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O diploma não pode ser o eixo da discussão
Carlos Chaparro (*)
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ão dos cursos de jornalismo (graduação e pós-graduação), vinculando-os à responsabilidade de corresponder às expectativas e demandas da sociedade em relação à excelência da formação profissional e intelectual dos profissionais jornalistas.
Na minha avaliação, levando em conta as complexidades e liberdades do mundo atual, e o que ele exige do jornalismo, o ingresso na profissão de jornalista deveria ser acessível a quaisquer cidadãos no pleno uso dos seus direitos, desde que provem ter formação superior concluída (com exceção das atividades em que tal exigência seja descabida). Precisariam, porém, passar por um período de estágio ou experiência probatória (no mínimo seis meses, no máximo um ano), com a devida remuneração, e com a obrigação de nesse período fazerem estudos sobre jornalismo, com orientação pedagógica.
Já aos cidadãos formados em jornalismo seria assegurado o acesso direto e pleno ao exercício da profissão. E igual direito deveria ser assegurado àqueles que, com formação superior em outra área, tivessem feito ou estivessem fazendo pós-graduação em jornalismo.
2. Por uma outra discussão
A minha opinião pouca ou nenhuma importância tem, se ficar limitada à pobre questão de ser contra ou a favor da obrigatoriedade do diploma. O que precisamos, e com urgência, é rechear a polêmica com argumentos e razões que levem em conta a dignidade e a identidade da profissão, qualquer que seja o lado de onde venham os argumentos e as razões. O que implica levar o debate para terrenos argumentativos mais filosóficos e menos instrumentais.
Do meu ponto de vista, não dá mais para agüentar essa discussãozinha, pobre e empobrecida, em torno da obrigatoriedade ou não do diploma, uns a favor, outros contra, e só, como se o começo e fim de tudo estivesse em disciplinar e limitar o direito de ser jornalista.
Ora, a regulamentação profissional tem de ser decorrência de razões maiores. Com ou sem obrigatoriedade do diploma (e admito que podem existir bons argumentos em favor de qualquer das alternativas), a regulamentação profissional deve servir a um conceito de sociedade. O que pressupõe o entendimento claro das competências (técnicas, discursivas e intelectuais) exigidas do jornalismo em tal sociedade, no recorte de uma dada realidade – no caso, a realidade brasileira, com suas peculiaridades e sua história, na experiência própria de fazer jornalismo.
Sem essa discussão preliminar, de fundo, qualquer tentativa de impor uma regulamentação profissional pode resultar em aleijão, como esse recentemente vetado pelo Presidente da República.
3. Por uma “Lei Maior”
Em resumo, quero dizer o seguinte: a sociedade e o grupo profissional dos jornalistas precisam encontrar caminhos e formas de chegar a uma “Lei Maior” da profissão - algo que em alguns países é chamado de “Estatuto do Jornalista”, com forma e força de Lei.
Dessa “Lei Maior”, e não dos jogos de poder em disputas corporativas, deveriam derivar os documentos normativos do exercício profissional: a regulamentação do acesso à profissão e os códigos ético-deontológicos para o seu exercício.
Para se chegar a esse estágio, talvez o Brasil precise criar alguma entidade de direito público que, com independência e representatividade, possa atuar no território da regulamentação profissional dos jornalistas, em articulação com os poderes legislativos do País. Como chegar aí, não sei. Mas se Portugal, por exemplo, já tem o seu Estatuto do Jornalista, porque não podemos nós, aqui, avançar até esse ponto? Acrescente-se que, para zelar pelo cumprimento do estabelecido pelo Estatuto quanto ao acesso à profissão e ao seu exercício, existe em Portugal, com poder específico, a Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas, entidade de direito público independente, presidida por um juiz designado pelo Conselho Superior da Magistratura.
Claro que não estou propondo a transposição pura e simples da experiência portuguesa para o Brasil. São realidades, tradições, problemáticas, vivências e convicções diferentes. Mas há que levar em conta, como referência para as discussões a travar entre nós, as experiências de outros povos e de outras culturas, nas várias partes do mundo onde o jornalismo está vinculado a processos de construção democrática.
Já agora, e aceitando como provocação a experiência portuguesa, vale perguntar: por onde anda, e o que faz, o nosso Conselho de Comunicação Social, previsto pela Constituição de 88? – e agrego à pergunta a informação de que esse Conselho existe há quase 15 anos, instituído que foi em 30 de dezembro de 1991, pelo Presidente da República de então, para atuar como órgão auxiliar do Congresso, nos deveres de zelar pelos objetivos constitucionais, no âmbito da Comunicação Social.
(*) Carlos Chaparro é português naturalizado brasileiro e iniciou sua carreira de jornalista em Lisboa. Chegou ao Brasil em 1961 e trabalhou como repórter, editor e articulista em vários jornais e revistas de grande circulação, entre eles Jornal do Commercio (Recife), Diário de Pernambuco, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, Diário Popular e revistas Visão e Mundo Econômico. Ganhou quatro prêmios Esso. Também trabalhou com comunicação empresarial e institucional. Em 1982, formou-se em Jornalismo pela Escola de Comunicação de Artes, da USP. Também pela universidade ele concluiu o mestrado em 1987, o doutorado em 1993 e a livre-docência em 1997. Como professor associado, aposentou-se em 1991. É autor de três livros: "Pragmática do Jornalismo" (São Paulo, Summus, 1994), "Sotaques d’aquém e d’além-mar - Percursos e gêneros do jornalismo português e brasileiro" (Santarém, Portugal, Jortejo, 1998) e "Linguagem dos Conflitos" (Coimbra, Minerva Coimbra, 2001). O jornalista participou de dois outros livros sobre jornalismo, além de vários artigos (alguns deles sobre divulgação científica pelo jornalismo), difundidos em revistas científicas, brasileiras e internacionais. |
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11/8/2006
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André Luis Vitoriano Rabello
[18/06/2009 - 19:46]
(Profissional Contratado)
Quero meu dinheiro de volta? Multipliquem: 500 Reais durante 4 anos. De quem eu cobro?
Somente agora descobri que para ser jornalista eu não precisaria estudar numa instituição acadêmica, mas, sim, participar do BBB ou do A FAZENDA.
