoro
[07/08/2006 - 09:58]
(Profissional Contratado)
Eu já não aguento mais esta retórica do diploma. Sem dúvida alguma seria necessário e fundamental se ter o diploma de jornlista para estar na profissão. Como todos sabem, para escrever para um veículo de comunicação diariamentel, não é preciso estar inspirado. Precisa-se de 1% de inspiração e 99% de dedicação, então esta profissão, que para mim já é uma instituição falida aqui, não pode ser tratada como arte (seguindo do ponto de vista que muitos falam, que é preciso ter inspiração e si lá mais o que). Ojornalismo precisa ser tratado seriamente, ou então é melhor colocar qualquer um que esteja numa esquina dentro de uma redação e colocar o nome de jornalista, já estpá tudo uma bagunça mesmo. Estes questionamentos, não passam de uma regressão com uma categoria, que luta para não ter que esbarrar com formados ou não em qualquer outra profissão diariamente dentro das redações e sendo chamados de... jornalistas... é o fim mesmo
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Iracema Torquato
[06/08/2006 - 19:50]
Não basta ter somente: talento, nem "faro", nem "cultura", nem técnicas e quetais. O jornalismo está a exigir um profissional com saberes específicos e complexos e isso um currículo fragmentado, como os da maioria das escolas de comunicação, que conheço, não fornecem. Há muitas disciplinas e pouca profundidade. E, não raro, os profissionais e futuros profissionais (os estudantes) não articulam os saberes. A interdisciplinaridade ou a multi (ou trans) não passam de figuras da retórica. Óbvio, há raríssimas exceções.
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Iracema Torquato
[06/08/2006 - 19:40]
Revisão: Se é para habilitar "de verdade" e regulamentar dignamente uma categoria, já tão desvalorizada e explorada, posso assinar embaixo. (Em tempo, muitos dos meus melhores amigos são jornalistas e torço por eles, sempre).
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Iracema Torquato
[06/08/2006 - 19:37]
Sei que o meu mestre Chaparro vai votar a favor da obrigatoriedade do diploma e entendo até o por quê. Se é pelos para habilitar e regulamentar uma categoria, já tão desvalorizada e explorada, posso assinar embaixo. Mas essa medida não vai trazer, a meu ver, prestígio aos jornalistas. Quer mais que a categoria dos professores? Não faltam leis, decretos, resoluções, normas e quetais. De que valeram? Nada, ou quase nada. Esses profissionais, com raras exceções, continuam ganhando mal, dando muitas aulas e vendendo suores sem serem reconhecidos. Ademais, se continuam os estudos, via acadêmica, a referência a que têm direito é insignificante monetariamente falando (5%). Depois, hoje, muitos são contratados sem carteira assinada (cooperativas), e diplomas não lhes faltam. Se optam por graduação fora de sua área de graduação, pior ainda, pois para muitos o que vale é a graduação mesmo. Enfim, muitos desses equívocos se dão pela descontinuidade em relação às políticas públicas educacionais.
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Tony Watu
[06/08/2006 - 18:53]
(Freelancer)
ops 2 mais um copidesque: "expulso", quis digitar e meus dedos me trairam.
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Tony Watu
[06/08/2006 - 18:50]
(Freelancer)
Então, vejamos, senhores. Se o coordenador tem diploma falso então imaginem como deve ser o corpo docente. Aliás, imagine não, porque estudo jornalismo ha 7 semestres e sou testemunha de que ha professor que não sabe a cor do cavalo branco de Napoleão e escolas cujos laboratórios são que nem cabeça de bacalhau. Depois que o MEC passa os cursos viram um verdadeiro "buteco".
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Thomaz Magalhães
[06/08/2006 - 18:47]
(Freelancer)
Pois é Castro, uma pena o enxugamento das redações, que atingiu em cheio os redatores e copidesques, gente de sólida formação humanística, escritores, poetas, professores; quem teve seus textos passados pelas mãos deles bem sabe o quanto aprendeu e sentiu mais capaz de escrever o próximo.
