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PF quebra sigilo telefônico de jornalistas da TV Globo, diz Folha

Da Redação

A Polícia Federal, segundo o jornal Folha de S.Paulo, quebrou, ilegalmente, o sigilo telefônico de aparelhos Nextel de jornalistas da Rede Globo, para investigar se a emissora foi informada anteriormente, pelo delegado responsável Protógenes Queiróz sobre a Operação Satiagraha. Em 08/07, 17 pessoas, incluindo o ex-prefeito Celso Pitta e o banqueiro Daniel Dantas, foram presas sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, para conseguir informações privilegiadas sobre o mercado financeiro.

Segundo matéria da Folha, o delegado Amaro Vieira Ferreira, da Delegacia de Polícia Fazendária em São Paulo, indicado para investigar o possível vazamento das informações para a Globo na Corregedoria da PF, enviou um ofício à Nextel pedindo informações sobre o número de todos os celulares próximos à sede da PF em São Paulo e também a três locais próximos da operação na qual seriam presos suspeitos na operação.

Ainda de acordo com a matéria, nos quatro locais, havia jornalistas da Globo antes da chegada da PF. Um deles seria a casa do ex-prefeito Celso Pitta. A prisão dele, de pijamas, foi filmada às 6h pela emissora.

A PF teria pedido a quebra do sigilo telefônico dos jornalistas sem autorização judicial. As conversas não estão nos autos do processo, mas a Folha encontrou documento que comprovaria o pedido da polícia à Nextel.

Polícia Federal
Procurada pelo Comunique-se, a Polícia Federal negou as informações da Folha. “A repórter interpretou mal os autos”, disse a assessoria, sem dar mais detalhes.

TV Globo
A Globo limitou-se a dizer que não comenta assuntos que estão em julgamento.

Nextel
Para a Folha, a empresa disse: “A Nextel informa que, neste e em outros casos, tem seguido estritamente as determinações judiciais a ela requeridas”.

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7/11/2008
 
Marcelo Moreira* [08/11/2008 - 15:56]
(Editor-BLOG ADVOGADO DE DEFESA - PORTAL ESTADÃO.COM.BR - SP)


Em tempos de atentados frequentes à liberdade de imprensa praticados pela Polícia Federal e pelo governo Lula, até faz sentido o pedido de quebra de sigilo. Dá menos trabalho, não é? Investigar é coisa de gente competente e é m,uito cansativo... O fato é que não custa nada a PF pedir a quebra do sigilo, vai que um juiz desavisado e enviezado concede...
A liberdade de imprensa assusta especialmente os incompetentes, porque escancara os erros e a politicagem que dominam todas as esferas do governo federal.
 
 
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Rodrigo Lemes [07/11/2008 - 17:42]
(Estudante)


O investigador virou investigado, quem noticiou está sendo noticiado. Só no Brasil que essas coisas acontecem. É um país de “P” mesmo. Pobre, preto e puta quando presos mal conseguem arrumar um advogado, já um banqueiro, um ex-prefeito e mais algumas pessoas acusadas de vários crimes, são presos, liberados e, pior, conseguem reverter à situação. Que justiça é está? Que direito é este? Que país é este? Todos são iguais perante a justiça?
 
 
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Celso Raeder [07/11/2008 - 17:40]
(Freelancer)


Essa tal operação Satiagraha será, no futuro, objeto de estudo sociológico sobre a decadência moral das instituições brasileiras, sobretudo do Poder Judiciário. Por conta de supostos erros processuais, incluindo possíveis irregularidades na obtenção de provas, o banqueiro Daniel Dantas saiu do foco do escândalo financeiro do qual é acusado, e agora quem senta no “banco dos réus” são os delegados Protógenes e o juiz Fausto de Sanctis. Para a Suprema Corte, pouco importa se câmeras registraram o momento em que pessoas ligadas a Dantas tentavam subornar agentes federais. Estão preocupados com a instalação de grampos e o vazamento de informações para a imprensa. Se a coisa continua nesse ritmo, Daniel Dantas acabará pedindo indenização ao Estado. E que o delegado, o juiz e os jornalistas que cobriram mais esse escândalo financeiro ocupem o lugar que estava reservado ao banqueiro, atrás das grades.
 
 
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André Luis Vitoriano Rabello [07/11/2008 - 17:28]
(Profissional Contratado)


Se é probido o vazamento, investigue-se a TODOS.
 
 
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Jonas S. Marcondes [07/11/2008 - 17:06]

O delegado Protógenes Queirós parece que encontrou umas minhocas nas primeiras enxadadas. Vamos ver se isto não será "devidamente" arquivado, como tantos outros. Lembram do caso da filha do Sarney? Lembram do caso do Jader Barbalho? O desabamento das obras do Metro paulistano?
 
 
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