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Delmar Marques
[18/08/2006 - 15:55]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
De um total de oito mil inscritos, nenhum candidato do concurso para vagas de juiz no Mato Grosso foi aprovado. Esse é um diploma que não vale mais nada mesmo. No Brasil temos mais de mil faculdades de Direito. Nos Estados Unidos 220, menos do que no Estado de São Paulo. A picaretagem no nosso sistema superior de ensino é caso de cadeia. Isso só rola pq os estudantes não tem mais consciência de nada, aceitam qq coisa, qto menos puxar por suas cabecinhas melhor. Ninguém mais briga por qualidade de ensino, centro acadêmico virou ponto de badalação. Eta país bagunçado esse. E tem gente que ainda acha que com a Heloísa Helena será o caos. O caos já está aí há mucho tempo.
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Iracema Torquato
[18/08/2006 - 13:47]
Sim, Del, foi Kátia. Apenas acrescentei que não é apenas no ensino fundamental que há falhas, mas também no infantil e no médio. Isso naturalmente não pode deixar de influenciar o ensino superior. Ouvi uma entrevista com o Serra em que ele afirmou que a Educação Continuada (política pública educacional em que o aluno somente pode ser reprovado no final da quarta série ou da oitava série do ensino fundamental) é necessária para que as crianças e ou jovens não fiquem na rua. O repórter nada mais perguntou. Se fosse eu, perguntaria: "Então, para o senhor, escola virou albergue?
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Katia Visentainer
[17/08/2006 - 10:14]
(Diretor-Visen Press Comunicação - SP)
Del, fui dormir irada por ver meu São Paulo perder para o Inter...rs
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Delmar Marques
[17/08/2006 - 09:59]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
Aliás, quem tocou no xis da questão foi a Katia. Ver o Inter ganhar um campeonato importante uma vez na vida dá nisso.
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Delmar Marques
[17/08/2006 - 09:57]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
A Ira tocou no xis da questão. Nos EUA as disciplinas de jornalismo estão no currículo do colegial. Antes de escolher um curso superior, o estudante americano (que segundo as pesquisas comparativas internacionais está 5,5 anos a frente do brasileiro qdo se trata de conhecimentos adquiridos e nível de compreensão) já está habilitado a trabalhar como jornalista. E tem o democrático direito de faze-lo. Aqui, 5,5 anos atrasados, os estudantes se formam em curso superior de jornalismo e não sabem o que é democracia e o que é direito de expressão. Envolvido com a inclusão digital e a produção de documentários didáticos, tenho debatido com educadores brasileiros como poderemos usar a informática para superar esse atraso. Início de setembro, estarei em Valencia, na Espanha, participando do Seminário Paulo Freire, promovido pelo Institut Paulo Freire, q lá é fortissimo. O corporativismo brasileiro é um dos maiores obstáculos a ser enfrentado. Nossa academia está engessada por titulares tiranos.
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Iracema Torquato
[17/08/2006 - 01:36]
Ufa! Estou dormindo em pé. " Você TEM razão..." Abs.
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Iracema Torquato
[17/08/2006 - 01:34]
Revisão: "implica autonomia...". Você razão, Kátia, temos que exigir educação básica de qualidade (da educação infantil ao ensino médio). Mais 500 anos Brasil, quem sabe.
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Katia Visentainer
[17/08/2006 - 00:29]
(Diretor-Visen Press Comunicação - SP)
Ira, concordo com vc, mas para chegarmos a questionar a qualidade das faculdades, temos que começar lá pelo fundamental. Esse bando de faculdades existem pq existe um universo enorme de estudantes com uma formação básica fraquíssima e que não tem como buscar uma faculdade melhor. A maioria chega às universidades sem saber escrever, como também se poderia estruturar uma grade densa para essa gente? Acho que tb é muito fácil os alunos meterem o pau nas facus picaretas, como diz o Delmar. Mas resta perguntar, pq se submeteram a cursar uma faculdade dessas? Na minha casa nunca teve isso, tivemos ótimos colégios, cursinho e meus pais sempre diziam: não vamos dar dinheiro ao Di Gênio...rs, portanto tratem de entrar numa boa faculdade.
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Iracema Torquato
[16/08/2006 - 17:53]
"Valorizar o trabalhador e dar o direito dele trabalhar." Concordo com o Sr. João Alvares Otero Pontes. Mas falar em valorização do trabalhador implica em autonomia,pelo menos a consensual e numa crença entre o empregador e empregado de que esta será respeitada. Estamos ainda, de modo geral, longe disso.
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João Alvares Otero Pontes
[16/08/2006 - 03:12]
(Presidente-JORNAL CENTRO OESTE REGIONAL - SP - JAÚ)
A luta é pela liberdade do trabalho do jornalista, sem a interferencia do patrão, o dono do veiculo de comunicação e por salarios melhores. Sou dono de jornal, jornalista ha 45 anos sem diploma e vejo por ai que os jornalistas sofrem com a censura e com os baixos salarios. A luta é por ai. Valorizar o trabalhador e dar o direito dele trabalhar. Eu não censuro, mas sou sensato. Diploma ou não o que importa é a competencia, jamais contrataria um profissional com diploma, mas sem conhecimento da função e contrataria tranquilamente um competente jornalista formado nas redações, esse sim é bom. Estou com voce Chaparro.
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Iracema Torquato
[16/08/2006 - 01:15]
"...o diploma é cada vez mais um requisito básico..." Depende do "diploma", né não? Generalizar é sempre um risco. Os indicadores das avaliações externas dos cursos de graduação mostram atualmente uma realidade bem diferente, infelizmente (com raras exceções, as faculdades públicas disparam na frente). Por que será, se todas "habilitam" e, supostamente, abrem as portas do mercado aos habilitados? Creio que, se é para discutir a obrigatoriedade do diploma, antes é necessário que se discuta a qualidade dos cursos superiores. O buraco é bem mais profundo.
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Marcelo Cortez de Sousa
[15/08/2006 - 22:37]
(Profissional Contratado)
Citei engenharia, medicina e direito, como poderia ter citado fisioterapia, veterinária, etc. Acredito que para nosso país melhorar de verdade a população (TODOS NÓS) necessita cada vez mais de instrução, de educação. Se alguns desejam (direito de opinião legítimo) que a profissão de jornalista volte a ser "bico" de outros profissionais, só lamento. Sei apenas que se quiser ser engenheiro, médico, etc., etc., deverei cursar uma faculdade. E para quem quiser ser jornalista, pelo menos por enquanto, o caminho é o mesmo. Um abraço a todos.