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Tony Watu
[06/08/2006 - 18:45]
(Freelancer)
ops, copidescando "...o jornalista..."
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Tony Watu
[06/08/2006 - 18:43]
(Freelancer)
Bem, diploma por diploma, tem gente que dá seus pulos. O jornalismo Sebastião Breguez já foi espulso da coordenação do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Viçosa (UFV - MG ) e do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTE-MG) em Coronel Fabriciano. Sabem porque? Ele tem um diploma falso de doutorado.
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José de Souza Castro
[06/08/2006 - 16:58]
(Freelancer)
Copidescando: O que seria de nossos jornais, sem os copidesques e editores?
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José de Souza Castro
[06/08/2006 - 16:54]
(Freelancer)
Vamos ver se entendi: "Não sei se sou contra ou a favor do diploma para exercer atividade jornalistica no Brasil, pois existem muitas particularidades dentro do amaranhado de afazeres que abrangem a profissão do jornalista. No entanto, existe muita diferença entre o jornalista propriamente dito e aqueles que exercem atividades técnicas, dentro ou fora da redação do jornal. Porém, o diploma seria uma forma mais justa e democrática para se selecionar aqueles que, durante anos, buscaram dentro de uma universidade a melhoria dos seus conhecimentos". O que seriam dos nossos jornais, sem os copidesques e editores!
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Valdemir Martins Barbosa
[06/08/2006 - 13:35]
( Outros-Ministério da Justiça - DF)
Valdemir Martins Barbosa |06/08/06
( funcionario publico e jornalista recem formado) Náo sei se sou contra ou a favor do diploma para a atividade jornalistica no Brasil, pois existe muitas particularidades dentro do amaranhado de afazeres que abrange a profissáo jornalistica, no entanto existe muita diferenca entre o jornalista propriamente dito do que daqueles que exercem atividades tecnicas dentro ou fora da redacáo do jornal, porem o diploma seria uma mais justa e democratica para a selecionar aqueles que durante anos buscaram uma melhorar seus conhecimentos dentro de uma universidade.
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Luiz Oscar Matzenbacher
[06/08/2006 - 10:11]
(Freelancer)
O registro para quem não tinha terminado o curso de Jornalismo, era 'provisionado', a exigência plena do diploma só entrou em vigor, lá por agosto de 1972, mas quem já tinha o direito adquirido obtinha o registro de provisionado. Eu obtive em 1973 o registro provisionado de número 17 do RGS, pois já trabalhava desde 1970. Mas não fiquei satisfeito, parei de cursar Ciências Sociais depois de ter sido suspenso por três anos pelo AI-5 dos estudantes que era o DEC Lei 477 e ao reingressar resolvi fazer Jornalismo na UFRGS. Foi duro, trabalhava mais de 10 horas por dia na ZH e estudava outras cinco horas na UFRGS, mas valeu a pena. Eu já era sub-chefe de reportagem, mas o curso de Jornalismo da UFRG abriu-me horizontes intelectuais imensos e conhecimentos técnicos primorosos. E, acima de tudo, nada substitui o ambiente acadêmico. Gostei tanto que depois de formado fiz pós-graduação em Estilo Jornalístico na PUC-RS e até curso na SIP, Sociedad Interamericana de Prensa. Estudar não mata!!!!
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Luiz Carlos de Oliveira Ramos
[05/08/2006 - 21:09]
(Diretor - Redação / Jornalismo-RÁDIO CAPITAL 1040 AM - SP)
Lamento muito o falecimento do Ramon Garcia, jornalista mineiro dos bons, daqueles que valorizaram os primeiros anos do "Jornal da Tarde" em São Paulo. Gente boa. Ele preferiu voltar para sua querida Belo Horizonte, onde continuava ativo no "Hoje em Dia". Em fevereiro deste ano, Ramon fez questão de vir a São Paulo para participar do almoço dos 40 anos do "JT", em que reencontrou mais de 50 antigos companheiros. A todos, ele tinha uma palavra de carinho e fazia o convite para que o visitassem em Minas. Infelizmente, morreu cedo, como tantos outros jornalistas, com ou sem diploma. O artigo do professor Chaparro está excelente. Convenhamos que o projeto do Pastor Amarildo, em si, segue a mediocridade do atual Congresso Nacional, mas, descontadas nossas paixões e as suspeitas posições empresariais, está na hora de uma regulamentação capaz de assegurar ética e mais qualidade no jornalismo brasileiro.
