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“Entre janeiro e dezembro, 110 jornalistas foram assassinados, o que significa um aumento de 14% em relação a 2006, uma situação que é inaceitável", lamentou o secretário-geral da Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Blaise Lempen. A entidade informou que o aumento chega a 60% se comparados os números com o ano de 2005, quando 68 jornalistas foram assassinados. A PEC acredita que a diferença seja explicada pela constante violação dos direitos humanos.
Desses 110 mortos, dois terços morreram em zonas de conflito, como Iraque, Afeganistão, Somália, Sri Lanka e República Democrática do Congo. "Jamais tantos jornalistas foram assassinados no exercício de sua profissão em um ano", alertou o grupo.
O Iraque continua sendo o país mais perigoso para o trabalho de jornalistas. Neste ano, 50 profissionais de imprensa morreram em território iraquiano. Ano passado foram 48. É o quinto ano consecutivo que o Iraque aparece no topo do ranking do relatório anual da organização, cuja sede fica em Genebra.
Na Somália, segunda nação mais perigosa, segundo a organização, oito repórteres foram assassinados este ano. Em 2006, um repórter morreu.
O Sri Lanka está em terceiro lugar, com sete repórteres mortos devido à intensificação da guerra civil no país, comparado a quatro em 2006.
A situação também piorou no Paquistão (cinco mortes), Afeganistão e Filipinas (quatro em cada um).
O Brasil faz parte da lista de países onde foram cometidos assassinatos contra jornalistas, como Honduras, Uzbequistão, Mianmar, Estados Unidos, Gana, entre outros.
Preocupado com a gravidade da situação, a presidente da PEC, Hedayat Abdel-Nabi, fez uma consulta mundial sobre a base de um anteprojeto de convenção sobre a proteção de jornalistas em zonas de conflito e violência. Segundo ela, a iniciativa já foi transmitida a todos os Estados-membros da ONU. A organização as respostas até março de 2008, quando quer dar início a um debate sobre as bases da convenção numa conferência internacional.
As informações são da Agência EFE. |