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Delmar Marques
[15/08/2006 - 22:16]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
Ops, vc não vai procurar um deles, Marcelo, pq vc goza de plena saúde. Pq quando o bicho pega, haja santo pra tanta fé. Vc vai querer quem possa te curar, não quem tenha diploma. Pq diploma não cura câncer no cérebro. Um amigo meu, marxista e ateu convicto, qdo soube que tinha a doença me pediu encarecidamente que encontrasse um Lama que o casasse no budismo com a mulher com quem vivia há mais de 30 anos. Nenhum médico, nem mesmo os do INSS, teve tanta gente fazendo fila na sua porta qto Chico Xavier. E todos os engenheiros que assinavam as obras do Nahas eram diplomados. Mas manter sua opinião, para vc, há muito tempo deixou de depender de qq argumento lógico. É uma questão de vontade. Mesmo que eu demonstre o quanto teus conceitos são falsos, vc buscará sempre outros para defender esse grande "avanço" do jornalismo brasileiro, a obrigatoriedade do diploma. Que vige há 36 anos, período em que o jornalismo degringolou totalmente, redações foram esvaziadas e não se respeita a ética.
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Marcelo Moreira*
[15/08/2006 - 20:37]
(Editor-BLOG ADVOGADO DE DEFESA - PORTAL ESTADÃO.COM.BR - SP)
Eu jamais me submeteria a uma cirurgia com Chico Xavier, que não era médico. E jamais confiaria em uma obra assinada por alguém que não seja engenheiro. O argumento de "qualquer conhecimento é suficiente para exercer o jornalismo", ou seja, que qualquer um pode ser jornalista, não se sustenta. Por que eu não posso dar aulas de direito ou exercer a advocacia? Porque não sou bacharel em direito nem tenho habilitação para ser advogado. Por que então um advogado teria o direito de ser jornalista sem diploma? Querem transformar o jornalismo em uma função estritamente técnica, o que é um equívoco. Li atentamente as ponderações da professora Iracema baseados em conceitos filósóficos e aos argumentos do Delmar sustentados na liberdade de expressão. Como expliquei à professora, ainda não fui convencido de que o diploma é desnecessário para o exercício de nossa profissão. na verdade, cada vez mais me convenço do contrário: o diploma é cada vez mais um requisito básico.
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Delmar Marques
[15/08/2006 - 18:18]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
Não, estudar não mata, mas basta ter um diploma de jornalista para alguém se considerar um deles? E esses cursos picaretas estão formando realmente jornalistas ou assessores de imprensa? O Marcelo insiste na tecla da medicina, do Direito, da Engenharia, as três grandes corporações profissionais do mundo e ignora todos os outros segmentos de conhecimento. Mesmo na medicina, quem impediu o Chico Xavier de passar suas receitas, fazer suas cirurgia espirituais? E centenas de pais e mães de santo que têm filas de clientes esperando curar pela fé o que a medicina tradicional já desenganou? Nas democracias mais avançadas qualquer um pode dispensar a presença de um advogado e assumir sua própria defesa. E milhões de obras são tocadas todos os dias sem a presença de um engenheiro. Para registrar uma casa, comprei a assinatura de um por 200 reais. Só pq ele tratou de toda a papelada do registro na prefa, incluso no preço. E o direito de expressão? Só é livre na música, no teatro, no cinema?
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Lizoel Costa
[15/08/2006 - 17:21]
(Profissional Contratado)
Que argumento rasteiro hein Luiz? Que incipiência de motivos! A Iracema tem toda razão! O sujeito chegar a um doutorado em comunicação, ter que voltar ao bacharelado em jornalismo é o fim da picada!
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Marcelo Moreira*
[15/08/2006 - 16:27]
(Editor-BLOG ADVOGADO DE DEFESA - PORTAL ESTADÃO.COM.BR - SP)
Será que em medicina e em direito, ou em engenharia, vale mais a compet~encia do que o diploma?
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Iracema Torquato
[15/08/2006 - 16:17]
Luiz, em primeiro lugar, sei bem que estudar não mata. Mas me diga se uma pessoa que fez um mestrado em comunicação, defendeu uma dissertação e tese na área de jornalismo durante cinco anos no mestrado e depois mais três no doutorado (por exemplo) precisará voltar à graduação para obter um diploma de jornalista? Na minha turma, havia muitos de outras áreas como: publicidade, história, letras etc. Será que voltar aos bancos da graduação ia acrescentar muito ao que já tinham pesquisado. Na minha opinião, um absurdo que deveria ser revisto. E não o afirmo por mim que estou em outra área e não pretendo ser jornalistas, mas por muitos que conheço que se dedicaram a altos estudos na área. Mas vamos seguir a sugestão de Chaparro, porque essa obrigatoriedade um dia será abolida. O que podemos realmente fazer que ultrapsse apenas o fato de se ter um diploma de graduação na área para que a categoria seja mais valorizada e atenda adequadamente o que a sociedade espera dela? Eis a questão.
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Iracema Torquato
[15/08/2006 - 16:17]
Luiz, em primeiro lugar, sei bem que estudar não mata. Mas me diga se uma pessoa que fez um mestrado em comunicação, defendeu uma dissertação e tese na área de jornalismo durante cinco anos no mestrado e depois mais três no doutorado (por exemplo) precisará voltar à graduação para obter um diploma de jornalista? Na minha turma, havia muitos de outras áreas como: publicidade, história, letras etc. Será que voltar aos bancos da graduação ia acrescentar muito ao que já tinham pesquisado. Na minha opinião, um absurdo que deveria ser revisto. E não o afirmo por mim que estou em outra área e não pretendo ser jornalistas, mas por muitos que conheço que se dedicaram a altos estudos na área. Mas vamos seguir a sugestão de Chaparro, porque essa obrigatoriedade um dia será abolida. O que podemos realmente fazer que ultrapsse apenas o fato de se ter um diploma de graduação na área para que a categoria seja mais valorizada e atenda adequadamente o que a sociedade espera dela? Eis a questão.
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Ana Freitas
[15/08/2006 - 16:08]
(Freelancer)
Enfim alguém deu voz aos meus pensamentos!
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Luiz Oscar Matzenbacher
[15/08/2006 - 15:40]
(Freelancer)
Estudar não mata. O tempo que vocês gastam aqui para defender o fim da exigência de diploma para a profissão de jornalista poderia ser melhor aproveitado se fizessem um curso de bacharel em Jornalismo. Liberdade de escrever livros, poesias, romances, relatos de viagens, contar qualquer experiência própria ou de outros, defender idéias, etc, existe para qualquer brasileiro, desde que o indivíduo não seja analfabeto. Mas ser jornalista implica em preparar-se, fazendo o curso de Jornalismo. Ok?