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José de Souza Castro
[05/08/2006 - 20:43]
(Freelancer)
Onde falta pão, todos brigam e todos têm razão. Como não tenho posição firmada a respeito da obrigatoriedade do diploma -embora ache que ela não devesse existir - estou aberto às diversas opiniões. Concordo com o Delmar, no geral, e também com Antonio Manoel Oliveira. O jornalismo progrediu muito, desde que entrou para a universidade. Só não vejo, ainda, por que limitar sua prática aos que cursaram um curso de jornalismo. Mas tudo isso perde importância, quando morre um jornalista com Ramon Garcia & Garcia, editor de opinião do jornal "Hoje em Dia", cujo corpo será enterrado amanhã, às 10h, no Cemitério Parque da Colina. Um jornalista dos velhos tempos, que nunca perdeu a garra, mesmo acossado pela doença. Vá em paz, Ramon!
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Rogério Augusto Perez Pereira
[05/08/2006 - 20:37]
(Colaborador-O COMETA - MG)
Caros, aproveito o espaço para anunciar os do C-se que o jornalista mineiro Ramon Garcia y Garcia morreu hoje em Belo Horizonte e será enterrado amanhã, domingo, dia 6 de agosto, no Cemitério Parque da Colina, às 10 horas da manhã. Ramon era editor de Opinião do jornal HOJE EM DIA de Belo Horizonte e aos 61 não ganhou a luta contra os males do coração e da vida. Ele havia sido operado para implantação de pontes de savena, estava se recuperando e dando esperanças aos amigos e parentes, mas morreu hoje, depois de retornar ao CTI, na segunda-feira. Ramon começou nos jornais de BH na década de 60 e teve grandes momentos em São Paulo, no JT e no Estadão, participando da turma da Edição de Esportes do Estado e do lançamento e fortalecimento do Jornal da Tarde. trabalhou também em O Globo, na Gazeta Mwercantil, no Estado de Minas, no Jornal dos Sports, em revistas e em outros postos no Rio, São Paulo e BH. Gracias, Rogério Perez
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Rogério Augusto Perez Pereira
[05/08/2006 - 20:37]
(Colaborador-O COMETA - MG)
Caros, aproveito o espaço para anunciar aos do C-se que o jornalista mineiro Ramon Garcia y Garcia morreu hoje em Belo Horizonte e será enterrado amanhã, domingo, dia 6 de agosto, no Cemitério Parque da Colina, às 10 horas da manhã. Ramon era editor de Opinião do jornal HOJE EM DIA de Belo Horizonte e aos 61 não ganhou a luta contra os males do coração e da vida. Ele havia sido operado para implantação de pontes de savena, estava se recuperando e dando esperanças aos amigos e parentes, mas morreu hoje, depois de retornar ao CTI, na segunda-feira. Ramon começou nos jornais de BH na década de 60 e teve grandes momentos em São Paulo, no JT e no Estadão, participando da turma da Edição de Esportes do Estado e do lançamento e fortalecimento do Jornal da Tarde. trabalhou também em O Globo, na Gazeta Mwercantil, no Estado de Minas, no Jornal dos Sports, em revistas e em outros postos no Rio, São Paulo e BH. Gracias, Rogério Perez
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Delmar Marques
[05/08/2006 - 18:02]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
