Fact Sheet - O câncer de mama
O câncer de mama ocorre quando algumas das células da mama passam a apresentar multiplicação anormal, com divisão mais rápida do que as células saudáveis. A divisão celular rápida pode causar disseminação por toda a mama, atingindo nódulos linfáticos e também outras partes do organismo.
O câncer de mama tem diversos estágios que ajudam a identificar o avanço da doença:
§ Estágio 0: a forma inicial de câncer de mama é o carcinoma ductal in situ (CDIS). No CDIS, as células cancerígenas se localizam dentro do duto (canal) e não invadiram o tecido gorduroso. Neste estágio, o câncer não se espalhou para os nódulos linfáticos ou órgãos distantes.
§ Estágio I: o tumor tem até 2 cm de diâmetro (aproximadamente 3/4 de polegada) e não se espalhou para nódulos linfáticos ou órgãos distantes.
§ Estágio IIA: pode haver ou não um tumor de no máximo 2 cm na mama, mas há um tumor entre 1 e 3 nódulos linfáticos axiliares ou, ainda, existe um tumor maior que não se espalhou para os nódulos axiliares.
§ Estágio IIB: o tumor mede entre 2 e 5 cm de diâmetro e se espalhou para entre 1 e 3 nódulos linfáticos axiliares ou há a presença de um tumor maior, que não entrou na cavidade torácica ou se espalhou para os nódulos axiliares.
§ Estágio IIIA: o tumor mede até 5 cm de diâmetro e se espalhou para entre 4 e 9 nódulos linfáticos axiliares ou há a presença de um tumor maior de 5 cm, que se espalhou para entre 1 e 9 nódulos axiliares ou nódulos mamários.
§ Estágio IIIB: o tumor entra na cavidade ou pele torácica e pode ter se espalhado pelos nódulos linfáticos ou para até 9 nódulos axiliares. Pode ou não ter se espalhado para os nódulos mamários externos. O câncer não se espalhou para órgãos distantes.
§ Estágio IIIC: o tumor pode ter qualquer tamanho e estar espalhado por, no mínimo, 10 nódulos na axila. O câncer também pode ter se espalhado para um ou mais nódulos linfáticos sob a clavícula (infraclavicular) ou acima da clavícula (supraclavicular) ou para os nódulos linfáticos mamários internos, aumentados em decorrência do câncer. Tudo isso ocorrendo no mesmo lado que o câncer de mama. Em todos os casos, o câncer não se espalhou para órgãos distantes.
§ Estágio IV: o câncer, independentemente de seu tamanho, se espalhou para órgãos distantes, como fígado, pulmão ou para ossos ou nódulos linfáticos distantes da mama.
Câncer de mama metastático
Em muitos casos, o câncer de mama chega à metástase causada pela multiplicação anormal de células na mama. Essas células tendem a apresentar uma divisão mais rápida do que as células saudáveis, levando à disseminação do câncer na mama e em muitos casos a outras partes do organismo. Os locais mais comuns para as metástases distantes são ossos, pulmões e fígado, embora o câncer de mama possa se espalhar para qualquer local do organismo, em uma ou mais áreas. Se as células do câncer de mama atingirem os nódulos linfáticos nas axilas e continuarem a se proliferar, aumenta a probabilidade do câncer se espalhar também para outros órgãos.
Opções de tratamento
Há diversas opções de tratamento para as pessoas diagnosticadas com câncer de mama. O tratamento tem como base o estágio do câncer de mama de cada pessoa. Nos estágios iniciais, os médicos podem recomendar uma nodulectomia, cirurgia que remove apenas a parte afetada da mama (o tumor e os tecidos à sua volta). Normalmente, esse procedimento é seguido por radioterapia.
Alguns médicos e pacientes também podem optar por diferentes tipos de mastectomias, removendo uma parte maior da mama; esse procedimento também é geralmente seguido de radioterapia, dependendo do tamanho do tumor e do comprometimento linfonodal.
Para prevenir a recorrência do câncer ou para tratar a metástase, as pacientes geralmente recebem um modulador seletivo do receptor de estrógeno (tamoxifeno) ou quimioterapia.
Além dessas terapias já reconhecidas, há novos tratamentos para o câncer de mama sob investigação.
Incidência da doença
O câncer de mama é a quinta causa mais comum de morte por câncer em todo o mundo e o segundo tipo de câncer mais freqüente. A cada ano, o câncer de mama causa 502.000 óbitos (7% das mortes por câncer; quase 1% de mortes por todas as causas) em todo o mundo.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1 milhão de novos casos de câncer de mama são diagnosticados anualmente no mundo. A incidência do câncer de mama está aumentando em países europeus, afetando até uma em cada 16 mulheres.
Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que, em 2008, o número de casos novos de câncer de mama esperados para o Brasil é de 49.400, com um risco estimado de 51 casos a cada 100 mil mulheres. Na região Sudeste, o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres, com risco estimado de 68 casos novos por 100 mil mulheres.
Pesquisas da OMS indicam que de 5 a 10% dos casos de câncer de mama são, na verdade, hereditários, o que destaca a importância de conhecer o histórico de câncer da família. Na verdade, as pessoas que têm ou tiveram uma familiar de primeiro grau (ex.: mãe ou irmã) diagnosticada com câncer de mama antes de atingir 50 anos correm o dobro do risco.
O maior fator de risco isolado do câncer de mama é simplesmente ser mulher, embora os homens também corram algum risco. O câncer de mama tende a surgir com o envelhecimento, sendo que 80% dos casos ocorrem em mulheres acima de 50 anos. As mulheres brancas estão sob maior risco de desenvolver câncer de mama em comparação a mulheres negras e hispânicas.
Como em muitas outras doenças, os fatores de estilo de vida podem ter um impacto grande sobre os riscos de câncer de mama. As pessoas que fumam, que ingerem bebidas alcoólicas em excesso, sob terapia de reposição hormonal ou que tomam anticoncepcionais estão sob maior risco de desenvolver câncer de mama. |