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Luiz Oscar Matzenbacher
[15/08/2006 - 15:25]
(Freelancer)
Estudar não mata. O tempo que vocês gastam aqui para defender o fim da exigência de diploma para a profissão de jornalista poderia ser melhor aproveitado se fizessem uma um curso de bacharel em Jornalismo. Liberdade de escrever livros, poesias, romances, relatos de viagens, contar qualquer experiência própria ou de outros, defender idéias, etc, existe para qualquer brasileiro, desde que o indivíduo não seja analfabeto. Mas ser jornalista implica em preparar-se, fazendo o curso de Jornalismo. Ok?
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Eloize Vagliatti
[15/08/2006 - 15:21]
(Freelancer)
Pelo que entendi, as turmas foram reunidas. Também fiz cadeiras comuns a outros cursos, principalmente nos primeiros semestres. Quanto às chatices do Del, ele não seria o Del se não fosse chato. E agora ele está muito melhor, mas mudou muito mesmo. Se existisse algo como o Comunique-se quando ele começou no jornalismo, aí é que vcs iam ver o que é bom pra tosse. Ele demolia com tudo e todos. E quando o demitiam saía rindo de uma redação e entrava na outra no dia seguinte. E a gente morria de inveja. Mas qdo que eu teria coragem de recusar uma pauta idiota e sairia pra rua afirmando que voltaria com coisa melhor? E meia hora depois ligava dizendo o que estava fazendo e reclamando que queria sua matéria na capa. E ia pra capa mesmo. Recusei uma pauta uma vez e passei seis meses desempregada. Foi o jornalismo que mudou ou só os acomodados sobreviveram na profissão? Se é assim, pra que diploma então?
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Higor Assis
[15/08/2006 - 12:13]
(Freelancer)
Caro Delmar.
Podemos chamar de faculdade isso ? rs...
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Iracema Torquato
[15/08/2006 - 11:15]
Del, será um prazer aturá-lo nesse espacinho aqui (rs). Como já afirmei em outro espaço, toda a opinião é única e importante. Abs. Kátia, seja bem-vinda!
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Katia Visentainer
[15/08/2006 - 09:17]
(Diretor-Visen Press Comunicação - SP)
Delmar, vale observar se as matérias que a estudante se refere são matérias básicas ou aplicadas. Pois muitas matérias básicas, como teoria da comunicação, língua portuguesa, entre outras fazem parte da grade de vários cursos de comunicação social, como cinema, publicidade, rp. Quando fiz faculdade de cinema na Faap, a sala de cinema tinham 13 alunos e as matérias básicas eram assistidas junto com publicidade e rp. Já as aplicadas a cada curso eram individuais.
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Katia Visentainer
[15/08/2006 - 09:15]
(Diretor-Visen Press Comunicação - SP)
Quanto ao diploma, acredito que valha mais a competência e ética que um diploma na mão. Um diploma não é um induto de bom profissional. E isso não tem apenas a ver com a faculdade em que se estuda. Da minha turma de jornalismo, tem 4 ou 5 trabalhando como repórter em TV, alguns poucos em gdes jornais e mais uns 3 em ai. O resto, tá por aí em outras profissões. A faculdade é o início, mas cada um tem que se responsabilizar pela sua formação e carreira.
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Katia Visentainer
[15/08/2006 - 09:10]
(Diretor-Visen Press Comunicação - SP)
Delmar, vale observar se as matérias que a estudante se refere são matérias básicas ou aplicadas. Pois muitas matérias básicas, como teoria da comunicação, língua portuguesa, entre outras fazem parte da grade de vários cursos de comunicação social, como cinema, publicidade, rp. Quando fiz faculdade de cinema na Faap, a sala de cinema tinham 13 alunos e as matérias básicas eram assistidas junto com publicidade e rp. Já as aplicadas a cada curso eram individuais.
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Delmar Marques
[15/08/2006 - 08:42]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
correção, "Portanto, esse chato aqui.... " É que eu não assumo... rsss
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Delmar Marques
[15/08/2006 - 08:40]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
( Continuação) O recado da jovem termina assim: "Resumindo, gostaria de manter contato, para trocarmos umas idéias, afinal sou uma foca e preciso de algum chato no meu calcanhar para me transformar em alguém grande. Um abraço." .... .. ... ... ... Viu só? As facu picaretas agora querem colocar estudantes de jornalismo e de Relações Públicas na mesma sala. Para elas, é tudo a mesma coisa. E são poucas as pessoas, como essa jovem, que se rebelam contra isso. Mas essa tem o jornalismo no sangue. Vai ser uma boa jornalista, passe pelas disciplinas que passar, obtenha ou não seu diploma nessa facu picareta. Pq jornalista de qualidade não se faz com diploma. Se faz com caráter. Portanto, esse acho aqui, depois de ouvir nova enxurrada de palavrões e mentiras caluniosas, está com as baterias devidamente recarregadas... Me aguentem.
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Delmar Marques
[15/08/2006 - 08:31]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
Hoje, Ira, ao abrir meus scraps no Orkut, me deparei com um recado que demonstra o quanto os jovens estudantes começam a se dar conta da realidade. "Caro Delmar. Acho que se lembra de mim, tivemos uma "discussãozinha" no c-se. Bem, analizando aquele fato, cheguei à conclusão de que brigamos porque ambos somos chatos (se me permite), sinceros e mantemos nossa postura e opinião. Escrevo-te agora por uma simples razão: minha turma está com um problema na faculdade e sempre me lembro do que você vive escrevendo "isso é coisa de faculdade picareta!". Com muito pesar, venho sentindo isso na pele agora. Por que te escrevo e conto isso? Porque você compartilha da minha opinião: faculdadezinha picareta! Não resolvem nosso problema (juntaram nossa turma com uma da RP, por "similaridade" na matéria)! A maioria não aceita isso mas ainda tem aquele problema dos jovens: o comodismo. Eu não, quero escancarar o problema. Não resolve-se no âmbito acadêmico? Então que os outros saibam." (continua)
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Iracema Torquato
[14/08/2006 - 19:10]
Concordo plenamente com o Sr. Marcelo Moreira: de modo a verificar que há dinâmica nas organizações, instituições, empresas jornalísticas. De que modo elas favorecem à categoria, se é que favorecem? Será que "nossas pretensas entidades de classe. ABI, Fenaj..." representam mesmo a categoria? Qual o possível rumo? Não sei. Mas há que ser apresentado um possível, pelo menos. Quem se arrisca?! Esperemos que o Prof. Chaparro possa nos elucidar no próximo artigo.