Agora entendi que vc não é a favor da obrigatoriedade defendida pelos diplomados, Silvia. Só ainda não entendo a posição do Antonio Oliveira, que defende a obrigatoriedade do diploma com unhas e dentes. Então terá de reconhecer tb a necessidade de se ter diploma de RP para se trabalhar como AI, com o que não concordo. Pq esta intransigência dos sindicatos de jornalistas e Fenaj faz com que o grupo de RPs que é a favor da desregulamentação e aceitam diplomados em jornalismo no mercado deles percam espaço para os RPs radicais que querem multar todos os que não tem diploma de RP. Em todo o mundo civilizado, os códigos de ética dos jornalistas os impedem de trabalhar como AIs ou policiais. O que também constava do nosso e foi retirado. Mas ainda está no de Portugal, Espanha, México, etc... Como estão as coisas hoje, um policial formado em jornalismo pode trabalhar numa redação. Diploma e ética são coisas distintas. Precisamos de comitês de redação e estatutos para coibir a pressão patronal
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Alfredo Sternheim
[05/08/2006 - 17:56]
(Freelancer)
Haja paciência mesmo com os que insistem na ironia, na ofensa e pisam nos direitos adquiridos. Devem fazer parte daqueles que em 1991 aplaudiram o Collor quando decretou o confisco da poupança. Diploma, regulamentação da profissão não atinge liberdade de expressão. Me mostrem um caso que isso tenha acontecido por causa de diploma e/ou registro profissional. Com ou sem registro, vão continuar os picaretas. O que eu defendo é respeito aos que fizeram ou fazem faculdade porque acreditaram na lei. Claro que tem de haver equilíbrio e espaço para a livre expressão de especialistas. Mas o trabalho diário de um jornal ou tele-jornal tem que ser feito por gente de capacidade profisssional comprovada. E mesmo tendo surgido na ditadura militar em 1972, o decreto da regulamentação da profissão de jornalistas atendeu a pedido da classe. Mas chega, mais importante é criar condições que dignifiquem o trabalho em geral (do jornalista, inclusive), sem nota fiscal, etc
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Silvia Ferreira
[05/08/2006 - 17:47]
(Profissional Contratado)
Bem... acho que fui enigmática demais...rsrs... permitam-me substituir o comentário anterior por este: como todos os estudantes, eu naturalmente defendo o meu diploma, mas como posso defender o diploma de vários colegas q são aprovados sem aprender nada? E estes, naturalmente, defendem seus próprios diplomas... e assim vai... um monte de gente defendendo o q não tem moral pra defender! Todos lutando pelos próprios interesses, sem observar um ideal maior, a liberdade de expressão de quem sabe se expressar de fato!
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Antonio Manoel Oliveira
[05/08/2006 - 16:03]
Não sou tão jovem, Claudio. E naquele tempo, se você, estudante, entrava para uma redação, tinha direito ao registro (me fugiu o nome, só sei que não era "precário"...) e, ao final do curso, alterava para o registro definitivo. Também defendo a melhoria dos cursos, e este controle, acho que seria a principal função do CFJ, juntamente com a de fiscalização da profissão para afastar os picaretas que estão ocupando o lugar de jornalistas nas redações. Tudo contra o retrocesso da profissão.
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Antonio Manoel Oliveira
[05/08/2006 - 15:49]
Esclarecimento: falei que "voltaram às quadras para achacar suas mulheres" porque num texto anterior, que perdi antes de editar, disse que na equipe que eu reestruturei havia "especialistas no setor", que não eram policiais, e que davam cascudo em presos para arrancar confissões nas delegacias, e tinham mulheres nas quadras, em ruas perto do jornal. De madrugada, eles passavam, com o carro do jornal, para arrecadar o dinheiro das mulheres que se viravam para eles. E se a grana fosse pouca, davam porrada nelas. Eram assim os "especialistas" que faziam reportagem policial antigamente. Vocês querem a volta dos "especialistas" ? Eu, não.