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Marcelo Moreira*
[14/08/2006 - 18:01]
(Editor-BLOG ADVOGADO DE DEFESA - PORTAL ESTADÃO.COM.BR - SP)
Os debates se concentram cada vez mais na obrigatoriedade do diploma e passam ao largo da atuação de nossas pretensas entidades de classe. ABI, Fenaj e sindicatos cada vez mais perdem (será que realmente a tiveram?) representatividade e respeito dos colegas jornalistas. Esse é um sintoma muito grave, que vai além da discussão do diploma e da regulamentação da profissão. Um Estatuto do Jornalista ou até mesmo a criação de ordem ou conselho federal de jornalismo (desvinculado totalmente do Estado, regulamentado por lei ordinária aprovada pelo congresso, apartidário e desideologizado) são boas idéias que, mesmo não sendo aplicadas ou aprovadas, podem iniciar uma discussão séia sobre o que queremos das entidades que deveriam nos representar. O fiasco "comunicativo" da Fenaj na questão do PL 79 e sua patética e nojenta tentativa de aprová-lo na surdina, na calada da noite, abusando de práticas condenáveis para passar o pojeto, mostra que estamos sem rumo.
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Iracema Torquato
[14/08/2006 - 16:28]
Eduardo, obrigada também. Abs.
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Eduardo Freire
[14/08/2006 - 15:08]
(Profissional Contratado)
Obrigado pelas palavras cara Iracema. Penso que desta forma se estabelece um debate democrático. Com esta atitude, você de fato colabora para enriquecer a nossa reflexão sobre o tema. Fico grato.
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Iracema Torquato
[14/08/2006 - 14:54]
JC, realmente, há pessoas que fazem uso de nossas idéias com o firme propósito de as distorcerem. Outras porque simplesmente não têm idéias e precisam de se impor de uma maneira ou de outra. Em todos os casos, são pessoas dignas de lástima. Debater é um ato intelectual que deveria ser levado mais a sério, você não acha?
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Iracema Torquato
[14/08/2006 - 14:49]
Eduardo, o que escrevi não foi contra a sua pessoa, ok? Apenas coloquei meu ponto de vista. Aliás diplomas não são peças de decoração, que eu saiba e também posso apostar que você não os utiliza dessa forma. Embora tenhamos opiniões diversas, respeito as suas, ok? Que isso fique claro.
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Eduardo Freire
[14/08/2006 - 13:09]
(Profissional Contratado)
Éuma pena meu caro Delmar, que sua análise seja tão periférica. Fiz apenas uma reflexão sobre uma discussão que pouco nos acrescenta e tão pouco se amplia na possibilidade de avanços e ganhso significativos tanto para o jornalismo, como para a sociedade. Assim como diversas categorias, e, em momento algum fiz qualquer generalização, a especialização em curso profissional amplia as possibilidades e o aperfeiçoamento do profissional. É extremamente louvável que as mais diversas vocações e dons naturais dos indivíduos sejam apreciadas e enaltecidas. Mas tudo passa por uma ampliação e aporte profissional para o bom exercício da atividade. Não é o meu diploma que é decorativo meu caro Delmar, mas sim discursos e frases feitas tais quais essas que profere que, infelizmente, já nâo traduzem nenhum significado. Ponto.
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Mario Tadeu Gagliardi
[14/08/2006 - 11:08]
(Diretor - Arte-Raphic Comunicações - SP)
Para os hipócritas que se dizem jornalistas, nesta sub-nação chamada Brasil, um analfabeto pode ser Presidente da República, e isso todos acham democrático, mas o direito de exercer o jornalismo livremente é um ato restrito aos que se diplomaram por "direito dívino". até quando o Brasil será um País de covardes que não se mexem contra essa ralé que impõe sua vontade através de seus clubinhos sindicais e partidos mafiosos? Seremos um dia uma nação de verdade? De que vale um diploma de jornalismo em um país onde o povo não tem acesso ao mínimo de educação básica, é para que os jornalistas se sintam melhores do que o povo de quem são teoricamente a voz?
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José de Souza Castro
[14/08/2006 - 11:01]
(Freelancer)
Ah, se naquele sufoco eu pudesse ter dado essas explicações que você acaba de dar aqui! Estou copiando-as, para serem usadas numa próxima vez em que tentarem distorcer meu pensamento usando tortamente o que escrevi...
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Iracema Torquato
[14/08/2006 - 10:59]
Perfeitamente, JC. Mas agora, tenho que trabalhar. bom debate
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Iracema Torquato
[14/08/2006 - 10:57]
Em tempo, quero ressaltar que tenho profunda admiração por essa categoria. Como professora, identifico-me com ela. Muito se fala na valorização dessas categorias, mas pouco se faz.
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José de Souza Castro
[14/08/2006 - 10:55]
(Freelancer)
"...as palavras são polissêmicas (admitem vários sentidos, conforme o contexto situacional em que ocorrem)". Pois é, IT. Em recente entrevero no Observatório da Imprensa com críticos da Transparência Brasil, tentei explicar isso, afirmando: "Todos sabemos, desde que começamos a falar, que uma palavra deve ser compreendida dentro de seu contexto. Tanto que as pessoas em geral não se preocupam muito em elaborar frases, pois conseguem se comunicar satisfatoriamente, sem essa elaboração. Esta frase que escrevi, “Ela foi criada por iniciativa de alguns empresários que não queriam mais pagar propinas”, veio em seguida ao seguinte trecho: “Ricardo Martini, tive a mesma impressão sua, de que tentar defender a Transparência Brasil é um risco. Podem até distorcer suas palavras. Uma TB forte não interessa a muita gente, sobretudo aos corruptos. Fiz uma rápida pesquisa no Google, e descobri algumas coisas interessantes”. Portanto, qual era o contexto?". Não sei se entenderam...
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Iracema Torquato
[14/08/2006 - 10:54]
"Antes dela, mestre dixit - e todos baixavam a cabeça e obedeciam". Ainda bem que isso acabou, JC. Os professores já desceram do tablado há tempos, resta esperar que os jornalistas façam o mesmo.
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Iracema Torquato
[14/08/2006 - 10:50]
"...a manutenção da exigência do diploma de bacharel em Jornalismo é fundamental para enfrentar a possível invasão de picaretas, maus-caráteres, policiais e políticos corruptos..." Luiz, um diploma vai garantir tudo isso?! Que bom!, assim seja, então. Mas me diga se isso ocorre em relação aos advogados (somente por exemplo). Eles têm diplomas, exame na ordem e coisa e tal, logo não há corruptos e maus-caráteres entre eles, não é?. E aí? Há os corruptos sim, sabemos disso, como em qualquer outra categoria "diplomada"?
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Iracema Torquato
[14/08/2006 - 10:41]
Mas isso também é muito bom. Debate é isso, aceitar o que o outro pode nos ensinar.
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Iracema Torquato
[14/08/2006 - 10:40]
Del, meu caro, estamos pregando num deserto (rs).
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Iracema Torquato
[14/08/2006 - 10:38]
É, JC, o mundo quer seres pragmáticos. O saber erudito foi enterrado. Eis, talvez, o porquê de precisarmos traduzir até o que está escrito na nossa língua em expressões algébricas, se isso fosse possível. Acontece que em certas linguagens, como a matemática, biologia etc... isso é possível sim, porque são linguagens conhecidas como binárias, onde A corresponde a B. Em se tratando de estudos que envolvem a aquisição de conhecimentos lingüisticos, isso é complicadíssimo. Primeiro porque as palavras são polissêmicas (admitem vários sentidos, conforme o contexto situacional em que ocorrem). Segundo porque são linguagens tridimensionais, onde nem sempre A corresponde a B, ou seja, a língua não é um mero código e ela é o principal instrumento dos jornalistas.
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Delmar Marques
[14/08/2006 - 10:36]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
Nem todas as categorias possuem, Eduardo Paes. Na grande maioria delas, aliás, não há obrigatoriedade do diploma. Vcs só olham para as poucas profissões regulamentadas e corporativas, muitas delas com regras que só vigem no Brasil. Em muitos países qq um pode assumir sua própria defesa e dispensar advogados. Só o fato de vc ignorar isso já demonstra o quanto o teu diploma é meramente decorativo.
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Iracema Torquato
[14/08/2006 - 10:28]
"... que todas as categorias possuem". Algo tão simples assim (!?). Que todas categorias são essas? Você sabia que há cursos em EAD (ensino a distância), reconhecidos pelo MEC, de Pedagogia, Letras etc e etc) que formam professores em "um tapa"? Há outros que habilitam QUALQUER profissional a dar aulas apenas com um ano de complementação pedagógica? Pois é, são cursos de humanidades em que se aposta na capacidade do futuro profissional de se desenvolver autodidaticamente. Isso é bom? Bem... podemos dizer que num país como o nosso é o menos pior. Há também cursos conhecidos como tecnológicos que dão diplomas em várias categorias como publicidade, gestor de informações; de modas; disso e daquilo. O mercado não vai esperar, logo o jornalismo estará entre eles. Espere e verá, porque até mestrado profissionalizante (dois anos) já foi aprovado pelo MEC.
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José de Souza Castro
[14/08/2006 - 07:28]
(Freelancer)
Pois é, o problema é a Constituição Americana, a primeira verdadeiramente republicana no mundo, que lançou toda essa confusão. Antes dela, mestre dixit - e todos baixavam a cabeça e obedeciam. As corporações ordenavam as profissões. Os pastores religiosos eram os monges e os padres, que passavam antes por longas preparações nos seminários e mosteiros. Depois dela, qualquer pessoa, por mais ignorante que fosse, podia sair por aí pregando, sem risco de ser preso e queimado nas fogueiras inquisitoriais. E o mundo ficou mais complicado...
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Eduardo Freire
[13/08/2006 - 23:03]
(Profissional Contratado)
Penso que a diplomação e o seu reconhecimento são imprescindíveis. É algo tão simples, que todas as categorias possuem. Não compreendo o porquê de tanta dificuldade em se firmar isso no jornalismo. Liberemos então as demais áreas também da obrigatoriedade, e ai estará feita democracia! Inacreditável.
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Iracema Torquato
[13/08/2006 - 21:44]
Pois é, JC, concordo. Culpa do Prof. Chaparro (rs). Como a gente "voa", às vezes. Valeu tudo pela sua sugestão. Vou procurar na Internet e ver se acho "Contact", de Carl Sagan. Sem informação, com certeza, não viveríamos. Sem compaixão, estamos perdidos. Sou eu quem agradece, obrigada. Um forte abraço. Ah, também morro de preguiça no domingo.
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José de Souza Castro
[13/08/2006 - 20:09]
(Freelancer)
morto?". "Com o morto é fácil. O difícil é com o vivo". Se não leu "Contact", recomendo-o. Fala do encontro de duas culturas em planetas diferentes e a forma como elas conseguiram se comunicar. E não foi fácil. Tiveram que usar complicados cálculos matemáticos, para chegar a uma linguagem comum. Perto deles, até suas elocubrações filosóficas parecem simples...
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José de Souza Castro
[13/08/2006 - 20:04]
(Freelancer)
Obrigado, IT. Ficou mais claro. Fiquei com preguiça de consultar dicionários, porque é fim de semana, e sabia que você não nos deixaria na mão. Uma das tarefas mais cansativas dos jornalistas é traduzir para a linguagem comum a linguagem técnica, para que o comum dos mortais possa entendê-la. E fazer o comum dos mortais entender alguma coisa mais complicada é f... . Você conhece esta passagem de "Contact", de Carl Sagan? Utsumi, abade do monastério Zen Budista mais famoso do Japão, pergunta a um destacado físico russo: "Por que nos comunicamos?". "Para trocar informação". "Mas, por que queremos trocar informação?". "Porque nos nutrimos de informação. A informação é necessária para nossa sobrevivência. Sem ela, morremos". Para o abade, a razão verdadeira de nos comunicarmos vem do amor ou da compaixão. Portanto, continua ele, é possível comunicar-se até com uma pedra. No fim da conversa, um cientista chinês perguntou ao abade: "Se pode falar com uma pedra, poderia comunicar-se com um
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Iracema Torquato
[13/08/2006 - 19:16]
"Estes são os verdadeiros "titulares da ilusão". Cláudio, assino embaixo. Delmar, concordo e aumento o número. Pena o mestre Talis não estar aqui para argumentar.
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Iracema Torquato
[13/08/2006 - 19:10]
Agora, deixo a palavra com os próprios jornalistas e pergunto: o que é velho no jornalismo mas deve ser mantido, tendo em vista seus fins? O que é "novo", mas deve ser reformulado?