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Cláudio de Souza
[05/08/2006 - 15:43]
(Freelancer)
Antonio Manoel Oliveira, se vc começou a trabalhar no primeiro ano da faculdade, significa que trabalhou ao menos 3 anos sem o diploma. Ou seja, embora aparentemente se manifeste a favor da obrigatoriedade, vc não deixa de ser uma prova viva de q o diploma pode até mesmo emperrar uma carreira jornalística, ao atrasar o seu início. Veja bem, pelo q vc conta, se vc não tivesse começado a trabalhar MUITO ANTES de se formar, vc teria tido uma carreira completamente diferente, talvez menos bem-sucedida, e certamente sem o mesmo efeito prático nessa redação que vc ajudou a moralizar. Ninguém aqui defende a desobrigatoriedade do diploma pra q tiras armados façam reportagem de polícia. A idéia é desinflar o mercado. E fechar os cursos de jornalismo picaretas q iludem as pessoas mais pobres, q o fazem realmente achando q serão jornalistas, mas q acabam em caixa de banco ou em operadora de telemarketing. Conheço vários casos assim.
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Antonio Manoel Oliveira
[05/08/2006 - 15:22]
Comecei a trabalhar como repórter quando estava no primeiro ano da faculdade. Antes de me formar já atuava como redator, editor, pauteiro, chefe de reportagem... No meio do caminho fui convocado pela direção do jornal para assumir e reestruturar uma equipe de reportagem policial, já que o jornal tinha a idéia de abandonar a imagem de "se torcer,sai sangue". Na equipe havia mais policiais que jornalistas. Daqueles que chegavam na redação, tiravam o revólver e botavam em cima da mesa. Substituimos todos por estudantes que estavam se formando e jornalistas formados. O meu diploma pode não ter ajudado, nem os dos que eu selecionei e contratei, mas o jornal melhorou, sem dúvida, da noite para o dia. Os policiais e os "especialistas do setor" voltaram para as suas delegacias e para as quadras achacar suas mulheres. Contei esta historinha só para ajudar a clarear as idéias dos anarcos (falsos) que acham que o bom mesmo é não estudar e, como dizem os patrões, "deixar o mercado regular tudo".
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Delmar Marques
[05/08/2006 - 15:11]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
E lá vem o Alfredo se dando por irritado e ofendido, querendo colocar os "deretchos adequeridos" dos estudantes acima da Constituição e dos princípios éticos. Como se tudo tivesse sido alterado pela decisão de um juiz qualquer. Alguns músicos tb têm diplomas, artistas plásticos idem, historiadores idem, literatos idem, cineastas, nem por isso querem impedir que outras pessoas não diplomadas nessas "ciências" se expressem livremente nas ruas áreas de atuação profissional. Isso é coisa de jornalista brasileiro que passou por lavagem cerebral nas facus picaretas. Pq jornalistas de países civilizados e democráticos nem pensam nisso. Os que se diplomam por lá são os mais imbuídos da necessidade de se defender a liberdade de expressão. Ou acabaremos como Cuba, onde a imprensa não pode cobrir a hospitalização do Fidel. O que irrita mesmo são as frases feitas com argumentos descabidos e irracionais. Haja paciência.
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Renato Yakabe
[05/08/2006 - 15:07]
(Freelancer)
Há um excelente artigo no jornal da ABI, do Dr. Reinaldo Santos, edição de mar/abr 2000 com um histórico elucidativo sobre a história da regulamentação e do curso de jornalismo no Brasil. Dá todo o caminho para se entender a regulamentação até o tal decreto de 69. Lembrar também que este drecreto foi modificado pelo 83.284, de 1979.
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Renato Yakabe
[05/08/2006 - 14:51]
(Freelancer)
Olá Cláudio. Se vc me conhece deve saber minha opinião sobre o assunto. E sobre estágios. Abs.
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Cláudio de Souza
[05/08/2006 - 14:23]
(Freelancer)
Renato Yakabe, parente próximo trabalhar sem diploma pode, é isso?
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Thomaz Magalhães
[05/08/2006 - 14:14]
(Freelancer)
Se ficar obrigatório diploma de jornalista para participar do processo de produção de informação no país, o que diz a Constituição, ser livre toda forma de expressão por qualquer meio sem censura e licença, ficaria assim adendada, "mas no caso de informação na linguagem jornalística, em veículos de imprensa, sua produção é restrita aos portadores de licença. Não tem licença, não pode.
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Alfredo Sternheim
[05/08/2006 - 14:09]
(Freelancer)
Marcelo Moreira, de quem já discordei, com síntese deixa claro na mensagem de ontem (22h38) que "não há argumentos consistentes que mostrem que a obrigatoriedade do diploma fere a liberdade de exptressão e que seja uma ameaça à democracia". É isso ai. Ele lembra ainda a ameaça a ética sem diploma ou regulamentação do jornalismo e a existência de faculdades picaretas em todas as áreas. Esse debate está se alongando, se radicalizando. Claro, as opiniões divergentes devem ser respeitadas. Mas me irrita a ironia agressiva contra os que defendem o diploma, em especial contra os estudantes que acreditaram na lei e investiram tempo e dinheiro nesses estudos visando ter condições para o mercado de trabalho. Desqualificá-los, desprezá-los através da decisão de um juiz é uma afronta. E sem essa que só a capacidade e o talento já garantem emprego na imprensa. Não é bem assim na nossa realidade repleta de colunistas e colunistas.
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Renato Yakabe
[05/08/2006 - 12:55]
(Freelancer)
Fausto Macedo, brilhante comentário, direto ao ponto. Enquanto se discute a periferia do assunto, os patrões, unidos e coesos em seus objetivos, como dizia Marx, deitam e rolam nos direitos dos trabalhadores sob a hipócrita condição de defensores da liberdade de expressão. Mas, voltando ao mestre Chaparro, peço que, quando voltar ao assunto no próximo artigo, discorra sobre o Decreto-Lei 910, de 30/11/38 e ao Decreto-lei 5480, de 13/05/43 para não ecoar a ladainha da ditadura de 69.
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Leonardo Guerreiro
[05/08/2006 - 12:17]
(Freelancer)
Voltamos à velha discussão. O problema não é a exigência do diploma, e sim, a qualidade das faculdades. Insisto: por que não mudar o foco deste debate para a melhoria do ensino?
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Gildemir Paixão Lima
[05/08/2006 - 10:30]
(Produtor-REDE MINAS - MG)
Com diploma já temos que ler "isso" do Delmar, quem dirá o que ouviríamos sem ele. Quem estuda comunicação sabe principalmente na complexa sociedade que vivemos o peso da informação. Se há no mercado um bando de jornalistas nada éticos, eles não são os únicos, basta acompanhar as prisões da PF. Não estou querendo ser demagogo. Mas a ética que aprendemos tem raízes na família. A faculdade pode ajudar, mas ela não mudará o caráter do individuo e não adianta proclamar a democracia para desqualificar o conhecimento alheio. Eu defendo o diploma pelo mínimo de orientação que temos que ter para atuar na comunicação e pelo afastamento dos mercenários esclarecidos.
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Luiz Oscar Matzenbacher
[05/08/2006 - 09:56]
(Freelancer)
Se o problema é a proliferação desenfreada de cursos de Jornalismo que a Fenaj e a ABI façam o mesmo que as Associações Médicas e os Sindicatos Médicos têm feito há décadas: Impeçam que cursos de Jornalismo sem condições adequadas funcionem impunemente por aí. Os reitores que abrem cursos de Jornalismo sem as mínimas condições para formar bons profissionais nem tentam abrir cursos de Medicina, pois serão pulverizados com enérgicas ações judiciais e administrativas. No caso da retirada da obrigatoriedade do diploma para Jornalistas querem matar o paciente, em vez de curá-lo. E, em relação às novas tecnologias pode-se dizer o mesmo para todas as profissões que exigem curso superior. O computador, o celular, a Internet estão à disposição de todos. Já existem médicos cibernéticos, nem por isso os paramédicos têm licença para atuarem como verdadeiros médicos!!!!
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Delmar Marques
[05/08/2006 - 07:54]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
Silvia, Silvia, que fez faculdade de jornalismo e realmente aprendeu alguma coisa sobre jornalismo, sabe da importância da liberdade de expressão na organização de uma sociedade democrática, NATURALMENTE rejeita a obrigatoriedade. Chega de frases de efeito, por favor, pensem antes de escrever.