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Iracema Torquato
[13/08/2006 - 19:07]
JC, sabia que esse negócio de usar argumentos filosóficos, nesse espaço, não daria certo. Mas vamos lá, creio que agora ficou claro: refletir sobre o Jornalismo em todos os aspectos: sua axiologia, sua teleologia e sua deonticidade, levando-se em conta sua diacroniciade e sua sincronicidade sistêmica (ou seja, ver o jornalismo dentro de um sistema maior com o qual se relaciona). Logo, o jornalismo está sempre em construção, não há rupturas, porque sempre há nele algo de "velho" e de "novo". Simples, não é mesmo.
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Iracema Torquato
[13/08/2006 - 19:00]
Axiologia:Teoria do valor. Ramo da Filosofia que tem por objeto o estudo da natureza dos valores e juízos valorativos. Deontologia é um termo usado para referir-se ao ramo da ética cujo objeto de estudo são os fundamentos do dever e as normas morais. É conhecida também sob o nome de "Teoria do Dever". É um dos dois ramos da Ética Normativa, juntamente com a axiologia. Teleológico: “uma coisa existe como um fim da natureza quando ela é por si mesma causa e efeito” (Kant). Logo, devemos refletir sobre a natureza do jornalismo como algo, de conformidade com seus fins, que é ao mesmo tempo produtor e produto de si mesmo. Mas levando-se em conta o estudo sincrônico (de uma época, como a atual, por exemplo, ou de modo diacrônico (histórico), tendo em vista os valores de uma sociedade e os princípios éticos que esta sustenta. Ufa! Creio agora que ficou mais claramente inteligível, né JC? Mas acho que qualquer um poderia consultar a Internet ou dicionário.
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Jorge Cury Neto
[13/08/2006 - 12:33]
(Diretor - Executivo-WEBCOMBRASIL - PR)
Considero que a argumentação do professor Carlos Chaparral é conceitualmente bem formulada, mas que carece de uma visão prática no tocante ao aspecto organizacional do exercício profissional do jornalista, necessário para se evitar a anarquização desta atividade. Creio que a discussão sobre a obrigatoriedade da diplomação acadêmica é fútil, inútil, desprovida de qualquer valor, ..., entendendo que não é de diplomas que o mercado precisa, mas profissionais que cumpram as suas demandas, conforme a sua capacitação, inclusive acadêmica, vivência de princípios éticos, morais e espirituais responsabilidade social para com o seu público. Sem deixar, sob pena de transgredimos a lógica, de considerar o caráter contido na individualidade de cada profissional, já que esta é uma profissão essencialmente de natureza intelectual, portanto o resultado final dependente diretamente característica da pessoa de cada jornalista, contrariando a visão corporativa defendida amplamente pelos sindicatos.
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Delmar Marques
[13/08/2006 - 10:18]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
Hoje temos na Internet, Cláudio, um poderoso instrumento para contermos os desmandos dos patrões, seus prepostos e aliados ideológicos. Pq, pior do que os patrões, são os capachos que proliferam nas redações impondo a visão e a censura do poder econômico no que é publicado. Os patrões nada poderiam sem eles. O poder econômico não contaria com tamanha impunidade para lucrar com a corrupção se não subornasse milhares de jornalistas para que somente o que é do seu interesse seja publicado. E o que não interessa seja omitido. Se todos denunciassem os editores que se valem do control C/V para baixar releases como se fossem matérias, de imediato se abririam mais de dez mil vagas nas redações. Com os podres que seriam levantados, com os deslizes que seriam desmascarados, outras 10 mil vagas seriam abertas com o aumento da concorrência atrás dos furos que ninguém iria querer tomar. Voltaríamos a ter jornalismo de qualidade no Brasil. E empregos para todos.
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Cláudio de Souza
[12/08/2006 - 23:07]
(Freelancer)
Jornalista que se acha dono da profissão é pretensioso e/ou burro. Na faculdade aprende-se a ser empregado, e não a ser dono de jornal. Só se trabalha quando há emprego, e quem cria o emprego não é o jornalista. É diferente de médico, que abre seu consultório e sempre vai ter doente pra explorar. Nunca ouvi falar de médico desempregado. A realidade é que as pessoas estudam 4 anos numa faculdade de jornalismo coisas que poderiam ser aprendidas em 4 semanas numa redação. E saem da faculdade direto para o caixa do banco ou a baia do telemarketing. Mas a obrigatoriedade do diploma ilude as pessoas, e elas acham que terão emprego garantido ao sair da faculdade. Estes são os verdadeiros "titulares da ilusão", expressão cunhada pelos patetas da Fenaj para se referir aos portadores de registros precários -- que, por sinal, vêm ganhando a parada.
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Delmar Marques
[12/08/2006 - 22:53]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)
Folgo em saber que o Chaparro concordou finalmente para a necessidade de termos um Estatuto dos Jornalistas. Com o Talis, já somos três, ufa... tá difícil, mas um dia a gente chega lá. Ainda espero sua adesão à imperiosa necessidade de termos comitês de redação, mas entendo que esse quesito esteja implícito nos Estatutos dos Jornalistas. Seu posicionamento contrário a obrigatoriedade do diploma não deixa de ser importante, é verdade, mas um aliado do seu peso a nossa campanha pelos Estatutos dos Jornalistas, vixi, nos dá realmente novo ânimo, não é mesmo Talis? Pq essa é a única forma dos profissionais de imprensa retomarem seu papel nas redações, onde hoje se transformaram em prepostos patronais e aliados dos assessores de imprensa. Qto a multidisciplinaridade exigida para o exercício do jornalismo, quem tem alguma prática de redação sabe que se dependessemos do que nos "ensinaram" nas facus morreríamos de fome.
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José de Souza Castro
[12/08/2006 - 22:44]
(Freelancer)
É, professora, você vai ter que baixar um pouco mais o nível, pra gente poder acompanhar seu raciocínio. Com todo esse jargão científico, fica meio difícil, mesmo com sua ajuda nas definições de alguns termos. Porém, acho que deu pra dar uma capiscada. Comunicar-se com os vivos é mesmo difícil... Mas, acho que depois de tantos debates, a gente começa a vislumbrar uma trilha que pode levar ao consenso possível. Na minha opinião, o professor Chaparro está a indicar um rumo a ser seguido para organizar o debate. Qual o rumo? O interesse público, e não apenas o de uma classe. É por aí...