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Silvia Ferreira
[04/08/2006 - 23:54]
(Profissional Contratado)
Eu faço faculdade de jornalismo e naturalmente defendo o meu diploma. Mas tenho vários colegas apáticos que assistem a aulinha diária, voltam pra casa e não aprendem nada sobre o mundo real que pretendem cobrir. Alguns não sabem nem escrever, são analfabetos políticos e não prestam atenção no que dizem. O diploma deles eu não tenho como defender.
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Delmar Marques
[04/08/2006 - 22:50]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
Péraí, nós vivemos sobre a égide da obrigatoriedade do diploma desde 69. Que melhoria tivemos? Onde estão as faculdades de qualidade, os laboratórios? Cadê a decantada qualidade de imprensa e a melhoria dos serviços prestados à população? Onde está o respeito a ética com a grande maioria dos diplomados indo trabalhar como assessores de imprensa? Onde estão os jornalistas compromissados com a democracia lutando por comitês de redação e um estatuto profissional que coíba a vontade patronal? Em 37 anos de obrigatoriedade o que vcs têm para mostrar? No que nossa imprensa é superior a do México, Portugal ou Argentina, países que não tiveram obrigatoriedade nesse período? Desde qdo uma minoria (só 9% dos jovens entre 18 e 24 anos conseguem entrar numa facu no Br) se transformou em maioria? Vcs continuam com as frases de efeito que não tem nada a ver com a realidade. Que curso fizeram vcs, afinal, para ter um discernimento tão distorcido do que rola ao seu redor? Diplomados em ilusionismo???
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Marcelo Moreira*
[04/08/2006 - 22:38]
(Editor-BLOG ADVOGADO DE DEFESA - PORTAL ESTADÃO.COM.BR - SP)
Não há argumentos consistentes que mostrem que a obrigatoriedade do diploma fere a liberdade de exptressão e que seja uma ameaça à democracia. Nenhum direito constitucional é ferido, nenhum aspecto da democracia nem de longe corre perigo. A ética sim, corre perigo sério com a máxima "qualquer um pode ser jornalista", pois a categoria continuará a ser invadida por aventureiros e oportunistas, que servirão de escudo e justificativa para cortes insanos de funcionários, ataques a direitos trabalhistas e rebaixamento de salários. O fato de faculdades picaretas existirem não quer dizer nada, em todas as áreas elas estão aí, funcionando. Se as faculdades são ruins é outro problema.
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Luís Delcides Rodrigues da Silva
[04/08/2006 - 22:37]
(Freelancer)
a obrigatoriedade do Diploma tem dois caminhos, na minha opinião: 1) As faculdades levarão mais a sério o conteúdo ministrado em sala de aula e haverá melhores investimentos em laboratórios. Logo, teremos profissionais melhores qualificados, preparados para encarar o mercado cada vez mais exigente. 2) Poderá haver uma proliferação de novas faculdades de comunicaçaõ e uma maior propaganda. Logo, falta de investimento, péssimos profissionais, onde apenas foram atrás da "carteirinha" como tem muitos advogados hoje no Brasil que só tem a "carteirinha", mas mal sabem redigir uma petição. Para que seja uma obrigatoriedade séria, tem que haver maior rigor e muitas faculdades que ministram o curso de jornalismo deveriam ser fechadas. O governo deveria investir mais na qualificação de professores, melhoria e aumento das vagas nos campi já existentes e construção de novos campi para acabar com a tal da "industria do ensino" existente em nosso país.
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Paulo Sousa
[04/08/2006 - 20:55]
Já defendi e continuarei defendendo sempre a exigência de formação superior em Jornalismo em qualquer instância. Sim ao diploma em nome da ética, da organização jornalística, da liberdade de imprensa, e do respeito a própria sociedade que exige profissionais comprometidos com a verdade e com um Jornalismo de responsabilidade social.
Infelizmente, no Brasil só se dá ouvido a quem está na Globo, Folha, Estadão e tantos outros grandes veículos de comunicação. Assim como nesses veículos de comunicação há grandes profissionais de respeito e de gabarito, esquecem que nos pequenos veículos (onde se encontra a maioria absoluta dos jornalistas) há também profissionais com o mesmo nível de debate e que são ignorados pelo governo e pela grande mídia na hora desta tão importante discussão.
O governo como sempre na contra mão da história, ao invés de ouvir a maioria, prefere a minoria. É por esse e tantos outros motivos que o nosso país tem um dos maiores índices de pobreza do mundo.
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Delmar Marques
[04/08/2006 - 20:29]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
Fausto, Guilherme, Murilo, três opiniões firmes pela defesa da obrigatoriedade. Nenhuma palavra sobre as questões éticas, os conflitos, as conquistas democráticas, a liberdade de expressão. Defende-se o diploma como instrumento de qualificação, qdo a realidade é outra, mais de 450 facus picaretas, caças níqueis, que nada acrescentaram de qualidade ao nosso jornalismo. Felizmente, a decisão jamais caberá aos jornalistas. É questão que afeta os direitos democráticos, portanto foge do âmbito corporativista, diz respeito a toda a sociedade. Não só a brasileira, mas tb às demais democracias avançadas que cobram o aprimoramento do nosso processo democrático... que ainda engatinha. Temos o corrupto voto proporcional, eqto eles conquistaram o voto distrital que minimiza o poder econômico. Não temos comitês de redação, estatuto do jornalismo, alteramos nosso Código de Ética para satisfazer a ditadura militar. Temos muito a corrigir ainda.
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Murilo Braga Silva
[04/08/2006 - 20:04]
(Estudante)
Na minha opinião, a profissão de jornalista deve exigir curso superior, e o profissional deve estar sempre se qualificando e buscando ampliar seus conhecimentos de mundo e de vida. Além do mais, qualquer profissional deve buscar estar sempre estudando, pois o conhecimento humano nunca é pronto e acabado. O jornalista deve estar sempre acompanhando com criticidade os acontecimentos do mundo, buscando tirar conclusões destes.Enfim,na atualidade é fundamental um curso superior em qualquer profissão, as escolas precisam mostrar isso de forma mais ampla para os alunos, partindo do incentivo dos pais.
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Guilherme Cardoso Dias Neto
[04/08/2006 - 19:46]
(Profissional Contratado)
Na minha opinião, a exigência do diploma para jornalista não deveria ser discutida. Até pelas palavras do professor Chaparro está claro a necessidade de se ter um diploma. É o sinal dos tempos. Uma forma de se atualizar. Hoje, para se ocupar uma vaga em qualquer atividade,com um salário razoável, exige-se do candidato no mínimo um curso superior, quando não se pede uma pós e o conhecimento de outras línguas. Por que no Jornalismo seria diferente? E não se pode condenar a proliferação das faculdades no País. É melhor tê-las em quantidade, abrindo portas e facilitando o acesso de muitos do que tendo uma educação elitista, para poucos. Se a qualidade do ensino em muitas não é bom, cumpre cobrar mudanças.
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Fausto José de Macedo
[04/08/2006 - 19:27]
Conheço o professor Chaparro, fui seu colaborador na Agência Usp e tenho por ele grande apreço. Tenho o diploma da Eca que muito me orgulha e uma filha jornalista diplomada em um longo e cheio de percalços, caminho. Outro filho ainda não fez faculdade e não trilha as lides do jornalismo. Gostaria imensamente de ser contra a imposição do diploma, mas acho que nova exigência se impõe no caminho dos que querem trilhar o jornalismo, o exame de ordem. Os patrões são contrarios ao diploma e por isso simplismente me coloco do lado oposto a eles. Estou desempregado, sou visto permanentemente pelos meus pares como "petista perigoso" e isso fruto da doença comunista que afeta gente que acha o cineasta Arnaldo Jabor um brilhante jornalista. Para mim ele não é nenhuma coisa nem outra. Como tantos arrivistas blandem hoje seus ódios contra aqueles que eles bajularam no passado. Oportunistas. Os patrões tem objetivos claros, nós não. A não ser os que como eu são perigosos progressistas.
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