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Iracema Torquato
[12/08/2006 - 20:01]
Ah, por sincronia e diacronia: o novo (atual) deve ser entendido pelo velho (fatores históricos). Deve-se considerar que o sistema de valores de uma sociedade são culturais, visam a um determinado fim. O dever-ser está na base do se espera do profissional. Mas o que é esse dever-ser, dever-fazer no âmbito do jornalismo? Isso deixo para o Lizoel também.(rs).
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Iracema Torquato
[12/08/2006 - 19:42]
Lizoel, concordo. Acho que exagerei (rs). O Prof. Chaparro pediu argumentos filosóficos, apresentei alguns aliados à semiótica. Aqui vai uma revisão necessária: "costumam não engendrar" (leia-se, os argumentos não são retomados por outros usuários). ".... pragmática textual, como semântica textual e como sintática textual." Com o uso desses termos entendam que é preciso ver o texto jornalístico como um leque aberto para diversas interpretações, sejam elas relacionadas a produção de sentidos (contextuais), de significações (por parte do escritor e do leitor) bem como o arranjo dos termos contidos no texto que devem favorecer à interpretação. Por "perene continuum": o jornalismo está em construção. " Pospura didascálica". Erro de digitação, leia "postura didascálica", ou seja, àquela que reconhece a representação e apresentação dentro de um contexto maior" (para simplificar). Lizoel, deu agora para nossos estudantes entenderem melhor. Quanto às "logias", deixo para você explicá-las. Abs
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Lizoel Costa
[12/08/2006 - 17:54]
(Profissional Contratado)
Ufa Iracema! Será que muitos recém-formados em comunicação vão entender o que você escreveu? I don't believe!
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Iracema Torquato
[12/08/2006 - 17:34]
A intersubjetividade, a ação de vários agentes, ou sujeitos textuais são responsáveis pela formação da "jornalicidade", se é que o termo possa garantir a essência de uma dinâmica ímpar nos movimentos textuais jornalísticos, de modo a verificar que há dinâmica nas organizações, instituições, empresas jornalísticas. Isso requer antes constatar que há, ao mesmo tempo, algo que permanece e algo que muda. Trata-se de uma área de saber sem umbrais, que se firma num contexto de mutações que re-absorve as experiências sociais, tecnológicas, informacionais e as reelaboram num perene continuum com outros possíveis sistemas sociais. Logo, fronteiras não podem limitar o pensar e o fazer jornalístico. A contribuição de outros profissionais deveria ser reconhecida. Ou seja, não somente graduados (diplomados), mas a aceitação de outros agentes com experiência e pesquisa na área poderia permitir o entendimento da natureza do jornalismo como retículo sócio -cultural. Limitar é empobrecer.
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Iracema Torquato
[12/08/2006 - 17:08]
Argumentos filosóficos, nesse espaço, costumam não engendrarem os aprofundamentos necessários. Mas não custa tentar. Primeiro, a meu ver, é preciso um esboço crítico de apreciação do Jornalismo manifestado, mas em seu aspecto semiótico (entenda-se como ciência dos signos e da significação) integral. Somente isso já exigiria um profissional polivalente. Essa integralidade deve ser lida como pragmática textual, como semântica textual e como sintática textual, sendo cada uma dessas instâncias compreendidas não como repertório formal de relações científico-teoréticas, mas antes como elementos ou subsídios para a assunção de uma pospura didascálica perante a complexidade do dever jornalístico e da complexidade comunicativa que se destaca no âmago da informatividade. Esta entendida como manifestação fenomênica do Jornalismo em todos os espectos: sua axiologia, sua telologia e sua deonticidade, levando-se em conta sua diacroniciade e sua sincronicidadee sistêmica.
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Iracema Torquato
[12/08/2006 - 16:51]
"(...) hoje, porém, discordo da obrigatoriedade do diploma de um curso superior de jornalismo, como exigência linear, absoluta, universal, para ingressar na profissão e exercê-la". Como sempre, o professor Chaparro me deixa perplexa. E isso é bom. Concordo com a idéia de que é necessário um estatuto, mas isso somente não basta. É preciso que ele vigore e seja constantemente renovado com a participação da categoria. Mas isso dificilmente acontecerá, porque não temos o hábito da participação social. "Os pacotes, não raro, vêm prontos do andar de cima", conforme posso constatar pelas minhas vivências na área de políticas públicas educacionais. Penso que deveria ser valorizado a experiência de quem faz pós-graduação na área, mesmo tendo feito uma graduação diferente. Como isso atualmente não acontece, aqueles que, depois de várias pesquisas realizadas nesse campo geralmente, tendem a desistir de aprofundar seus estudos. E partem para outras áreas, em que são bem mais reconhecidos. (cont)
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Luiz Oscar Matzenbacher
[12/08/2006 - 15:00]
(Freelancer)
O eixo da discussão, creio, ainda deve ser a Primeira Emenda à Constituição do Brasil. Mas, em função do subdesenvolvimento do mercado profissional brasileiro e da falta de ética na sociedade como um todo, a manutenção da exigência do diploma de bacharel em Jornalismo é fundamental para enfrentar a possível invasão de picaretas, maus-caráteres, policiais e políticos corruptos; gangues de malfeitores, alcagüetes do 'órgãos de segurança sanacional' e etc... na nossa profissão, via 'pistolão' ou até mesmo chantagem. A necessidade de diploma freia um pouco essa influência nefasta no jornalismo brasileiro.
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Lizoel Costa
[12/08/2006 - 10:34]
(Profissional Contratado)
Esse e outros erros crassos que os releases costumam perpetrar Lêda. Isso quando não começam o texto com gerúndio, além de usá-lo abusivamente sem critério nenhum!
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Lêda Pena Yoshida
[12/08/2006 - 02:02]
(Diretor-BRAZIL HOST - SP)
Gostei da forma e do conteúdo expressado pelo Carlos. Não sou formada em jornalista, mas estou jornalista e até já recebi prêmio na área. Minha formação: Administração de empresas, pós graduação em Marketing e pós graduação em gestão de negócios internacionais. Sem falar em dois cursos não concluídos em TI e Turismo. Nos últimos anos, como diretora de redação de um veículo, recebo centenas de releases diariamente, de assessores de imprensa - profissionais recém-formados e com o famoso e tão discutido diploma. Só não aprenderam que "informação" é uma questão de quantidade e não de tamanho. Por favor, vamos trocar MAIORES informações por MAIS informações?
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